Circo Irmãos Almeida

Publicado 22/04/2014 por lcs2308

  Circo (do latim circus, “circunferência”) é comumente uma companhia em coletivo que reúne artistas de diferentes especialidades, como  malabarismopalhaçoacrobaciamonociclocontorcionismoequilibrismoilusionismo, entre outros.

 A palavra também descreve o tipo de apresentação feita por esses artistas, normalmente uma série de atos coreografados à músicas. Um circo é organizado em uma arena – picadeiro circular, com assentos em seu entorno, enquanto circos itinerantes costumam se apresentar sob uma grande tenda ou lona.

1890 – A história do Circo Irmãos Almeida, começou na China.

José Luís de Almeida(nome que ganhou no Brasil) era de uma família que fazia teatro de rua. Ainda moço veio ao Brasil e foi adotado por uma família de portugueses que morava no Rio de Janeiro. 

José Luís, casou-se com Maria Carolina e teve cinco filhos, no Circo, então, resolveram montar sua própria companhia que se chamou “Circo Teatro Urano” e depois “Morenos”. Um dos filhos do casal, o Diógenes de Almeida casado com Idalina teve três filhos, Alfredo em 1922(conhecido  Fredô, era o palhaço do Circo), Walter(em 05 de fevereiro de 1925)e  Abegair(1927, conhecida com “Nhá Tica) que era muito engraçada, provocava crise de gargalhadas nos espectadores com sua verve humorística, continuaram a vida artística, batizando a Companhia em 1950 com o novo nome de “CIRCO TEATRO IRMÃOS ALMEIDA”, que levava espetáculos, diariamente despertando um sentimento familiar em relação a todos os seus artistas.  

 

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Alfredo e Walter, em 1928.

 

 

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Nhá Tica

 

 

O Circo Teatro Irmãos Almeida fazia temporada no Brasil todo, de Goiás ao Paraná, do Rio Grande do Sul à Minas Gerais. Ficou mais tempo no estado de São Paulo e transferiu-se definitivamente para nossa amada Campinas em 1960, onde compraram um terreno para o Circo que, aos poucos, pelo sucesso crescente transformou-se circo fixo chamado também de Pavilhão Teatral Irmãos Almeida, também fazendo sucesso durante 10 anos, o programa “A Hora do Circo” , na Rádio Educadora.

Todos atores e atrizes tinham mérito porque representavam bem, mas sobretudo porque eram pessoas humildes, lutando para sobreviver e encantavam com a pureza de suas almas o “respeitável público” que não arredavam o pé do Circo, chovesse ou não.  Era época de candura, beleza e principalmente sensibilidade, onde a platéia participava com coração, assistindo maravilhada o transcorrer das peças qual fossem novelas televisivas.

Nas apresentações haviam sempre novidades, com muitos artistas de renome: a famosa dupla de cantores” Cascatinha(1919 + 1996) e Inhana(1923 + 1981)”, Tonico e Tinoco, Oscarito(*1906 + 1970), Mazzaropi, Alvarenga e Ranchinho, Os trapalhões, Dede, Didi, Mussum e Zacarias, Cauby Peixoto, Luiz Gonzaga, Vicente Celestino, Paulo Sérgio , Elke Maravilha e até “O Peru que Fala” com Sílvio Santos. 

 

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Foto: Odinovaldo, Tonico, Compadre Jaçanã, Tinoco, Walter de Almeida (do Circo-Teatro Irmãos Almeida) e Nhô Zoli

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Amácio Mazzaropi(*1912 + 1981):

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O Circo para sobreviver se dividiu em 02 pavilhões, um era semi- estrutura alumínio e o outro de lona confeccionada pelos próprios artistas, dirigidos sempre por Walter e seu irmão Fredô.

Walter aponta que umas das principais diferenças do circo contemporâneo e o de décadas passadas é a diversidade da programação. “ Ficávamos de três a cinco meses em cada cidade e havia um programa novo toda noite.” No repertório pelos menos 100 peças precisavam estar bem ensaiadas e prontas para serem interpretadas.

As principais peças teatrais que marcaram a época, quando não havia ainda televisão são:

“ Honrarás tua Mãe”, “ E o Céu Unius Dois Corações, de Antenor Pimenta; “ Mestiça”, Ah!Mestiça, onde Walter cantava; Mostraram-me um dia; na roça dançando; Mestiça formosa…com a participação de Abegair (Nhá Tica), sua irmã que fazia a lindíssima mestiça; “ Rosa do Adro”, Sílvio, o Cigano”, “ O Direito de Nascer”, “ Lágrimas de homem”, “ Carnaval no Rio” (revista) , “ A Noite do Riso” (revista), “ Casamento de Fredô” (comédia), “ Marcelino Pão e Vinho”, com a participação do filho de Walter, o Abério atuando como Marcelino, “O Cangaceiro”, “Jesebel”, “ Três almas para Deus”, “Os Irmãos Corsos e tantas outras.

Quando vieram as novelas de rádio, o circo passou a adaptar os roteiros e encená-los , peças inesquecíveis , Escuta a minha canção. Na época o teatro brasileiro não tinha grande expressão, o circo era a grande diversão das massas.

Walter casou em 17 de Fevereiro/1947 com uma moça “ da praça” da cidade de Indaiatuba-SP, como era chamado quem não fazia parte do circo, Paulina Pachelli de Almeida que deixou sua terra Natal e seguiu junto com o Circo e se tornou uma grande artista e tiveram 04 filhos.

 

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Paulina Almeida

 

 

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Paulina Almeida

 

Walter com muito esforço conseguiu colocar os filhos na escola e todos com título universitário, um de seus filhos chamado,  Abério Diógenes de Almeida, formado em Agronomia foi um iniciadores da agricultura orgânica, na época desacreditada nos meios científicos recebeu no dia 07/12/1983 o prêmio Jovem Cientista com o tema produção de alimentos sem utilização de agrotóxicos com enfoque na agricultura orgânica, melhoramento do solo e recuperação de áreas áridas entregue pelo Excelentíssimo Presidente República General João Batista Figueiredo.

 

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Fizeram durante 10 anos, o programa, “ A Hora do Circo”, na Rádio Educadora

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Azes Educadora, da esquerda para a direita: Jolumá Brito, Guedes, Rosa Bueno, Durvelino. Em 1966:

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O Circo Teatral Irmãos Almeida atuou até o ano de 1975. Com a chegada de novos tempos e principalmente devido a concorrência promovida pela televisão não havia perspectivas de continuidade com a programação circense e sem ajuda do Ministério Público ligado a cultura e arte, sem estímulos que os apoiam e garantem a sobrevivência desta arte milenar.

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   Walter e Dna. Paulina:
     Plateia:

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Peça Quo Vadis – 1954. Foto Gilberto De Biasi:

 

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Platéia 1959

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Madame Baterfly

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Madame Baterfly

Peça Madame Baterflay

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