Antônio Carlos Couto de Barros

Nasceu em 19 de setembro de 1896. Filho do Dr. Adriano Júlio de Barros e Altemira Alves de Andrade Couto de Barros, falecida em 17 de novembro de 1940.

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    Formou-se em direito pela Faculdade do Largo de São Francisco na turma de 1917.

   Participou ativamente do movimento modernista brasileiro, integrando a comissão organizadora da Semana de Arte Moderna de 1922. Nesse mesmo ano, fundou e dirigiu, ao lado de vários companheiros, a revista Klaxon, cuja redação funcionava em seu escritório de advocacia, de que era sócio o também modernista Tácito de Almeida, irmão de Guilherme Andrade de Almeida. Dirigiu, com Antônio de Alcântara Machado, o quinzenário Terra roxa e outras terras (1926). Colaborou em muitos outros periódicos da época, escrevendo inúmeros artigos, crônicas, contos e resenhas.

Foi redator-chefe do jornal paulistano, Diário Nacional, órgão de imprensa ligado ao Partido Democrático, que também ajudou a fundar. Diretor da Liga de Defesa Paulista, por ocasião da Revolução de 32, contribuiu de modo relevante para a causa constitucionalista.

Couto de Barros, foi ainda criador, professor (História Econômica do Brasil) e secretário geral, durante muitas décadas, da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, instituição fundada em 1933.

Fazendeiro e empresário, participou da organização da Viação Aérea São Paulo (VASP), tendo sido eleito seu primeiro vice-presidente. Traduziu a obra “História econômica contemporânea”, de Laurent Dechesne. Escrevia, também sob vários pseudônimos, entre os quais o de Clodomiro Santarém.

Casou-se com D. Décia Milano de Barros(Decinha), filha de Constantino Milano e D. Luiza Lapolla Milano. Tiveram cinco filhos: Maria Altemira(Mini), casada com José Antônio Cardinalli;  Antonio Carlos Filho, casado com Ana Maria; Maria Luiza, casada com Luiz Carlos;  Adriano Júlio, casado com Rosa Maria e Luiz Fernando, casado com Jussara.

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Couto de Barros e Décia, em 1948. Acervo “Correio Popular”.
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De pé da esquerda para direita: Couto de Barros junto de Manuel Bandeira e Mário de Andrade. Sentado no chão, Oswald de Andrade:

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    Morreu no dia 16 de maio de 1966.  Homenagens à sua memória são a Avenida Antônio Carlos Couto de Barros e a Escola Estadual de Primeiro Grau Dr. Antônio Carlos Couto de Barros (ambas em Campinas), e a rua Dr. Couto de Barros, em São Paulo.

Bibliografia

  • BRITO, Mário da Silva (introd.) Klaxon, mensário de arte moderna. São Paulo: Martins, 1972.
  • LARA, Cecília de. Klaxon e Terra roxa e outras terras. São Paulo: Instituto de Estudos Brasileiros, 1972.
  • MORAES, Marco Antônio de. Correspondências – Mário de Andrade e Manuel Bandeira. São Paulo: Edusp, 2000.
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Um comentário

  1. Há poucos dias lembrei-me de uma colega de colégio por quem tinha admiração pela delicadeza com que se portava : Maria Luiza Milano Couto de Barros. Sei bem que não deve ter em sua memória minha pessoa, pois tantos anos já se passaram; mas fiquei feliz de saber que vive ainda em Sousas (ou pelo menos sua família) – por isso, por meio da internet gostaria de lhe enviar um grande abraço.

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