Dom Barreto

 Dom Francisco de Campos Barreto, nasceu no dia 28 de março de 1877, em Arraial dos Sousas (Distrito de Sousas).

Filho de  Joaquim de Campos Barreto e Gertrudes Ludovina (Leopoldina?) de Moraes. Tinha como irmãos: João Barreto, Anna de Campos Barreto Magalhães, Jesuíno da Silva Campos, Ludovina Barreto Ladeira (* + 27.05.1950, com 80 anos), Maria Augusta Barreto de Moraes (* + 03.11.1930) e Anníbal Barreto.

Foi batizado pelo Padre Francisco de Abreu Sampaio, na Matriz de Santa Cruz (hoje Basílica Nossa Senhora do Carmo), no dia 21 de abril de 1877, tendo como padrinhos: José Francisco de Morais e Emília Corrêa de Morais.

 

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A família mudou-se para Campinas, quando Francisco era ainda criança, facilitando, assim, seu ingresso na Escola Paroquial da Matriz da Santa Cruz, criada pelo Dom Nery. Seus estudos eclesiásticos foram iniciados muito cedo, à idade de treze anos, e realizados no Seminário Episcopal de São Paulo.

 

Casa onde nasceu Dom Barreto

   

Entrou em setembro em 1890, no Seminário Episcopal de São Paulo, onde cursou os seminários maior e menor. 

Foi ordenado sacerdote aos 23 anos, a 22 de dezembro de 1900, na velha Sé de São Paulo, por Dom Antônio Cândido de Alvarenga, e pouco tempo depois já era Pároco de Americana que, por essa época, era uma pequena vila do município de Campinas. Três anos mais tarde, retornava ao Arraial de Sousas como Vigário da Igreja Matriz. Em sua curta permanência, tratou de reativar as relações entre os fiéis e a paróquia, restaurou o templo, reanimou a vida religiosa e colaborou para a criação da Diocese de Campinas.

 

Em 1904, foi nomeado Vigário da Matriz da Santa Cruz (hoje Paróquia Nossa Senhora do Carmo), em Campinas, em substituição de Monsenhor Ribas d’Avila. Em 9 de março de 1908, foi nomeado Monsenhor Camareiro Secreto Extra Numerário de S.S. o Papa Pio X, e nesse mesmo ano foi nomeado por Dom Nery como Cônego Arcipreste do Cabido Diocesano, Examinador Pró-Sinodal e dos Sacerdotes Novos e Substituto do Presidente do Tribunal Eclesiástico.

 

Como vigário da Matriz da Santa Cruz de Campinas, Pe. Francisco desenvolveu uma ativa vida religiosa, buscando introduzir algumas reformas na condução de sua paróquia. Fundou a União de Santo Agostinho, a Associação das Mães Cristãs, a Liga do Menino Jesus, a Venerável Ordem Terceira do Carmo, iniciou a publicação de uma pequena folha, o Mensageiro Paroquial, e escreveu o livro A Igreja Católica e o protestantismo perante a Bíblia.

 

Em 1911, foi eleito Bispo da recém criada Diocese de Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde ficou durante nove anos, realizando numerosas visitas pastorais, trazendo várias Congregações e reorganizando a vida religiosa da Diocese.

 

Com o falecimento de Dom Nery, em 01 de fevereiro de 1920, retornou para cá e foi nomeado pelo Papa Bento XV, pelo ato de 30 de junho desse ano, como seu Sucessor, onde permaneceu por vinte anos. Em 1926, foi honorificado com os títulos de Assistente ao Sólio Pontifício, Prelado Doméstico de S. Santidade e Conde Romano. Em 30 de agosto de 1940, foi-lhe conferido o título de Comendador da Coroa da Itália.

 

Como Bispo , convocou o Sínodo Diocesano de 1928, reorganizou a Cúria e construiu um novo prédio para o Seminário Diocesano, localizado à Avenida Da Saudade. Também deu nova Constituição à Congregação das Irmãs Franciscanas do Imaculado Coração de Maria, que transferiu de Piracicaba para cá, construindo para elas o Colégio Ave Maria. Fundou do Instituto das Missionárias de Jesus Crucificado, reformou a Catedral e construiu um novo Palácio Episcopal, a Academia de Comércio São Luiz(imagens abaixo). Deu incentivo à criação de paróquias e de matrizes, bem como a criação de várias Vigararias Forâneas. Ainda fundou asilos e casas religiosas destinadas à educação dos jovens. Publicou 15 cartas pastorais e ordenou 52 padres. Foi o precursor da Ação Católica em Campinas e o idealizador da Universidade Católica.

 

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Academia de Commercio São Luiz, fundada por Dom Barreto.

 

 

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Academia Commercio São Luiz, em 1921

 

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Academia de Comércio São Luiz – Rua Regente Feijó – 1929

 

           Faleceu no Palácio Episcopal, a 22 de agosto de 1941, aos 64 anos. Seu corpo foi sepultado na Catedral e, posteriormente, trasladado para a Casa de Nossa Senhora das Irmãs Missionárias, na Avenida Da Saudade, onde está sepultado em uma capela particular.

                Por ocasião dos 25 anos de seu falecimento, no dia 22 de agosto de 1966, e fazendo cumprir o seu Testamento, seus restos mortais foram trasladados para o Mausoléu da Casa Generalícia das Missionárias de Jesus Crucificado.

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Referências:

* Arquivos da Catedral de Campinas;

* Enciclopédia “Wikipédia”;

* Alaor Malta Guimarães.

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4 comentários em “Dom Barreto”

  1. Morei a 25anos nesta casa.onde Dom Barreto nasceu.nao entendi porque a prefeitura de Sousa não restaurou.na época lutei pra não derrubarem.mas não tive força .Por sermos de família pobre.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Sou sobrinho-bisneto de Dom Francisco. Tenho uma foto sua, de 07/10/1920, em que ele dedica, já como Bispo de Campinas aos sobrinhos (meus avós, Gertrudes de Moraes Fonseca e Laércio Luís Fonseca). Minha avó materna nasceu em Campinas, em 17/05/1890.

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