Cambuí Campinas

Publicado 11/04/2014 por lcs2308

Campinas, nasceu a partir da trilha aberta pelos tropeiros que, vindos da região de Sorocaba, S. Paulo e Jundiaí para as terras de Goiases faziam dos pequenos descampados (ou campinhos como eram chamados), no meio de uma ainda densa Mata Atlântica, lugar de descanso. Daí a origem do nome da cidade, relacionado aos três campinhos que se desenvolveram às margens de rios. O

Um dos caminhos que ligava o Largo de Santa Cruz até o atual Laurão, passava pela Rua Cel. Quirino onde havia um bosque de cambuis. 

Praça XV de novembro, antigo Largo da Santa Cruz;

Praça XV de novembro, antigo Largo da Santa Cruz;

Nos meses de janeiro a março esses arbustos enchiam-se de milhares de frutos vermelhos, quase roxos que eram uma festa para os olhos e muito apreciados pelos viajantes.

Outro pouso que servia de abrigo às tropas com destino às terras de Goiás, ficava na junção das avenidas Norte-Sul com Moraes Salles.

O surgimento de um caminho entre esses dois pontos foi inevitável, já que era repleto de cambuís, que lhes ofereciam frutas e sombra.

A fama do lugar fez com que os tropeiros o identificassem territorialmente, dando lhe o nome de Cambuí.

O bairro não tinha o ‘glamour’ que tem hoje. Por ficar numa região próxima ao centro da cidade, era usado como refúgio para os marginalizados da sociedade nascente.

No Largo de Santa Cruz, atual Praça XV de Novembro, havia a forca, o pelourinho além de grande quantidade de casas de comércio, armazéns de gêneros da terra e bebidas, olarias, depósitos, sem contar as casas de prostituição, pois eram paradas de tropeiros que seguiam para Goiás.

Com a construção da estrada de ferro, usada como meio de transporte, os fazendeiros, barões do café, procedentes de Itu, Porto Feliz, Taubaté, entre outras trouxeram suas famílias para a cidade e o Cambuí foi o bairro que acolheu. Antes um bairro habitado por prostitutas e negros (ex-escravos), que ocupavam cortiços e espaços desvalorizados. Começava a surgir, informalmente um bairro de chácaras de alto padrão. As propriedades eram amplas para que abrigassem famílias numerosas com grande criadagem.

No começo do século XX o Cambuí já tinha uma nova fisionomia: uma região nobre formada por chácaras senhoriais que dava um novo aspecto ao bairro.

A partir dos anos 40, o bairro passa a sofrer mudanças para ampliar as zonas residenciais conquistando uma melhor condição de urbanização.

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 Frontão Campineiro, inaugurado em 18 de julho de 1897, emprestou o nome ao bairro que se localizava e que mais tarde foi denominado de Cambuí. Assim Frontão foi o primeiro nome da região do Cambuí devido a um paredão construído na região para a prática de jogo da “pelota basca”; esporte de origem espanhola muito em voga na cidade no final século XIX (anos de 1800) e primeiras décadas de 1920. Era o termo que a população local utilizava para se referir à região, exemplo disto é que havia um bonde que servia o bairro e tinha a mesma denominação. Relatos , livros e documentos oficiais já tratavam a região do Cambuí como Frontão, desde os anos de 1850, ou seja, muito antes da existência do clube.

       A denominação de Frontão foi dada de forma popular indicando que a frente de Campinas se dava exatamente para o lado de onde provinham o maior rendimento, seja por minérios (Minas Gerais) pedras preciosas (Goiás) e com o passar dos tempos a cana de açucar e depois o café (as mais produtivas fazendas do entorno da cidade). Da mesma forma denominou-se de Fundão a região geograficamente oposta, qual seja, a da saída sul do município (vide Cemitério do Fundão).

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a foto ilustra a equipe de juvenis de 1919 cujos atletas da esquerda para direita são: Ernesto R. Nunes, Ary Rodriguez, Manoel R. Nunes(Neco), Armando Pimentel, Guarani(Técnico), Miguel de Lucca e Manoel Ubinha. Deitados estão Carlos Rosa(Carlito) e F. Galhardi(Choquito).

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Imagem.

Bairro Cambuí, em 1950.

Rua Benjamin Constant, década de 1950.

Cambuí. Observem é vejam o Palácio da Justiça. A foto está invertida.

Cambuí. Observem é vejam o Palácio da Justiça. A foto está invertida.

Verso

Verso

Cambuí

Cambuí

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Fin-de-siècle – O Cambuy
Importantes ruas transversas que cortam o Cambuí (seu limite: Avenidas Anchieta/Orosimbo Maia/Norte-Sul e Moraes Salles).
*Barreto Leme, fundador de Campinas. Poucos sabem que os despojos dele e de sua esposa estão na cripta da atual Basílica do Carmo.
*General Osório
*Rua Conceição, em virtude de se iniciar defronte a Igreja Matriz, antiga Tua Formosa.
As que limitam o Cambuí, av. Moraes Salles(rua São Carlos), ou Campinas Velhas, pois era a principal saída para a capital da Província.
*Av. Orosimbo Maia, homenageia outro grande alcaide que governou a cidade nas gestões 1904; 1910; 1927 e 1932! Seu busto demarca o córrego do Serafim, na esquina da José Paulino (ex-rua das Flores) fincado entre os trechos do canal a céu aberto, de um lado e canalizado e coberto desde à nascente (onde era o Eldorado da Senador Saraiva, incendiado no Natal de 1984). – Rua das Flores porque? Antigamente aquele córrego era tão puro que nossas bisavós e tataravôs ali lavavam roupas e bebiam a água, quando em suas margens (imaginem toda área atual do Mercadão até os baixos do viaduto) decoravam o ribeirão com vasinhos de flores… Atualmente os moradores que residem a partir das imediações da Maternidade, seguindo o canal à céu aberto até o desague no Córrego Proença (este partindo também à céu aberto desde o Estádio do Guarani até o córrego Anhumas (agora sentido Carrefour D. Pedro), sofrem com enchentes e a fedentina na seca…
Respeitemos! Os campineiros, as memórias de Orozimbo Maia e do bisneto de Barreto Leme (José de Souza Campos, que empresta o nome à radial N/S), não merecem o descaso das autoridades.
*Rua dos Alecrins, assim chamada em virtude de extensa área (onde hoje é a rua homenageada com o nome desta erva). O Barão de Itapura defendia a área urbana com a arborização dos alecrins (pelo aroma, crescimento rápido e sem prejuízo ao calçamento). Isto foi em 1872, enquanto que na capital as primeiras árvores foram plantadas em 1920… É bom lembrar que a ex-Boulevard era assim chamada em virtude de cortar as terras daquele Barão que, após a morte de sua esposa (dona Libânia), sugeriu a homenagem onde hoje é a menor avenida da cidade, que se inicia onde termina a Padre Anchieta, terminando na Dr. Quirino onde na época dos Bondes, existia um desvio.
*Rua Coronel Joaquim Quirino dos Santos (1830/89). Primeiramente foi estrada, mas ficou conhecida como elo entre os vários pontos da metrópole. Aberta em 1881, foi sugerido o nome do Bandeirante Bartolomeu Bueno (o Anhanguera, aqui passando nos idos 1722). Finalmente predominou o nome daquele importante militar e filantropo por ocasião da varíola (custeou um lazareto para centenas de pobres), e a manutenção por muito tempo da Escola Correa de Mello (onde hoje fica o terminal I – Mercadão). A “Coronel” é conhecida até hoje como precursora dos nossos grandes Carnavais, desfiles de sucesso e os entrudos com jatos d’água… Temos até um “coronel Mostarda”…
*MMDCA – Evoca a memória dos primeiros cinco sacrificados pela Revolução Constitucionalista de 32 (mortos na saída de uma reunião na rua Barão de Itapetininga, no dia 23 de maio). Martins, Miragaia, Dráuzio, Camargo e Alvarenga são também lembrados na importante marginal paulista (av. 23 de Maio), e em Campinas no final da av. Saudade o monumento-túmulo na Praça Voluntários de 32, esculpido por Marcelino Velez. O atual largo da Ferroban chama-se 9 de julho (que também já se chamou praça Marechal Floriano Peixoto e depois 23 de novembro, que comemorou a posse deste na presidência da república, 1891). Um detalhe: quem passa pela rua Guilherme da Silva, a partir do Tênis Clube, é a primeira travessa à direita, Alvarenga é sempre esquecido. Tiramos o chapéu para uma empresa que ali construiu um Condomínio e preservou o nome correto da rua.
*Rua Guilherme da Silva, médico que prestou grandes serviços durante o surto endêmico (ex-rua Alferes Raimundo);
outro esculápio: Dr. Emílio Ribas, notável cientista que descobriu o vírus infeccioso da febre amarela.
*Dr. Ricardo Gumbleton Daunt, apesar de ter seu nome que divide a Vila Itapura da Vl. Industrial, atualmente “boca do fumo”, foi um dos maiores cidadãos que Campinas já teve. Além de médico sanitarista, foi vereador, e sobretudo criou o “layout” do brasão da cidade (1889, depois modificado em 1937), com a fênix em alusão ao renascimento da povoação em virtude da hecatombe da febre amarela. Empresta também seu nome ao Instituto de Criminalística de S.Paulo (veja a sua Cédula de Identidade).
Mas, e as mulheres???
Cambuí homenageia, sim, grandes símbolos femininos…
*Rua Maria Monteiro. Cidadã prestante e cantora lírica. Aos 13 anos encantou a cidade na inauguração da Matriz Nova (Catedral, 1870). Estudou na Europa às expensas do Imperador, fazendo sucesso inclusive ao lado de Carlos Gomes. Morreu jovem durante a epidemia. Ex-rua São Miguel.
*Rua Ana Justina Ferreira Nery (Bahia, 1811/RJ 80). Considerada a primeira enfermeira do país. Destacou-se na Guerra do Paraguai em Humaitá, Assumpção e Corrientes Dom Pedro condecorou-a com a medalha Humanitária. A primeira faculdade de enfermagem no Brasil leva seu nome no Rio de Janeiro.
Lembramos também de Josephina Sarmento, matriarca de uma família de grandes jornalistas (Alberto, Sarmentinho), Presciliana Soares (vasta família de fazendeiros), além da figura extraordinária de Emília de Paiva Meira (inusitada rua que forma o U do Tênis. Foi educadora emérita, fundando o Colégio Progresso, erigido nas terras da sua família. No pátio da escola (que ora completa 100 anos), reverenciamos o seu mausoléu (escultor Vilmo Rosada).
O bairro homenageou também poetas e educadores, além de grandes cientistas e militares, e até músicos:
*Rua Dr. Pedro de Magalhães. Importante político local. Vereador entre 1923/30. Membro do Conselho Municipal quando da extinção da Câmara em 1932. Retornou ao Legislativo em 48.
Praça Pedro de Magalhães Jr. Vereador por 4 vezes consecutivas, entre 1952/63.
Quirino Amaral de Campos. Proprietário de terras e grande produtor de café.
*Severo Penteado. Com o seu irmão Salustiano, beneméritos do Hospital que leva o sobrenome. Seus bustos se encontram no jardim deste importante nosocômio.
*José Villagelin Jr. Jornalista combativo e íntegro,
*Profº Gustavo Enge. Historiador e famoso geógrafo.
*Coronel Antonio Carlos da Silva Telles. Benemérito republicano. Seu nome consta na ata da convenção de Itu. Antigamente esta rua fazia ligação com a Irmãos Bierrenbach.
*Rua João Baptista Sampaio Ferraz. Chefe de Polícia no Rio de Janeiro durante o governo de Campos Salles. Duas vezes deputado federal.
*Rua Dr. José Inocêncio de Campos. Primeiro campineiro formado advogado.
*Rua Joaquim Floriano Novaes de Camargo. Agricultor e cidadão atuante.
*Rua Dr. Antonio Carlos do Amaral Lapa. Vereador republicano e historiador de estirpe (antiga rua da Boa Esperança).
*Rua Cap. Francisco de Paula Vasconcelos Pinto. Importante militar da freguesia de Santa Cruz, 1873.
*Cel. Francisco de Andrade Coutinho. Vice-presidente do conselho de Intendentes (1891)
*José Pires Neto. Prefeito por dois mandatos (1930/36)
*Engº Carlos Willian Stevenson. Técnico da cia. Mogyana e presidente do conselho municipal (1932). Na esquina da atual av. N/S residia o prefeito Ruy Novaes (déc. 60)
*Rua Carlos Kaysel. Intendente (1891)
*Rua Dr. Antonio Alves da Costa Carvalho. Vereador íntegro (1908/13)
*Dr. Carlos Lencastre. Educador emérito, fundador dos colégios Lencastre e depois Pedro II. Prédio colonial em pleno centro da metrópole,que abriga o Colégio Ateneu Campinense (1975). Todo prédio foi construído com o “tijolão” do Sampainho (Prova material e informação do Prof. Paulino da Costa Eduardo).
*Sampaio Peixoto. Deputado provincial (1844).
*Rua Dr. Carlos Guimarães. Vereador e Deputado. Foi secretário de Negócios do Interior e chegou à vice presidência do Estado.
*Rua Antonio Cesarino (antiga rua da Boa Morte, em virtude de terminar defronte a Santa Casa. Foi cidadão benemérito dedicando-se à infância desvalida.
Comendador Querubim Uriel Ribeiro de Camargo e Castro. Vereador da 1ª Câmara liberal (1845/48) e grande proprietário de terras. Nas placas atuais lemos Querubim Uriel…
*Rua Maestro João Di Tullio. De tradicional família musicista, foi o fundador da 1ª Orquestra Sinfônica (1929), ao lado dos Maestros Salvatore Bove, Jorge Whiteman, Reynaldo Prestes e Franklin M. Caetano. Di Tullio também tocava harmonium e Bove pistom, foi lembrado em rua do Jd. Nova Europa.
*Rua Coronel Rodovalho (antigo Beco de mesmo nome). Radicado no Rio de Janeiro, foi importante militar. Apesar da rua ficar no centro urbano,com início na César Bierrembach e término na Conceição, é considerada no Cambuí!
*Rua Manoel de Assis Vieira Bueno, intendente, 1896/1901 (uma espécie de Prefeito na época do Império).
*Rua Sampainho (Antonio Carlos de Sampaio Peixoto). Além de artista plástico, era dono da primeira olaria na cidade. Causava furor com suas máquinas à vapor, fabricando em sua chácara (que hoje demarca a rua), ladrilhos, tubos para saneamento, além de ferragens, tornearia e fundição. Por seu tijolão foi agraciado com o título imperial por Pedro II em 1875 (uma espécie de ISO-9000 na época…).
*Rua Américo Brasiliense de Almeida e Mello. Advogado e notável orador; foi professor e iniciou o primeiro movimento republicano em 1872. Foi diretor do Banco Agrícola e Commercial em 1871.
*Travessa Álvares de Azevedo (Manoel Antonio, SP 1831/52). Poeta e Romancista maldito. Autor de Lira dos Vinte Anos; como todos os grandes poetas dessa geração, faleceu precoce.
*Rua Olavo Bilac. Introdutor da escola Parnasiana; fez a letra do hino à Bandeira. Nasceu no RJ 1865 e faleceu em 1918. Conhecida como rua Nova Roma.
Antiga rua Nova Espanha, atual Alberto Santos Dumont, que dispensa maiores apresentações.
*Rua Padre Vieira (não confundir com o autor dos “Sermões”!). Apelidada de vigarinho, Joaquim José Vieira nasceu em Itapetininga. Bispo em 1883, por ocasião dos festejos de inauguração da Catedral, foi o fundador da Santa Casa e chegou a ser Bispo do Ceará.
*Rua João Pandiá Calógeras (RJ 1870/1934). Importante geólogo, jornalista e ministro de várias pastas. De 1919 a 22 ocupou o ministério da Guerra, sendo conhecido por ser o único civil a ocupar o cargo.
*Rua Carlos Wutke, de origem alemã, aqui chegou com a família aos 6 anos. Foi ferroviário da Paulista, onde lutou na década de 20 para as conquistas previdenciárias pioneiras daquela Cia.
*Rua dos Bandeirantes, alusão aos intrépidos desbravadores do sertão que por aqui passaram. (Antiga rua Jaime Badia)
*Rua Santo Antonio (ex-rua da Bica),
Barão de Ataliba, João de; ex-rua Bahia
*Rua Itu (nomeada em 1882 pelos laços entre as duas cidades). Quem hoje vem pela Ferreira Penteado, antes de atravessar a Moraes Salles, na esquina da Julio Mesquita existiu na década de 20 o atelier de madame Julie Dumont Duclos, “point” na época…
*Rua 14 dezembro. Assim chamada evocando a elevação de Arraial à Vila, em 1797. Era conhecida como rua dos Alecrins, em virtude da vasta área com esta planta aromática. Passou a se chamar Dr. Mascarenhas, outro grande médico e militar. Em 1797 sua placa foi para a Vila Industrial, delimitada pela rua Pereira Lima e Av. Gov. *Pedro Manoel de Toledo. Na esquina da rua Bueno de Miranda com Pereira Lima existiu antigamente uma porteira, local em que o trem esperava a boiada passar rumo ao Matadouro.
*Av. Benjamin Constant, antiga Beco do caracol, por ser pequenina e sinuosa (começava na antiga Luzitana; a Dr. Quirino não existia, e terminava na rua do Sino, atual Sacramento). Considerada a principal artéria cortando Cambuí/Vila Industrial.

*Bibliografia das ruas de Campinas
Campinas. Santa Clauss 2000 – Cambuí – I
Além de alfarrábios e fotos de archivo, Jornal Torpedo leu e viu:
*Campinas. Ruas da época imperial”, Edmo Goulart, 1983
Almanak da Província, SP” 1873. Imesp – gentileza do empresário e bibliófilo João Benito De Sírio (“Giovannino”)
“Memórias de Viajantes” – FSP-sudeste, 15/3/98 (fragmento de artigo do Arquiteto Antonio da Costa Santos – nosso saudoso prefeito)
“Campinas. Seu berço, sua juventude”, Celso Maria de Mello Pupo – ed. 20- Academia Campineira de Letras.

Referências

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