Morte de Campos Salles.

Publicado 16/05/2014 por lcs2308

 Manuel Ferraz de Campos Salles governou o Brasil de 15 de novembro de 1898 a 15 de novembro de 1902, assumindo o cargo por eleição direta. Advogado, nascido em Campinas em 15/2/1841, estava no hotel La Plage, quando se sentiu mal e faleceu na madrugada de 28 de junho de 1913. O fato foi amplamente destacado nas páginas 7 e 8  do jornal O Estado de S. Paulo de domingo, 29 de junho de 1913 (acervo Estadão – ortografia atualizada nesta transcrição): 

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Campos Salles

A morte repentina do ilustre propagandista e ex-presidente da República – Como se deu a triste ocorrência – A impressão do público – Manifestações de pesar – Outras informações

Foi com a mais consternada surpresa que se recebeu ontem, às primeiras horas do dia, a notícia do súbito falecimento do ilustre paulista, cujas magníficas aparências de saúde e de energia faziam pressagiar-lhe ainda muitos anos de vida. Essa velhice galharda, em que a robustez física, o fulgor dos olhos e a vivacidade do gesto harmoniosamente se casavam com uma perfeita lucidez de espírito, extingue-se num desmoronamento repentino, como se a providência tivesse querido poupar, a quem foi feito para as expansões da vida e da ação, os longos ultrajes de uma decadência progressiva.

A ação, a energia, as qualidades afirmativas de um temperamento de excepcional vitalidade foram as características da sua existência e do seu papel na história da política republicana. Era desses para quem o pensamento e a ação não se separam em esferas diversas e contraditórias, mas equilibram-se, e compensam-se, conjugando-se tão intimamente que nos evocam a ideia de uma vontade a pensar ou de uma inteligência a agir.

Assim, desde os seus tempos de estudante, refugindo vivamente às tendências para a contemplação inerte, para a especulação vaga e para o sonho desapoderado, tão comuns na mocidade estudiosa da sua época, o seu espírito inquieto, sequioso de movimento e de luta, deixou-se logo tentar pelas ásperas seduções da carreira política. As suas forças intelectuais, que eram de raro vigor, disciplinaram-se no sentido dessa solicitação irresistível; e de toda a bagagem de aquisições que o estudo e a experiência lhe foram acumulando, parece ter sistematicamente banido todo artigo de luxo e todo material de emprego hipotético. Atirou-se à vida com as peremptórias disposições de quem tem uma tarefa a realizar e não pode perder tempo.

Assim, nunca cessou de trabalhar. Foi um infatigável, um extraordinário trabalhador. A sua existência, vista na larga perspectiva das suas grandes linhas, aparece-nos magnificamente cheia e, com isso, admiravelmente bela. Nenhum período de sombra, nenhuma falha, nenhuma hesitação. Brilham nesse quadro retrospectivo duas qualidades dominantes, esplendidamente raras nas regiões sombrias onde ele se recorta: a alta moralidade de um saudável e forte exemplar humano e uma inconfundível sinceridade no amor da pátria e das instituições. Quanto aos serviços, eles aparecem em tal número e com tal valor que a única dificuldade consistiria em contá-los.

Entre esses serviços prestados ao país e à República, alguns se destacam luminosamente. Primeiro, a grande, a poderosa colaboração de Campos Salles na propaganda das ideias republicanas e na organização das forças morais que prepararam o advento do atual regime. Destemido, dedicado, entusiasta, empregou todo o seu talento, todo o seu tino e toda a sua energia nessa obra, em que poucos atingiram a plenitude da sua atividade fecunda.

Vencendo a República, coube-lhe um lugar no governo provisório; foi um excelente ministro da Justiça, empregando os seus cuidados de administrador e de homem de Estado, a mesma dedicação, a mesma capacidade de trabalho e o mesmo desejo honesto de bem fazer. Mais tarde, colocado na presidência de São Paulo, provou largamente as qualidades de administrador e a envergadura de estadista que já todos lhe reconheciam.

Finalmente, elevado à presidência da República, numa época de temíveis dificuldades financeiras, teve a coragem de sacrificar todas as exterioridades brilhantes de uma administração vistosa e fácil para encerrar-se no apertado círculo do grande e temeroso problema, a cuja solução se consagrou com inexcedível tenacidade. Foi este o seu maior serviço, na República. Foi igualmente aquele que mais caro lhe custou: não despendeu nele apenas as complexas energias que se reclamavam; dissipou também toda a sua popularidade e submeteu a sua reputação às mais pungentes provas. Homens, capazes de tais esforços, que valem por sacrifícios conscientes e heroicos, não são feitos por certo da substância com que comumente se fabricam as eminências da vida pública…

Erros e defeitos existem forçosamente na ação e na personalidade do notável brasileiro. Um dia, o exame imparcial de uma crítica serena e elevada lhe fará completa justiça. Sejam porém quais forem os resultados e as conclusões a que se chegar, uma coisa parece absolutamente certa – e é que Campos Salles será apontado ao respeito dos brasileiros do futuro como um cidadão honrado e bom, que amou e serviu a sua terra com todas as forças de um grande coração e de um alto espírito!

O propagandista da República

O ilustre brasileiro começou muito cedo a sua carreira política, militando, no jornalismo, ainda como estudante, sob a bandeira da doutrina liberal. Redigiu então, em S. Paulo, o jornal A Razão, com o saudoso Quirino dos Santos, com Rangel Pestana, Jorge Miranda, Belfort Duarte e outros jovens cheios de entusiasmo.

Em 1867, isto é, quatro anos depois de formado em Direito, apresentou-se candidato a deputado provincial pelo terceiro distrito, insurgindo-se contra a política do gabinete de 3 de Agosto e declarando adotar os princípios defendidos pelos “liberais históricos” e pugnar pelo restabelecimento do programa de 1831, repudiado pelo partido com a sua capitulação, diante do caso da maioridade de d. Pedro II.

O jovem político foi feliz nessa primeira e franca atitude, sendo levado à assembleia da província sob uma auspiciosa atmosfera de animação e de prestígio. Lançando-se imediatamente ao trabalho, apresentou e defendeu no acanhado ambiente daquela assembleia provinciana um projeto de reforma da instrução pública em que já se estabelecia a liberdade do ensino e a obrigatoriedade da instrução primária. Esse projeto foi combatido pelos próprios liberais e morreu no nascedouro.

Bem depressa, levado pela natural evolução do seu espírito, Campos Salles tornou-se, de liberal progressista, francamente “radical”. Na sessão de 1869 da assembleia provincial, assumiu uma atitude enérgica e decisiva, flagelando com a sua eloquência fogosa a exorbitante interferência da coroa na política dos partidos e a conivência indesculpável do Partido Liberal nesses abusos de poder. O programa que a direção do partido lançara na corte, proclamando a fórmula “Reforma ou Revolução”, foi objeto da sua crítica acerada e veemente, que desvendava as hipocrisias e as fraquezas dessa agremiação política.

Em 1870 surgiu com organização definida e programa claro o partido republicano, com o manifesto redigido por Quintino Bocayuva, Saldanha Marinho e Salvador de Mendonça e publicado no célebre jornal A Reforma. Campos Salles, já numa atitude franca e decidida, de republicano, lançava em S. Paulo, de colaboração com outros espíritos adiantados e outras vontades fortes, os fundamentos da grande agremiação partidária que tanto havia de concorrer bem cedo para a mudança do regime político do país.

Em1872, esse partido, que já se batia galhardamente, em Campinas, com as forças monárquicas coligadas para o seu aniquilamento, elegeu Campos Salles vereador municipal daquele importante centro agrícola. Nos seio da Câmara, rebelando-se contra o regime dos panos quentes, o destemido propagandista acendia a cada passo o facho das mais quentes discussões, em cujo curso revia e atacava de frente os erros e as mentiras em que assentavam as convicções monárquicas dos seus pares.

Em 1877, quando o partido republicano conseguiu colocar na assembleia provincial Prudente de Moraes, Martinho Prado Junior e Cesário Motta Junior, foi Campos Salles um dos seis candidatos apresentados e só não logrou tomar assento ao lado daqueles ilustres correligionários por uma diferença de vinte ou vinte e poucos votos a menos.

A lei eleitoral Saraiva permitiu, a partir de 1881, uma organização mais forte e mais eficaz na arregimentação republicana. Aumentou-se e fortificou-se o partido em todos os distritos da província, onde não houve bem depressa localidade alguma que não possuísse ainda que um pequeno núcleo de soldados. A propaganda pela imprensa e pela tribuna ativou-se extraordinariamente. Naquele ano, um pugilo de candidatos republicanos surgiu a pleitear a sua eleição para a Câmara dos Deputados. Campos Salles era um deles. Foi essa a primeira vez em que candidatos à representação popular se apresentavam em pessoa diante do povo, convocado expressamente para ouvir a exposição do programa para o qual se reclamava o seu apoio.

Apresentado pelo 7º distrito, cuja sede era a sua cidade natal, Campinas, Campos Salles percorreu todas as localidades da circunscrição, convocando meetings e conquistando adeptos, com fulgor da sua palavra, nas próprias fileiras adversas. Não lograram os candidatos republicanos fazer-se eleger, mas conseguiram belíssimas vitórias morais por toda a parte e conseguiram incrementar extraordinariamente a marcha da ideia democrática em todos os confins da província.

Em novembro de 1881, Campos Salles era novamente eleito deputado provincial, com Prudente de Moraes, Gabriel Piza, Martinho Prado Junior e Francisco Rangel Pestana – uma valorosa patrulha que forçava a assembleia à elevação em todos os debates, e propagava dali, pela palavra e pelo exemplo, a fé cívica do seu grande credo.

Em 1884, em apaixonadíssimo pleito que girava em torno da questão servil, Campos Salles, apresentando-se de novo pelo 7º distrito, contra o dr. Souza Queiroz Filho, candidato monarquista, pertencente a abastada e poderosa família, comprometeu-se  formal e energicamente a apoiar as reivindicações emancipadoras. Foi eleito por brilhantíssima votação, muito superior àquelas que o partido conservador e o partido liberal conseguiram dar aos seus respectivos candidatos. Seguindo para o Rio a tomar assento na assembleia dos representantes da nação, foi o valente lidador da República recebido com uma grande manifestação de apreço pelos correligionários da capital, sendo saudado por Saldanha Marinho, José do Patrocínio e Quintino Bocayuva.

Nessa breve legislatura, cortada pela dissolução da Câmara logo ao findar-se a primeira sessão, Campos Salles, como os seus companheiros de bancada, prevalecia-se de todos os pretextos possíveis para atrair as atenções e arrastar a discussão ao terreno dos princípios políticos que defendia e do programa que propugnava. Todas as preocupações giravam em torno do problema da emancipação, que então se avizinhava da máxima efervescência precursora da solução final.

Muitos foram os discursos proferidos pelo deputado paulista a respeito do magno assunto. Num destes, o de 14 de setembro de 1895, sustentava ele que um dos meios mais eficazes para se chegar à emancipação seria a cessação do tráfico interprovincial, porque os lavradores do Estado de S. Paulo, por exemplo, pudessem contar com afluxo do braço negro proveniente do norte do país, não cuidariam de introduzir a colonização livre.

No discurso de 13 de abril do mesmo ano, em nome de seus colegas de partido, combateu energicamente a moção de desconfiança ao gabinete Dantas, fundado em que esse gabinete merecia o apoio dos democratas por se haver comprometido a trabalhar pela emancipação dos escravos.

Finalizando esse discurso, declarou o ilustre representante de São Paulo:

Se outra fora a nossa conduta, o que se poderia dizer desta bandeira republicana que, devendo servir para conduzir os soldados da democracia aos combates da liberdade, viesse entretanto aqui para cobrir o reduto da escravidão?

Na eleição seguinte, Campos Salles pagou com uma derrota a sua firmeza de princípios diante dos oportunistas da assembleia nacional. Em 1888, contudo, era novamente eleito deputado provincial com Prudente de Moraes, Bernardino de Campos e Martinho Prado Junior, ao lado dos quais continuou outra vez denodadamente pela República e pela libertação dos escravos.

Mas precipitavam-se os acontecimentos políticos; o trono, cada vez mais enfraquecido, abalava-se visivelmente aos embates da onda republicana. Em 6 de novembro de 1889, Campos Salles recebia do Rio uma comunicação reservada do movimento revolucionário que devia implantar a |República, e com ela o pedido insistente da sua colaboração na hora decisiva da grande luta. A cooperação que o ilustre paulista prestou a esse movimento foi decidida e eficaz. Assim se fechou esse áureo e magnífico período da sua vida pública.

Na República

Assumindo o seu posto no governo provisório, Campos Salles prestou eficacíssimos serviços à organização constitucional da República e à organização da Justiça Federal, consagrada pelo decreto de 11 de outubro de 1890. Entre os muitos e importantes decretos que assinou naquela pasta, destacam-se o que estabeleceu o casamento civil; o que suprimiu o uso de passaportes em tempo de paz; o que revogou as leis de locação de serviço agrícola; o que criou os juízos privativos de casamentos; o que revogou as leis que exigiam a conciliação preliminar ou posterior como formalidade essencial nas causas cíveis e comerciais; o que proibiu as cerimônias religiosas matrimoniais antes de celebrado o casamento civil; o que mandou observar no processo das causas cíveis em geral o regulamento n. 737 de 1850; o que aboliu a pena de galés e reduziu a 30 anos a pena máxima; o que promulgou o novo Código Penal; o que organizou a Justiça Federal; o que reformou o Código Comercial na parte relativa às falências; o que organizou a Justiça do Distrito Federal; o que deu nova organização à Guarda Nacional do Distrito Federal etc. etc. etc.

A 15 de fevereiro de 1896, o ilustre paulista foi eleito presidente do Estado, em substituição ao sr. dr. Bernardino de Campos, passando o cargo em outubro de 1897 ao seu substituto legal, o dr. Peixoto Gomide, a fim de se apresentar candidato à presidência da República, para a qual foi eleito em 1º de março de 1898.

Em abril do mesmo ano, empreendeu uma viagem à Europa, onde percorreu diversos países, aplicando o seu tempo em observações que o seu espírito prático lhe aconselhavam, no contato das grandes personalidades da política, das finanças e das letras, com as quais ativamente se entretinha sobre assuntos de interesse nacional. Ema gosto do mesmo ano regressou ao Brasil, recebendo significativas manifestações de apreço no Recife, na Bahia, no Rio e em São Paulo. Por essa ocasião, já preocupado com o problema que devia constituir o principal objeto das suas cogitações no governo, declarou, num discurso proferido na capital da República:

Digam o que quiserem os pessimistas sem patriotismo, a solução do problema financeiro está lançada e há de ser conduzida ao seu termo com êxito seguro. Mas, e é isso o que cumpre não perder de vista, essa transação criou uma situação anormal nas relações com os credores da República e por ser anormal é necessário que ela seja efemeramente transitória.

“Nossa própria honra reclama pronta volta a um regime comum entre credores e devedores.

“Para isso bastam duas coisas: cumprir lealmente os compromissos com o estrangeiro e tirar sabiamente proveitos das vantagens concedidas.

“Eu tomei parte direta nestes compromissos, empenhando na sua honesta execução a responsabilidade do meu próprio governo. Não faltarei aqui à promessa feita no estrangeiro.

“A República precisa economia e paz.

“Pois bem, o meu governo fará economia e manterá a paz. Tal, senhores, é a missão que se impõe aos esforços do Brasil para a glória da República e honra do nosso nome“.

Assumindo o governo em 15 de novembro de 1898, Campos Salles lançou um manifesto à nação, expondo, “com sinceridade e franqueza, todo o seu pensamento” em relação ao programa que entendia dever desempenhar. É esse, com efeito, um documento entretecido de conceitos claros, de afirmações nítidas, de proposições concisas e de sentido inconfundível. Vale a pena reler-se o trecho desse manifesto em que o chefe da nação expõe as suas ideias sobre a situação financeira:

O atual momento assinala-se pela imprescindível necessidade de franca e resoluta cooperação do Legislativo para que seja adotada e posta em execução uma política financeira, rigorosamente adequada às urgentes exigências do Tesouro. Aí está o ponto culminante da administração. Espero muito do patriotismo do Congresso Federal e da austeridade do caráter brasileiro para tornar efetivas as providências reclamadas pela nossa situação.

“Em um documento que veio a ter larga publicidade, empenhei a responsabilidade do meu governo na fiel execução do acordo financeiro celebrado em Londres. Mais do que a minha responsabilidade, está nisso empenhada a própria honra nacional.

“A nossa situação reclama solução definitiva.

“Não podemos deliberar uma só despesa nem tolerar as que sejam adiáveis, antes de termos posto ordem nos nossos negócios e regulando as nossas contas.

“Repito: trata-se de cumprir um dever de honra e não há sacrifícios que devam fazer-nos esmorecer. Nunca se tornou mais necessária a cooperação do Legislativo. Os negócios da União a reclamam. De resto, não se perca jamais de vista que os membros do Congresso Federal não são advogados de interesses localizados em determinadas circunscrições. Eles representam antes de tudo e acima de tudo a Nação, cujos grandes destinos foram confiados à sua solicitude patriótica.

“Cumpre prescrever, em definitiva, a política particularista que, podendo até certo limite ter sido justificada pela centralização opressora do regime decaído, não se ajusta absolutamente aos amplos moldes do sistema federativo. A missão do representante do Estado, hoje, diversifica consideravelmente na sua natureza e nos seus intuitos, daquela que incumbia ao representante da província, outrora. Vai de uma a outra a enorme distância que media entre a centralização e a federação. Na avarenta partilha organizada pelo regime centralista da monarquia, a província, espoliada de todos os recursos, era forçada a bater frequentemente à porta do Tesouro do Império, conduzida à mão, como mísera mendiga, pelos seus solícitos representantes.

“Hoje, porém, que o Estado se acha generosamente dotado dos opulentos recursos que lhe faculta o art. 9º da Constituição da República, gozando ao mesmo tempo das amplitudes da mais vasta autonomia, dentro da qual pode garantir a máxima intensidade às suas forças produtoras, o que convém e o que é reconhecidamente necessário é aliviar-se a União, na medida constitucional, dos encargos administrativos que por sua natureza devam passar à responsabilidade dos poderes estaduais.

“É este o critério único que deve dirigir a conduta do representante no seio do Congresso Federal.

“Outro é o papel dos Estados. Valiosa colaboração está-lhes reservada na obra de reparação que preocupa os poderes da União.

“A restauração financeira, supremo objetivo do momento, para que seja sólida e duradoura, depende essencialmente de uma profunda reconstituição das forças econômicas, de tal sorte que os agentes da riqueza nacional possam atingir a sua maior capacidade produtora, servindo de base a todas as vantagens que possam ser alcançadas nas relações do comércio internacional.

“O estado monetário de um país, segundo opinião autorizada e apoiada na observação de um valiosíssimo exemplo, depende menos da sua legislação do que da sua situação econômica. Ela é preparada e mantida antes pela agricultura, pelo comércio e pela indústria do país, do que pelas leis que o regem. É preciso produzir.

“O problema de produção, nos países novos, está intimamente ligado ao problema do povoamento. Mas a Constituição transferiu aos Estados as terras devolutas situadas nos seus respectivos territórios. Quer isto dizer que os dois problemas se acham constitucionalmente afetos à competência do poder estadual, na sua parte essencial.

“Aí desenha-se, portanto, na sua maior nitidez, o vasto campo em que pode desenvolver-se a atividade administrativa dos Estados, na mais fecunda colaboração pela prosperidade da República. Desde que a indústria indígena, acrescenta a autoridade já referida, chega a alimentar o consumo interno e oferece sobras para a exportação, ela consegue não só impedir que o capital nacional vá ser despendido no estrangeiro, como ainda atrair a emigração do capital estrangeiro. É então que se estabelece a melhor situação monetária, qualquer que seja a legislação.

“Nos vastos domínios da competência estadual há, pois, espaço bastante para o desenvolvimento desta política prática e fecundante, simultaneamente favorável ao progresso da riqueza dos Estados e à consolidação das finanças da União. Serão ouros tantos interesses a fortificar os vínculos da unidade nacional, sob a influência vivificante do regime federativo.

“À comunidade de raça, de tradições históricas, de língua e de religião, gerando a coesão do sentimento nacional, é preciso acrescentar a comunidade econômica e financeira, fortalecendo os vínculos de solidariedade entre a União e os Estados.

“Faço, portanto, consistir na nossa constituição econômica a base de nossa regeneração financeira.

“Evidentemente, muito resta ainda a fazer para constituir a riqueza nacional na medida dos vastos recursos naturais que o país possui.

“A posição do café nos mercados de consumo, quando esse é o principal produto de exportação, denuncia claramente um considerável decrescimento do nosso poder econômico. Sendo, como é, da maior gravidade este fato, todavia é ele de natureza antes a provocar a atenção previdente dos brasileiros, do que a produzir-lhe desalentos.

“O que cumpre em semelhante emergência é não fechar os olhos à evidência, nem procurar lutar em vão por meios artificiais, contra a natureza das coias, mas sim, encarar o problema com coragem e energia, obedecendo às leis naturais.

“Mas, o que sobretudo agrava as preocupações do poder público neste difícil momento, pelo seu caráter extremamente urgente, é a intensidade da crise financeira. Ela resulta de erros gravíssimos, que vêm longe, acumulando progressivamente os encargos dos seus pesados efeitos, que cumpre reparar quanto antes pelos meios mais adequados e pelos processos mais prontos, começando por assinalar as suas causas preponderantes, que são, entre outras:

“O protecionismo inoportuno e por vezes absurdo em favor de indústrias artificiais, à custa dos maiores sacrifícios para o contribuinte e para o Tesouro; – a emissão de grandes massas de papel inconversível, causando profunda depressão no valor do meio circulante; – os déficits orçamentários criados pelo funcionalismo exagerado, pelas despesas de serviços de caráter puramente local, pelo aumento contínuo da classe dos inativos; – as despesas extraorçamentárias provenientes dos créditos extraordinários abertos pelo Executivo e das leis especiais votadas pelo Congresso; – as indenizações por sentenças judiciais que sobrem todos os anos a somas avultadas; – as despesas determinadas por comoções intestinas; – os compromissos resultantes dos montepios e dos depósitos, dada a prática de considerar como rendas ordinárias os valores que procedem dessas instituições; – o aumento constante da dívida flutuante, que se origina dos próprios déficits, e consequente aumento da dívida consolidada; – a má arrecadação das rendas públicas; – o efeito moral da má política financeira, acarretando o descrédito; – o consequente retraimento da confiança dos capitais no país e no estrangeiro; a especulação que neste meio se desenvolve como as parasitas em organismo em decadência; – finalmente, a baixa da taxa cambial, síntese e expressão de todos os erros.

“A resumida indicação das múltiplas causas que perturbam a situação financeira e econômica do país e que aí fica denuncia também a necessidade das medidas complexas que urgentemente devem ser adotadas para uma solução definitiva.

“Agir com prontidão, energia e perseverança sobre todos os elementos que acabo de apontar como agentes de nossa decadência econômica e financeira, abandonando a política dos expedientes e dos adiamentos para tomar francamente a política das soluções, é em suas linhas gerais o programa do meu governo.

“Não vejo outro caminho seguro e honesto que possa conduzir o restabelecimento das relações normais com os credores da República, suprema aspiração que o brio e honra nos impõem.

“Mas, a política financeira, tal como a temos adotado, para que possa tomar o seu natural desenvolvimento e atingir aos seus elevados intuitos, reclama desde logo e imprescindivelmente, como condição fundamental, a ordem interna.

“Não se governa nem se administra de modo conveniente aos interesses dos povos, desde que a autoridade é forçada a desviar de contínuo a sua atenção para os perigos que ameaçam a tranquilidade pública.

“Felizmente, a índole pacífica e ordeira do povo brasileiro tem se assinalado, no decurso da vida nacional, por largos períodos de perfeita calma, em épocas diversas; e já agora não há quem não veja, na angustiosa experiência trazida pelos sucessos mais recentes, que urge retomar a marcha interrompida e buscar nos inestimáveis benefícios do sossego e da paz o ponto de partida para as soluções que o país aspira ardentemente.

“Esta manifestação do sentimento patriótico e do bom senso nacional desperta as mais sólidas esperanças e dissipa, ao mesmo tempo, as apreensões que acaso possam preocupar o poder público“.

A obra de Campos Salles nesse agitado quatriênio tem sido objeto de ardentes controvérsias, que provavelmente não terminarão de vez senão mais tarde, quando a pacificação dos espíritos for definitiva a respeito dos homens e das coisas de uma época que ainda não se encerrou. O país, porém, na sua maioria, reconhece hoje nessa obra um ingente serviço, cumprido a custo de muita inteligência, muita energia, muita dedicação e muito sacrifício.

Completemos este rapidíssimo resumo da atividade política desenvolvida por Campos Salles sob a República, mencionando a coparticipação que por várias vezes lhe foi dada na direção do atual Partido Republicano Paulista, a sua presença no Senado Federal, onde, da primeira vez, deixou notáveis documentos da sua passagem, e, finalmente, a honrosa missão diplomática que há dois anos desempenhou em Buenos Aires, no caráter de embaixador extraordinário.

“CAMPOS SALLES – Último retrato do ilustre morto tirado em 8 de abril de 1913 (Clichê B. Lacorte.)”

Resumo biográfico

O dr. Manuel Ferraz de Campos Salles nasceu em Campinas a 13 de fevereiro de 1841, filho legítimo de Francisco de Paula Salles e de d. Anna Candida de Salles. Estudou as primeiras letras em sua cidade natal, Humanidades em S. Paulo, e aqui se formou em Direito a 10 de dezembro de 1863. Estreou-se no jornalismo político em 1862, como liberal progressista. Em 1867 foi eleito deputado provincial. Em 1869 filiou-se ao Partido Radical, primitiva manifestação do republicanismo brasileiro. Foi um dos organizadores do Partido Republicano de S. Paulo.

Proclamada a República, foi ministro da Justiça do governo provisório e sucessivamente senador federal, presidente do Estado e da República, outra vez senador e finalmente, em 1911, embaixador extraordinário na Argentina.

Casou-se a 8 de julho de 1865 com a sra. d. Ana Gabriella de Campos Salles, filha de José Campos Salles e d. Maria Barbosa Salles. Existem do seu matrimônio os seguintes filhos: d. Sophia de Campos Salles Coutinho, viúva do dr. José Bonifácio de Oliveira Coutinho; senhoritas Helena e Leonor de Campos Salles; e dr. Paulo de Campos Salles.

No Guarujá e em Santos

(Da nossa sucursal). – A notícia do passamento do eminente brasileiro, havendo-se espalhada por toda a cidade, causou à população verdadeira consternação.

O ilustre estadista que com a sua exma. família chegara aqui no dia 24 do corrente, com destino à aprazível praia do Guarujá, ficou hospedado no chalé n. 17.

Embora viesse, por determinação médica, respirar ares marítimos, s. exma. passava os dias animado, e os seus incômodos haviam até quase desaparecido.

Ontem passou o dia bem disposto; à noite, palestrava com a sua exma. família, quando às 9 horas, mais ou menos, sentiu uns tremores pelo braço esquerdo.

Sua exma. esposa, pressurosamente, fez-lhe fricções, passando imediatamente os tremores.

S. exa., animando sua família, garantiu que nada mais sentia, sem manifestar incômodos maiores, pelo que continuou no salão de jantar conversando despreocupadamente.

Depois do chá, o ilustre paulista, levantando-se, dirigiu-se à escada que dá acesso para o pavimento superior, onde estavam os seus aposentos.

Quando pretendia subir os primeiros degraus, caiu por terra, já sem ação, pelo que as suas palavras eram imperceptíveis.

S. exa. perdeu a noção, desconhecendo as próprias pessoas da sua família.

Uma grande confusão apoderou-se da família do ilustre brasileiro, que, sem atinar, procurava aflitivamente acudir seu chefe.

Momentos depois, chegava o sr. dr. Walter Seng, hóspede do Hotel de La Plage, que empregou todos os recursos da ciência pra salvar o ex-presidente da República.

Às 3 e meia da manhã, o distinto patrício, entre cruciantes dores da sua inconsolável família, exalava o último alento.

Logo que s. exa. caiu prostrado, foi comunicado ao governo do Estado o seu melindroso e desesperador estado.

Desde as 5 e meia da manhã que os drs. Altino Arantes e Oscar Rodrigues Alves comunicaram-se com o Guarujá, e em nome do governo do Estado procuraram cercar a desolada família de todos os confortos, pondo à sua disposição tudo quanto necessário fosse pela auxiliá-la neste transe doloroso.

Nas primeiras barcas, seguiram para o Guarujá diversas pessoas gradas, que apressaram-se em oferecer à ilustre família do extinto os seus préstimos.

Às 10 horas, fomos àquela praia, apresentando pêsames à família, em nome doEstado.

Na ocasião em que penetramos na vivenda em que se hospedava o ilustre paulista, estava o corpo sobre um sofá, no centro da sala de visitas, coberto com lençol alvíssimo, tendo aos pés uma corbelha de flores naturais.

Rodeavam os despojos do pranteado brasileiro a sua exma. sra. d. Anna Gabriella de Campos Salles, sues filhos Helena, Sophia, Leonor e Paulo; d. Alice de Campos Salles, d. Miquelina Pereira de Queiroz, senhorita Carlota Pereira Queiroz, Manoella Vallares, d. Elisa Guilherme Alvaro, d. Julia de Toledo Piza, d. Amelia Romero, d. Mercedes Seng, dr. Padua Salles, dr. Guilherme Alvaro, senador Luiz Piza, deputado José Pereira de Queiroz, coronel Antonio Carlos de Salles, dr. Nilo Costa, dr. Walter Seng, Padua Sales Filho, Ranulpho Salles, dr. Paulo de Campos Salles, coronel José André de Maia Filho, senador Lacerda Franco, deputado Salles Junior, Aristides Salles, dr. Roberto Moreira e outras pessoas cujos nomes não nos ocorrem, de momento.

O dr. Padua Salles recebeu no Guarujá um longo telegrama do dr. Altino Arantes, pedindo que juntamente com o senador Luiz Piza determinasse tudo que fosse preciso para o transporte do cadáver do sr. dr. Campos Salles para essa capital.

Enquanto iam as barcas com pessoas gradas vindas dessa capital, que se dirigiam para o Guarujá, em Santos todo o comércio cerrava as suas portas.

A Associação Comercial, Câmara Sindical, repartições públicas, bancos, consulados, cerraram as suas portas e hastearam os seus pavilhões em funeral. O nosso porto, com grande número de vapores de todas as nacionalidades atracados nos cais e ao largo, na baía, apresentava um aspecto de tristeza, pois todas as embarcações estavam com as suas bandeiras em funeral.

A Câmara Municipal, assim que teve conhecimento da triste nova, pôs à disposição da família do pranteado extinto os seus préstimos, solicitando licença para prestar algumas homenagens à sua memória.

O diretório político do Partido Republicano Governista, representado pelo sr. Camillo Borges Ratto, Sesino Collatino Martins Patusca e Eduardo Aureo Vahia de Abreu, por intermédio do sr. dr. Guilherme Álvaro, apresentou à família enlutada sentidos pêsames e ofereceu os seus préstimos naquilo que pudesse ser útil. O dr. Seng deu sobre o falecimento do dr. Campos Salles o seguinte atestado:

Atestado de óbito – Atesto que faleceu hoje, às 3 horas e 30 minutos da madrugada, em consequência de hemorragia cerebral, o sr. dr. Manuel Ferraz de Campos Salles, ex-presidente da República Brasileira, branco, casado, com 72 anos de idade, residente em S. Paulo; Rua Vicente de Paulo n. 11-A. – Dr. W. Seng, Guarujá, 28 de junho de 1913“.

O dr. Guilherme Álvaro fez, com permissão da família, algumas injeções de formol no cadáver do ex-presidente da República.

Depois de diversas medidas tomadas, ficou resolvido que o corpo seria transportado para a cidade em trem e barca especiais, dando-se o desembarque na ponte em frente à Guardamoria.

O Partido Municipal, de acordo com a Câmara, resolvendo prestar as mais sinceras homenagens, fez espalhar o seguinte convite:

Ao povo. – Dr. Campos Salles. – O Diretório do Partido Municipal, abaixo assinado, convida o povo de Santos a comparecer às 2 e meia da tarde no ponto das barcas do Guarujá, a fim de prestar a última homenagem ao grande brasileiro, falecido esta madrugada, recebendo aí o seu cadáver e conduzindo-o ao carro mortuário da São Paulo Railway. – Santos, 28 de junho de 1913. – O diretório: A. S. Azevedo JuniorCarlos L. de AffonsecaBelmiro R. de Moraes e Silva“.

Por ordem da Câmara foi, desde as 2 horas da tarde, feita a iluminação das ruas, sendo todos os lampiões cobertos de crepe.

Desde as 2 e meia da tarde, em todo o cais, em frente à Alfândega, postava-se uma multidão de pessoas de todas as classes sociais, notando-se médicos, advogados, engenheiros, cônsules, funcionários públicos, alto comércio, comissões de associações, jornalistas etc.

Às 2,40 atracava a barca especial trazendo a seu bordo os despojos do ilustre brasileiro.

Retiraram o ataúde de bordo para terra os srs. Carlos Luiz d’Affonseca, presidente da Câmara, coronel Belmiro Ribeiro de Moraes e Silva, prefeito municipal; Vicente Pires Domingues, Cincinato Martins Costa, Luiz Ayres da Gama Bastos, Oswaldo Cockrane, o coronel Gil Araujo, vereadores municipais e Antonio da Silva Azevedo Junior, presidente do Partido Municipal.

A Banda do Corpo de Bombeiros, ao descer à terra o féretro, executou sentidas marchas que provocavam lágrimas de muitos dos assistentes, principalmente de senhoras que, em grande número, também ali se achavam.

Depois foi colocado o ataúde numa carreta da Municipalidade, sendo puxada pelos membros da Câmara e pessoas de alta representação social.

O cortejo calculado em mais de 10 mil pessoas desfilou pelas praças da República,Barão Rio Branco; ruas 15 de NovembroFrei GasparLargo RosárioRua Santo Antonio e Estação da Ingleza.

As janelas das casas em cujas ruas passou o imponente e solene cortejo apinhavam-se de famílias, algumas das quais atiravam sobre o féretro flores naturais.

Na gare da Ingleza, quase era impossível o trânsito, tal a grande multidão que enchia as suas plataformas. No meio do mais profundo silêncio, ergueu-se o dr.João Carvalhal Filho e, emocionado, pronunciou, em nome do povo de Santos, um eloquente discurso, enaltecendo as qualidades do eminente político que desaparece do cenário da vida, abençoado por todos os brasileiros.

O dr. Carvalhal enumera os grandes serviços que o dr. Campos Salles prestou à pátria.

As coroas que foram depositadas no ataúde do benemérito brasileiro eram tantas que se torna impossível enumerá-las.

Contudo, pudemos tomar nota das seguintes:

“Ao ilustre e saudoso paulista dr. Manuel Ferraz de Campos Salles, homenagem do Diretório do Partido Republicano Paulista em Santos”;

“À glória da Pátria, saudoso general Campos Salles, o Centro Republicano Pinheiro Machado de São Vicente”;

“Ao dr. Campos Salles, homenagem dos funcionários da Recebedoria de Santos”;

“Ao grande brasileiro dr. Campos Salles, homenagem do Partido Municipal de Santos”;

“Ao grande brasileiro dr. Campos Salles, a Sociedade Beneficente Syria de Santos”;

“Homenagem dos Corretores de Fundos Públicos de Santos”;

“Ao eminente republicano Campos Salles, homenagem da Agência Sul-Americana”;

“Ao grande brasileiro dr. Campos Salles, homenagem dos corretores de café de Santos”;

“Ao dr. Campos Salles, homenagem da família G. Alvaro”;

“Ao benemérito dr. Campos Salles homenagem da Companhia Docas de Santos”;

“A Câmara Municipal, em nome do povo de Santos, ao dr. M. F. Campos Salles”;

“Homenagem da Prefeitura de Santos ao senador dr. Campos Salles”;

“Homenagem da Corporação dos Guardas da Alfândega de Santos ao inolvidável dr. Campos Salles”;

“Ao dr. Campos Salles, homenagem do Diario de Santos“;

“Uma rica coroa de flores naturais do Hotel de La Plage”.

Entre a multidão que acompanhou os despojos do dr. Campos Salles, pudemos apenas anotar as seguintes pessoas: srs. Carlos Luiz d’Affonseca, presidente da Câmara; Belmiro Ribeiro, prefeito municipal; Antonio da Silva Azevedo Junior, presidente do Partido Municipal; dr. Miguel Presgreave, chefe da Comissão do Saneamento; coronel José Carlos da Silva Telles, chefe da Recebedoria de Rendas; dr. Gabriel Lessa, dr. Olyntho Dantas, coronel Azevedo Sodré, dr. Genaro Pilar do Amaral, representando o Centro Paulista do Rio; Julio Conceição, dr. Manuel Galeão Carvalhal, Benedicto Pinheiro; coronel José André de Maia Filho, inspetor da Alfândega; dr. Diego Gonzalez Victorica, cônsul da Argentina; coronel Evaristo Machado, Antonio Joaquim Monteiro Morgado, major Leonel Guerra, Alvaro Pinto Novaes, juiz de paz; José de Arruda Camargo, dr. Persio de Souza Queiroz, Carlos Guimarães, José Ignacio da Gloria, Assad Schamass e mais membros da Sociedade Beneficente Syria; Monteiro Morgado e Thomaz Souto Corrêa, pelo Centro Português; Antonio Marcos Ferreira e Fernando Poderoso de Lima, pela Beneficência Portuguesa; major Joaquim Alves de Figueiredo Junior; Olegário Herculano Alves, juiz de paz de S. Vicente; Carlos Guimarães, Nero Serra, Pedro Freitas, Oswaldo P. da Cunha e João Jaguary Dias, pela Recebedoria de Rendas; Eduardo Machado, Raul Dantas, João Antonio Cevidanes, Theodoro Hoyden; dr. Alvaro Rimeiro, médico legista da Polícia; dr. Egydio Martins, Benedicto Calixto, dr. Adolpho Porchat de Assis, diretor da Academia de Commercio; Ignacio Mariano de Azevedo Marques, Manuel Eduardo do Amaral, Francisco Dias Pinto, dr. Renato Pinho, coronel José Pinto Novaes, Emilio Wyshung, Paulo Filgueira, Eduardo Machado, Quintino Ratto e Alvaro Augusto Peixoto, pela Camara Syndical dos Corretores; Lesino Patusca, Carmillo Ratto, Vahia de Abreu, dr. Salles Braga e coronel Francisco Teixeira da Silva, membros de Diretório Republicano Político Governista; Nilo Costa, Joaquim Ladeira, dr. Emílio da Gama, Lobo de Eça, Esaú Silveira; dr. Bias Bueno, delegado de polícia da primeira circunscrição; dr. Luiz Arthur Varella, procurador do Estado; dr. Armando Taurinho, dr. Guilherme Alvaro, chefe da Comissão Sanitária; dr. João Carvalhal Filho, Luiz de Arruda Castanho, capitão Aurelio Prado, Amando Stockler de Lima, dr. Roberto Simonsen, dr. Victor Delamare, Armando Gay, Antonio Candido Gomes, Saturnino Cardim, José Ignácio Gloria Junior, dr. Estácio Corrêa, Américo Ferreira, capitão Gustavo Sulzen, Antonio Moreira de Araujo, capitão Sebastião Salles; dr. Manuel Viera de Campos, delegado da segunda circunscrição; Geraldino Silva, coronel José Ayres, Bento de Cerqueira Cesar, Creno Miranda, João Antunes dos Santos, Jose Paiva Magalhães, Julio Carmo, José Quadros Pacheco; conde Luiz de la Courte, cônsul de França; coronel Carlos José Pinheiro, padre Gastão de Moraes, dr. Arlindo Rocha, dr. Padua Salles, Gustavo de Souza, Manuel Vieira Coelho, José Alves da Silva, dr. João Menezes Tavares, Pierre Rivieri; capitão Antão de Moura, prefeito de S. Vicente;

Capitão Antero Moura, coletor S. Vicente; Raul Fernandes; dr. Antonio Assumpção Netto, presidente da Associação Comercial; coronel BOlivar de Castro Leite, dr. Eurico de Goes, Pedro de Mello, Antonio Jacyntho de Oliveira; capitão-tenente Junqueira, comandante da Escola de Aprendizes Marinheiros, e tenente Mario Borges, oficial da mesma escola; Virgilio Gomes Marcondes, Antonio Affonso Proost de Souza Junior; comendador João Manuel Alfayha Rodrigues, cônsul da Guatemala; João Salerno, diretor da Secretaria da Câmara Municipal; Joaquim Henrique da Rosa; capitão Antonio Costa, da Polícia Marítima; Pedro Cintra, Arthur Thomaz Coelho, Múcio de Barros Aguiar, Raul Schimidt, dr. Cesar de Lacerda Vergueiro, Nicanor Pereira, Odilon Bezerra de Figueiredo, coronel Augusto Figueiras, Jose Carvalho Martins, dr. Ovídio Faria Lemos, major Joaquim da Rocha Leite, Bustamante Sá Taciano de Mendonça, capitão José Eugênio Basílio, Altamir Pimenta, Carlos Nogueira da Gama, dr. Sebastião Cerne, Pedro Oswaldo de Lima, Quintino Ferreira, Joaquim Sanchez, David Cruz, Arthur Castro, coronel José Calazans Junqueira, Diogenes Cintra Ferreira, dr. Roggerio Lucci, Lourenço Sant’Anna, Francisco de Salles Puno, Estanislau de Oliveira Camargo, Vicente Correia de Mello, Mario Souza Caio Martinez, Polydoro de Oliveira, Joaquim Mattos, major Polydoro de Oliveira Bittencourt, Arnaldo Ferreira Aguiar, Manuel Martins Alfaya, Manuel Costa Pires, João Colleto dos Santos, Benjamin Mendonça; J. B. Pimentel Filho, por si e pela Sorocabana Railway Noroeste do Brasil Estrada de Ferro a Goyaz, Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, Companhia E. Ferro S. Paulo- Rio Grande; Thadeu Nogueira; major Alvaro Ramos Fontes, superintendente das Docas; Alvaro Souza Dantas, Celestino Silveira, Esdra de Azevedo, José Garcia Fialho, dr. Joaquim Mariano Ferreira Junior, dr. José Souza Dantas, dr. Maurílio Porte, dr. Maximino Maia, José Lampreia, Wallace Simonsen, Laercio Fortunato e George Rosenheim, pelos corretores de café de Santos; Jose Maria de Barros Faria, Francisco Andrade, e outras pessoas cujos nomes não nos foi possível apanhar.

– A Inspetoria da Imigração, prestando homenagem à memória do grande morto, encerrou o seu expediente à uma hora da tarde.

O Clube XV, que hoje realizava em seus salões uma grande festa comemorando o 44º aniversário da sua fundação, resolveu, em sinal de pesar, adiar essa festa.

O Santos Athletic Club também adiou a sua festa esportiva, que se devia realizar amanhã, para o próximo domingo 6 de julho.

Em sinal de luto também suspenderam os seus bailes o “Gremio das Camelias”, no Real Centro Português, e o Grêmio dos Clematites no Centro Republicano Português.

Também ficou suspensa a projetada festa que hoje realizava no Skating Miramar.

– A Companhia Docas de Santos, assim que teve conhecimento da morte do dr. Campos Salles, mandou cerrar as portas do edifício em que funciona o seu escritório e hastear a bandeira em funeral de suas embarcações. Uma comissão composta dos srs. major Arnaldo J. P. Gay, superintendente, drs. Victor Delamare e Emílio da Gama Lobo d’Eça, engenheiros da Companhia, foram representar a mesma no enterro, colocando sobre o caixão uma rica coroa, com os seguintes dizeres: “Ao benemérito dr. Campos Salles, homenagem da Diretoria da Companhia Docas de Santos.

– O sr. coronel José André de Maia Filho, inspetor da Alfândega, logo que teve conhecimento do falecimento do sr. dr. Manuel Ferraz de Campos Salles, fez baixar uma portaria sob n. 730, do teor seguinte:

Senhores funcionários. Está em funeral o pavilhão nacional. Do norte ao sul do país, onde quer que haja uma alma patriótica e onde quer que pulse um coração genuinamente republicano, a notícia do falecimento do grande brasileiro, que se chamou Manuel Ferraz de Campos Salles, há de soar lugubremente como esses dobres funéreos que fazem ouvir as catedrais, nos momentos angustiosos para a Pátria, em […] de verdadeiras calamidades públicas.

“Todos vós conheceis a história da vida de [..], cuja perda chora a República Brasileira e contando com a solidariedade de todos os povos cultos, que viam no extinto um vulto representativo dos grandes princípios que dignificam um homem e elevam o orgulho de uma nacionalidade.

“A história de Campos Salles é a história da República.

“[…] fazer reviverem as grandes lutas da propaganda, os esforços inauditos para […]entação do crédito nacional […] em conta para a  gene-[…] republicanas.[…] (N.E.: trechos apagados na impressão original).

“[…] acompanhando o doloroso […] da Pátria, convida a todos os funcionários desta repartição, sem distinção de categorias, a acompanharem o féretro do glorioso extinto até a estação da São Paulo Railway, determinando seja hasteado em funeral o pavilhão nacional, como derradeira e merecida homenagem ao ex-presidente da República, dr. Manuel Ferraz de Campos Salles“.

– O sr. Maia Filho, inspetor, seguiu hoje para S. Paulo, acompanhando o corpo do senador extinto, Manuel Ferraz de Campos Salles.

– Foi designada a seguinte comissão de empregados desta repartição, composta dos srs. conferente Constâncio Serra; chefe de seção interino Antonio Paiva; primeiro escriturário Raul Tolentino; segundo escriturário José Cândido Cavalcante; terceiro escriturário Arnaldo Damaso e quarto escriturário Guilherme Alves de Figueiredo para representar o pessoal desta repartição nas homenagens prestadas à saudosa memória do extinto exmo. sr. dr. Manuel Ferraz de Campos Salles, hoje falecido nesta cidade, acompanhando os seus restos até à cidade de S. Paulo, e depositando sobre o […] simbolizando assim a nossa grande admiração e respeito ao  […] extinto.


“O general Roca e o sr. Campos Salles”

Foto e legenda publicadas com a matéria, na página 7

Em S. Paulo

A notícia da morte do eminente cidadão espalhou-se na cidade às primeiras horas de ontem. […] (N.E.: trechos apagados na impressão original).

[…] “Exmo. sr. presidente do Senado – Rio de Janeiro – Acabamos de ter dolorosa […] ante a notícia […] senador por este Estado, exmo. sr. dr. Campos Salles, ex-presidente da República. Transmitindo a v. exa. esta notícia, que produziu entre nós fortíssima impressão, apresento ao Senado da República em nome do estado de S. Paulo e no meu, pessoalmente, a expressão do mais profundo sentimento – Rodrigues Alves“.

Exmo. sr. marechal Hermes da Fonseca, presidente da República – Rio de Janeiro – Tenho o mais profundo pesar de comunicar a v. exma. que às 3 e meia da madrugada de hoje, faleceu, em Guarujá, vítima de uma hemorragia cerebral, o eminente brasileiro, exmo. sr. dr. Campos Salles, ex-presidente da República. – Rodrigues Alves“.

– “Madame Campos Salles – Guarujá – Aceite v. exma. e sua ilustre família a expressão do nosso profundo pesar. A nossa pátria acaba de perder, na pessoa do eminente homem de Estado, dr. Campos Salles, um dos seus mais dignos servidores, e o Estado de São Paulo,um dos seus mais queridos filhos.

“Espero que v. exma. consinta que, como última homenagem ao grande estadista, o Estado de São Paulo se incumba de seus funerais – Rodrigues Alves“.

Também o sr. dr. Altino Arantes, secretário do Interior, expediu um telegrama ao gerente da Companhia do Guarujá, a fim de que franqueasse à família Salles não só os meios de transporte como tudo de que necessitasse para o seu conforto.

S. exa. também telegrafou ao sr. dr. Guilherme Alvaro, chefe da Comissão Sanitária de Santos, determinando que se pusesse à disposição da família para qualquer providência relativa à conservação do cadáver.

* A família Campos Salles encarregou o sr. dr. Pereira de Queiroz, deputado estadual, de apresentar ao governo do Estado os seus agradecimentos pelas providências que tomou para a celebração das últimas homenagens ao seu inolvidável e querido chefe.

* O sr. presidente do Estado, em homenagem à memória do dr. Campos Salles, determinou que todas as repartições públicas pusessem a bandeira em funeral e se conservassem fechadas.

O Estado guardará luto durante oito dias.

* A Universidade de S. Paulo, compartilhando do luto nacional, mandou hastear em sua sede a bandeira nacional em funeral e transferiu a reabertura das suas aulas, oficiando em seguida à exma. família do grande morto, dando pêsames.

* O sr. arcebispo de S. Paulo, d. Duarte Leopoldo e Silva, de acordo com a comissão executiva das obras da catedral, resolveu adiar a cerimônia da pedra fundamental para o próximo domingo, 6 de julho, às 3 horas da tarde.

* O presidente da Câmara Municipal mandou hastear o pavilhão nacional a meio pau e mandou suspender o expediente.

* Por motivo do falecimento do dr. Campos Salles não funcionaram ontem as repartições subordinadas ao comando superior da Guarda Nacional deste Estado, sendo hasteada a meio pau a bandeira nacional nos edifícios do quartel general e quartéis dos batalhões dessa milícia.

Foi designada uma comissão composta dos tenentes-coronéis Toledo Barbosa, Antonio Marcello, Silvio Borba, Streib, majores Caetano Garcia, Saturnino de Almeida, Luiz Gomes, capitães Azevedo Marques Filho, Godofredo Gonçalves da Silva, Adolpho Gamoeda, tenente Américo Matheus e alferes Braz Pinfilde, para representarem a Guarda Nacional nos funerais do venerando e saudoso brasileiro.

* A Academia Prática de Comércio, por deliberação da diretoria, hasteou a bandeira em funeral por oito dias e se fará representar no enterro por uma comissão composta de professores e alunos.

* Por motivo do falecimento do dr. Campos Salles, a administração do Skating Palace mandou fechar suas portas e suspender as funções de ontem, tanto de patinação como da Liga Paulista de Hockey, que realizava ontem o seu 5º matchdo campeonato.

* A Escola de Aprendizes Artífices hasteou a Bandeira Nacional em funeral, e será representada no enterro por uma comissão de alunos.

* O Tiro Nacional de São Paulo n. 3 da Confederação suspendeu, em sinal de pesar, os seus exercícios de tiro anunciados para amanhã e hasteou em sua sede a bandeira nacional em funeral.

* A Comissão Diretora do Partido Republicano, em sessão de ontem, resolveu, por unanimidade, lançar um voto de profundo pesar pelo falecimento do preclaro brasileiro dr. Campos Salles, e fez-se representar no enterro.

* O dr. Altino Arantes comunicou a notícia do passamento do dr. Campos Salles ao sr. general Luiz Cardoso, inspetor da décima região militar.

Por sua vez, o dr. Sampaio Vidal participou o fato ao sr. Pietro Baroli, decano do corpo consular de S. Paulo.

* Antes da hora anunciada para a chegada do trem de Santos, já a estação da Luz oferecia um aspecto desusado, pois em todas as suas dependências, desde as galerias, viaduto e escadarias até à respectiva gare se apinhava uma multidão enorme de povo, em que havia representantes de todas as classes sociais.

Em todos os rostos se divisava uma funda impressão de mágoa pela morte do eminente e preclaro paulista. Essa impressão mais se acentuou no momento em que do trem especial o corpo do grande brasileiro foi conduzido para o coche funerário.

Então toda a multidão que se apinhava em frente ao edifício da Ingleza se descobriu ante o ataúde coberto pela Bandeira Nacional; os vários batalhões da Força Pública, num movimento uniforme e rápido, fizeram braço armas; vibraram os clarins e rufaram os tambores, e um instante depois o préstito começa a desfilar por entre as alas, no meio do mais profundo silêncio.

Muitas pessoas choravam.

Ao longo da estação achava-se postada uma companhia de guerra do primeiro batalhão, sob o comando do capitão Leme; um esquadrão de cavalaria e a banda de música da Força Pública, que deviam prestar as honras militares devidas ao ilustre brasileiro.

O policiamento do local, confiado à direção dos delegados auxiliares srs. drs. Rudge Ramos, Franklin Piza e Theophilo Nobrega, esteve irrepreensível.

Os lugares por onde devia atravessar o cortejo, à saída da gare, foram completamente isolados por cerrados cordões de praças de infantaria de todos os batalhões, da guarda cívica e dos bombeiros, em número de quatrocentos.

Os veículos, que de instante a instante traziam à estação os amigos e admiradores do morto, formavam pela ordem de chegada extensa fila.

Entre as pessoas que compareceram então à Luz, notavam-se os srs.:

Srs. drs. Oscar Rodrigues Alves, secretário da presidência do Estado; o capitão Eduardo Lejeune, ajudante de ordens, representando o sr. F. de P. Rodrigues Alves, presidente do Estado; Carlos Augusto Pereira Guimarães, vice-presidente do Estado; Altino Arantes Marcondes, secretário do Interior e interino da Agricultura, acompanhado de seus oficiais de gabinete srs. comendador Tiburcio Mondin Pestana, do Interior, e dr. Henrique Bayma, da Agricultura; Raphael de Abreu Sampaio Vidal, secretário da Justiça e da Segurança Pública e interino da Fazenda, acompanhado de seus oficiais de gabinete srs. drs. Pedro Dente, da Justiça, e Meirelles Reis Filho, da Fazenda, e de seu ajudante de ordens, tenente Dantas Cortez; general Luiz Antonio Cardoso, inspetor da décima região militar, acompanhado do seu ajudante de ordens, primeiro-tenente Abel Medeiros; dr. Rubião Junior, presidente do Senado do Estado; dr. Carlos de Campos, presidente da Câmara dos Deputados; dr. Xavier de Toledo, presidente do Tribunal de Justiça; Raymundo Duprat, prefeito municipal; dr. Gabriel Dias da Silva, presidente da Câmara Municipal; padre dr. Archibaldo Ribeiro, secretário particular do arcebispo metropolitano, d. Duarte Leopoldo; monsenhor Benedicto de Souza, secretário geral do Arcebispado; drs. Albuquerque Lins, Cesário Bastos, Gabriel de Rezende, Ricardo Soares Baptista, Virgílio Rodrigues Alves, Lacerda Franco, Bento Bicudo, Luiz de Toledo Piza e Almeida, senadores estaduais; drs. Oscar de Almeida, Francisco Sodré, Wladimiro do Amaral, Joaquim Gomide, Freitas Valle, Leônidas Barreto, Salles Junior, Manuel P. Villaboim, Dario Ribeiro, José Roberto Leite Penteado, deputados estaduais; drs. Francisco Horta Junior e Mario do Amaral, vereadores municipais; dr. Lino de Vasconcellos, dr. Emilio Ribas, diretor geral do Serviço Sanitário; F. H. Chulk, secretário do consulado inglês; dr. Cândido Espinheira, diretor geral do Hospital do Isolamento; major Alvaro Ramos, diretor da secretaria da prefeitura municipal, por si e pelo sr. Ernesto Duprat; dr. Otto Weber, encarregado dos negócios da Alemanha junto ao governo brasileiro; dr. Eugênio Will, cônsul da Alemanha em S. Paulo e Fischer Elbans, do Deutsche Zaitung; Plinio Ramos, diretor da Secretaria da Câmara Municipal; dr. Eugênio Lefévre, diretor geral da Secretaria da Agricultura; comendador Emygdio Lino Moreira, por si e pelo dr. Lino Moreira; ex-oficial de gabinete do ministro da Agricultura; dr. José Vicente de Azevedo, dr. Plínio de Godoy, coronel Joaquim de Toledo Piza, dr. José de Albuquerque Salles, coronel Pelopidas de Toledo Ramos; coronel Brasílio de Toledo Ramos, diretor da Secretaria da Câmara dos Deputados; dr. Huet Bacelar, dr. Armando Salles de Oliveira, Francisco Mesquita, coronel Claro Liberato de Macedo, dr. Synesio Rangel Pestana, Nestor Rangel Pestana, e José Filinto da Silva, redator-secretário e diretor-gerente do Estado de S. Paulo; Henrique Villencuve, coronel Hyppolito Firmino Peruche, dr. Bernardo de Campos; Nereu Rangel Pestana, por si e pelo sr. Paulo Rangel Pestana; Bruno, Ludolpho e Acylino Rangel Pestana; Antonio Fidelis, chefe do tráfego da Companhia Ingleza; Bruno Rangel Pestana, pelo dr. Vital Brasil, diretor do Instituto do Butantan; Julio de Mesquita Filho, por si e por seu pai, dr. Julio de Mesquita; Alceu Prestes, por si e por seu pai coronel Fernando Prestes de Albuquerque, ex-vice-presidente do Estado; coronel Francisco de Paula Cunha; dr. Luiz Ayres, juiz de órfãos; dr. Gastão de Mesquita, juiz da segunda vara criminal; coronel Luiz Americano, dr. Jorge Americano; dr. Manuel Carlos de Figueiredo Ferraz, promotor público interino; dr. Alfredo de Campos Salles, dr. Luiz de Campos Salles, dr. Gastão Vidigal, Luiz Fonseca, Rodolpho de Magalhães, Paulino da Silveira Filho, Raul de Freitas, dr. Margarido da Silva, Duarte Vicente de Azevedo; dr. Americo de Campos, por si e por seu pai dr. Bernardino de Campos, senador estadual; dr. Elpidio de Figueiredo; coronel Baptista da Luz, comandante geral da Força Pública; coronel Balaguy e todos os oficiais da missão francesa, comandantes e estados-maiores de todos os batalhões, e toda a oficialidade disponível da Força Pública; dr. Gomes Cardim, dr. Victorino Gonçalves Carmillo Junior; dr. Luiz Silveira, por si e pelo sr. José Carlos Rodrigues do Jornal do Commercio; Luiz de Toledo Piza Sobrinho e Oliverio Pillar do Amaral, pelo Centro Acadêmico 11 de Agosto; dr. Macedo Costa, por si e pelo sr. Costa Junior, deputado federal; dr. Alvaro de Toledo, diretor geral da Secretaria do Interior; barão do Amaral, coronel Candido Alvaro, Manuel Eduardo Pereira, Nelson Alvaro, dr. Delphim de Toledo Piza, dr. Aristides Silva, dr. Ignacio de Lacerda, dr. Eugenio de Lima, dr. José M. Lisboa Junior, dr. José Martiniano Rodrigues Alves, coronel Joaquim de Pontes, por si e pelo sr. Antonio Lobo, deputado estadual; dr. Bueno de Miranda, Jorge Bueno de Miranda Filho; dr. Mucio Pompêo do Amaral; dr. Mario Pires, 3º promotor público da capital; dr. José Martins Pinheiro Junior; Raul Veiga, por si e por seu pai João Pedro da Veiga; George Marr e R. Mac L. Harding, da City of S. Paulo Improvements; Ernest Diederichen, por si e representando os srs. Theodor Whille & Co.; dr. Francisco Larain e João Pedro Martins, representados pelo coronel Bento Bicudo; deodoro de Campos, Alcides de Campos, dr. Toledo Block, Manuel da Cunha Lobo, Antonio Pedro Wolff e Benjamin Medico, pelo diretório da Lapa; A. Detourt, coronel Salvador de Toledo Piza, Joaquim C. Ramalho Ortigão; Ulysses Reis, por si e pelo sr. Hyppolito de Medeiros; Raul de Aguiar, Comissão do Centro Internacional da Luz, assim constituída: srs. Luiz Casertano, Columbaro Ettore e José Mulinari, com o respectivo estandarte envolto em crepe; dr. Justo Seabra, J. Fairbanks e Clovis Vieira, pelo comitê pró Ruy Barbosa; dr. Antenor Gurjão, dr. Polycarpo Viotti, por si e por seu pai dr. Polycarpo Rodrigues Viotti; José Mario Junqueira Netto, Luiz Chaubet, Edgard Nobre de Campos, Benedicto Britto, representando o coronel Antonio Penteado, Olavo Egydio Junior, por si e pelo dr. Olavo Egydio; srs. Rodolpho Miranda e Angelo Pinheiro Machado, representados pelo dr. Sebastião Ribas; Edgard Penteado, T. Negraos, padre Dyonisio Giudice, diretor do Lyceu do Coração de Jesus; padre Augusto Alberto, salesiano; Augusto Pereira, dr. Francisco Pereira de Mattos, dr. Octavio Rodrigues dos Santos, Ignacio de Oliveira Penteado, coronel Serafim Leme da Silva, Mario de Almeida Lima,  José Antonio Capistrano, Eugenio Artigas, dr. José de Queiroz Lacerda, Domingos de Toledo Piza, Octaviano de Toledo Piza, dr. Luiz de Miranda Junior; Augusto Barjona, por si e pelo Paiz, do Rio de Janeiro; dr. Amador Sampaio; dr. Jeronymo de Azevedo, diretor da Biblioteca Pública do Estado; Pedro Calazans, Francisco Gomes da Silva Junior; Reginaldo Salles, dr. José Augusto de Andrade Rogerio, Paulo Guerra de Andrade, dr. João Baptista Pinto de Toledo, juiz da 1ª vara comercial; João Baptista Cardoso, gerente da sucursal do Paiz; dr. Raul Bicudo, dr. Armando F. S. Caiuby; dr. Eduardo Fontes, subprocurador do Estado; dr. Eduardo Pereira Guimarães, Antonio Moreira da Silva, Arnaldo Bastos; Alcides Prestes, representando o coronel Fernando Prestes, senador estadual, Julio Prestes, deputado estadual, e o diretório político de Porto Feliz; Herculano Penteado, dr. Roberto Penteado, dr. Issas de Mesquita, dr. Ariosto de Amaral, dr. Carlos Augusto do Amaral Sobrinho, dr. Ariovaldo do Amaral, coronel José de Salles Leme, Raphael Pulino de Camargo, representando o Commercio de Campinas e oDiario do Povo, de Campinas; Mariano Costa Ferreira, João Pires Germano, Raul Bueno, dr. Elyseu Guilherme, Luiz Panaim Prado, José Piza, Leonidas Moreira, representando também o dr. Oscar Moreira; Aymoré Pereira Lima, e José Christiano de Souza, Luiz de Queiroz Salles, Antonio de Oliveira Vianna, dr. Alvaro de Carvalho, dr. Aphrodisio Vidigal; dr. Alcebiades Delamare, representando a Gazeta de Noticias e a Noticia, do Rio; e os srs. Paulo Barreto, Oliveira Rocha, Salvador Santos e Lamartine Delamare; Fernando de Moraes Barros, por si e pelo dr. Jorge de Moraes Barros; Chichorro Netto, dr. Anastacio Vianna e família; Valdomiro Silveira, arcediago dr. Francisco de Paula Rodrigues, governador geral do Arcebispado; dr. Bento de Camargo, Raul Ramos de Camargo, José e Joaquim de Lima, Cicero Marques, dr. José Alaria do Valle, Henrique Rodrigues, comissão de fiscais da Câmara Municipal composta dos srs.: Gastão Rodrigues da Silva, Annibal Peppe e João André Ribeiro; João Keating, coronel Mar[…] de Britto, José Eiras Garcia e Antonio G. Portela, do Diario Español; Antonio Ernesto da Silva, comissão de alunos da Faculdade de Direito de S. Paulo composta dos srs.; Quirino Gualtieri, Oswaldo Azevedo, João Domingues Delduque e Emygdio Lino Moreira, José Alves Cerqueira Cesar, João Chrysostomo dos Reis Junior; comissão da Academia Prática de Comércio composta dos srs.: Mauricio Colpaert, Ruy Arruda de Oliveira, Henrique Orciuli e Balthazar Vitale; Francisco Toledo, Aureliano do Amaral, Francisco de Paula Rabello e Silva, Ariosto Cesar de Azevedo, dr. Tito Livio Brasil, do Diario de Santos, representado pelo coronel Pelopidas de Toledo Ramos; os representantes do Correio PaulistanoCommercio de S. PauloFanfullaDiario PopularA PlatéaA GazetaGazeta do Povo e desta folha.

– A Câmara Municipal e o diretório político de S. Carlos do Pinhal fizeram-se representar pelo deputado estadual dr. Joaquim Gomide.

A Câmara Municipal e o diretório político de S. Simão foram representados pelo deputado estadual dr. Leonidas Barreto.

– O dr. Otto Weber, encarregado dos negócios da Alemanha junto ao governo brasileiro, assim que chegou à gare da Luz, dirigiu-se imediatamente aos srs. drs. Oscar Rodrigues Alves, secretário da presidência do Estado, e Carlos Guimarães, vice-presidente do Estado, apresentando a s. excia. pêsames pelo infausto acontecimento que acabava de cobrir de luto a nação brasileira.

Às 6 e 15 minutos da tarde, pouco mais ou menos, dava o comboio entrada nagare, neles vindo, acompanhando o corpo, muitas pessoas de Santos e outras que daqui partiram especialmente para isso.

O rico ataúde, contendo os restos mortais do senador paulista, achava-se coberto com o pavilhão nacional, velado em crepe; ao ser o mesmo transportado da estação para o coche fúnebre, seguraram nas suas alças os srs. dr. Oscar Rodrigues Alves e capitão Eduarde Lejoune, representante do sr. presidente do Estado; dr. Carlos Guimarães, vice-presidente do Estado; dr. Rubião Junior, presidente do Senado Estadual; dr. Carlos de Campos, presidente da Câmara dos Deputados do Estado; dr. Xavier de Toledo, presidente do Tribunal de Justiça; drs. Sampaio Vidal e Altino Arantes, secretários, respectivamente, da Justiça e da Segurança Pública e (interino) da Fazenda; e do Interior e (interino) da Agricultura; general Luiz Antonio Cardoso, inspetor permanente da 10ª Região Militar e dr. A. de Padua Salles, Pelopidas Ramos e dr. Roberto Moreira, membros da família do ilustre extinto.

O ato revestiu-se da mais profunda solenidade, notando-se em todos os semblantes a mais sincera consternação, no momento de ser o caixão colocado no coche tirado a duas parelhas, a banda musical executou uma tocantíssima marcha fúnebre, prestando a tropa as continências da ordenança.

O sr. senador Campos Salles teve e terá hoje as honras fúnebres devidas à pessoa do chefe de Estado.

Desde logo, pôs-se em movimento o longo cortejo, que vinha precedido da banda de clarins e de uma seção de cavalaria, na seguinte ordem: – coche fúnebre e os outros dois destinados às coroas vindas de Santos; carros conduzindo o padre Pericles Barbosa, coadjutor de Santa Cecília; a família do extinto senador federal; automóvel presidencial, com os representantes do sr. dr. Rodrigues Alves; os srs. drs. Carlos Guimarães, vice-presidente do Estado; dr. Rubião Junior, presidente do Senado; dr. Carlos de Campos, presidente da Câmara dos Deputados; ministro Xavier de Toledo, presidente do Tribunal de Justiça; dr. Sampaio Vidal, secretário da Justiça e interino da Fazenda; dr. Altino Arantes, secretário do Interior e interino da Agricultura; general inspetor Luiz Antonio Cardoso; coronel Baptista da Luz, comandante geral da Força Pública; coronel Paul Balaguy, chefe da missão francesa instrutora da mesma; Raymundo Duprat, prefeito municipal; outra seção de cavalaria.

O préstito até esse ponto era ladeado também por praças de cavalaria, seguindo-se daí em diante os carros das demais pessoas, em avultado número. O préstito passou, no itinerário a que devia obedecer, pelas ruas José Paulino, Duque de Caxias, Maria Theresa, Praça Alexandre Herculano, Rua Jaguaribe e, finalmente, Santuário do Sagrado Coração de Maria.

– Todos os teatros e casas de diversões desta capital, em sinal de pesar pela morte do ilustre paulista, suspenderam, ontem, os seus espetáculos.

O festival esportivo, marcado para hoje, no Velódromo, foi também adiado pelo mesmo motivo.

– Durante a noite, a igreja do Coração de Maria conservou-se repleta de amigos do ilustre extinto. Além dos oficiais da Força Pública, que velaram o cadáver, estiveram naquele templo muitos senadores e deputados, os srs. drs. Carlos Guimarães, Oscar Rodrigues Alves, Altino Arantes, Sampaio Vidal, Rubião Junior e Abelardo Cesar.


Imagem: reprodução da página 8 do jornal O Estado de S. Paulo de 29 de junho de 1913

As coroas artificiais, de flores naturais e buquês, que se achavam ontem na igreja do Coração de Maria, tinham as seguintes inscrições:

– Ao dr. Campos Salles, homenagem do presidente da República; ao dr. Campos Salles, homenagem do presidente do Estado de S. Paulo; ao caro amigo Campos Salles, Rodrigues Alves; ao dr. Campos Salles, homenagem de Altino Arantes, secretário do Interior; ao dr. Campos Salles, homenagem de Paulo de Moraes Barros, secretário da Agricultura; ao dr. Campos Salles, homenagem de Sampaio Vidal, secretário da Justiça e da Fazenda; ao prezado cunhado Campos Salles, saudades de Nhonhô e família; saudades de Lacerda Franco, ao sr. Campos Salles; ao bom amigo, saudades de Rodolpho Miranda; ao preclaro brasileiro dr. Campos Salles, homenagem do Centro Acadêmico Onze de Agosto; homenagem do amigo José Paulino; lembrança do velho amigo Antonio Telles; lembranças do velho amigo Bento Quirino; tributo de amizade de Domingos Netto; homenagem de Paulo e Esther Nogueira; saudades de joaninha e filho, a seu querido cunhado e tio; Neco Cardoso e família, gratidão eterna; saudades de Roberto e Martha, ao seu querido tio; saudades de Zito, ao querido padrinho; homenagem e eterna amizade de Alvaro de Carvalho; lembranças do seu amigo Lino Moreira; homenagem de Theodor Wille & Comp.; homenagem da Câmara Municipal de Ribeirão Bonito; ao inolvidável amigo dr. Campos Salles, saudades de Paulo Ramos; ao dr. Campos Salles, a Sociedade Paulista de Agricultura; ao prezado tio, homenagem de Aristides Salles e família; ao dr. Campos Salles, saudades de Pedro Costa; homenagem de Virgilio Rodrigues Alves e família; ao emérito dr. Campos Salles, homenagem do Banco Hespanhol do Rio da Prata; ao eminente dr. Campos Salles, sincera veneração de J. C. Ramalho Ortigão; saudades do velho amigo Antonio Carlos da Silva Telles; homenagem do Correio Paulistano; homenagem da Associação dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro; homenagem da S. Paulo Improvements Co.; saudades de Jorge e Placidina; eternas saudades de Jorge, Mimi e filhos; saudades da família Cerqueira Cesar; ao benemérito cidadão dr. Campos Salles, os funcionários da Secretaria da Agricultura; homenagem do prefeito de S. Paulo; homenagem da Câmara Municipal; homenagem da Câmara dos Deputados; homenagem do Senado de S. Paulo; Saudades do dr. Bernardino de Campos; homenagem da Escola de Aprendizes Artífices; homenagem da Comissão do Partido Republicano; ao querido Manéco, do coronel Antonio Penteado, Belisaria e Antonio; ao querido tio Maneco saudades de Celia, Odilon e Vigo; saudades de Filóca e Britto; saudades de Frederico Branco; saudades dos filhos do dr. Rangel Pestana; homenagem de Paulo Pestana; saudades de Ariosto do Amaral e Eponina; saudades de Pelopidas Ramos e família; homenagens do dr. Arnolpho Azevedo; saudades do dr. Alfredo Salles; saudades de Luizinho e Nhanhã; saudades de Carrinho, Eliza e Rachel; ao dr. Campos Salles, José Maria Lisboa; ao dr. Campos Salles, homenagem do Diario Popular; o comando da Força Pública de S. Paulo ao dr. Campos Salles; saudades de José Carlos Rodrigues; homenagem do Jornal do Commercio; ao eminente estadista brasileiro a Gazeta de Notícias; a Noticia ao grande brasileiro; lembrança do seu amigo Oliveira Rocha; gratidão da família Carmillo; saudades da família Alfredo Salles; ao eminente dr. Campos Salles, homenagem da Câmara Municipal de Ribeirão Preto; saudades de Ferraz Salles e família; eternas saudades de Fortunato Moreira e família; ao dr. Campos Salles, amizade e gratidão de José Pedroso de Moraes Salles e família; ao dr. Campos Salles, os agentes fiscais do imposto de consumo do Estado de S. Paulo; ao querido pai, saudades de Paulo e Alzira; saudades de sua filha Sophia; ao seu querido vovô, saudades de Regina, Frederico e José; ao extremoso pai, saudades de Helena e Leonor; ao idolatrado esposo, eternas saudades de sua esposa; ao dr. Campos Salles, homenagem de Antonio Gonçalves e família; saudades de Luiz Piza e família; saudades de Lafayette Salles e família; saudades de Gilberto Salles e senhora; gratidão do dr. G. A. de Oliveira Neves; homenagem da administração da E. F. Central do Brasil.

– O sr. dr. Altino Arantes, secretário do Interior, recebeu um telegrama do deputado sr. dr. Rodrigues Alves Filho, comunicando que, em sinal de pesar pelo falecimento do senador Campos Salles, a Câmara Federal dos Deputados havia suspendido os seus trabalhos, nomeando uma comissão para representá-la nos funerais do ilustre brasileiro, ficando a mesma assim composta: srs. Rodrigues Alves Filho, Moreira Guimarães, Alvaro de Carvalho, Nabuco de Gouveia, Pereira Nunes, Olegario Pinto, Balthazar Pereira e Octavio Mangabeira. Esses deputados aqui chegarão hoje, pelo noturno de luxo, tendo o governo do Estado mandado que lhes fossem reservados aposentos na Rôtisserie Sportsman.

Foram ainda endereçados ao sr. dr. Altino Arantes estes despachos telegráficos:

– “Niterói, 28 – Apresento a v. exa. sentidas condolências pelo infausto passamento do egrégio brasileiro. Far-me-ei representar no enterro pelo meu ajudante de ordens, capitão Moreira Cavalcanti.

“Peço a v. exa. o obséquio de mandar preparar uma coroa, que o Estado do Rio de Janeiro, pelo meu representante, depositará sobre o féretro do prestante cidadão. Cordiais saudações – Oliveira Botelho, presidente do Estado“.

– “Curitiba, 28 – Lamento sinceramente o passamento do ilustre dr. Campos Salles, cujos serviços à Pátria e à República não poderão jamais ser esquecidos. Rogo a v. exa. transmitir as minhas condolências ao benemérito governo do Estado, e bem assim à exma. família do eminente extinto. – Niepce Silva, secretário das Obras Públicas“.

– “Rio, 28 – Em nome da bancada paulista, peço ao distinto amigo mandar colocar uma coroa na sepultura do ilustre brasileiro dr. Campos Salles. (a) Galvão Carvalhal“.

O sr. secretário do Interior providenciou já para que fosse atendida a solicitação do leader da bancada paulista na Câmara Federal, bem como à do presidente daquela casa do Congresso, sr. dr. Sabino Barroso, que lhe pediu mandasse depositar sobre o féretro do ilustre senador extinto duas coroas, uma em nome da Câmara e outra no seu próprio.

A municipalidade e o diretório político de Batatais transmitiram também telegramas de pêsames ao governo do Estado, por intermédio do sr. secretário do Interior.

– A City of S. Paulo Improvements and Frechold Land Co., da qual o dr. Campos Salles foi até há pouco tempo presidente do conselho local, fez-se representar no desembarque do corpo pelo seu secretário, sr. Georg Marr, que, em nome da diretoria, depositou uma coroa sobre o féretro, e será representada nos funerais pelo dr. Leven Vampré.

O dr. Xavier de Toledo, presidente do Tribunal de Justiça, logo que teve conhecimento do falecimento do dr. Campos Salles, mandou hastear a bandeira em funeral no edifício daquele Tribunal.

Em nome do Tribunal s. exa. mandou depositar uma coroa sobre o caixão, com a seguinte inscrição: “Homenagem do Tribunal de Justiça de S. Paulo”.

O dr. Manuel Carlos de Figueiredo Ferraz, segundo promotor público interino, ao iniciar-se ontem a sessão do júri, pronunciou sentidas palavras de pesar por motivo do falecimento do sr. Campos Salles. Pedindo a palavra pela ordem, disse s.s. que era seu intento referir-se ao grande golpe que o destino acabava de vibrar profundamente na alma e no coração de todos os brasileiros, a morte do grande patriota Campos Salles. Essa legendária figura de há muito ocupava no primeiro plano da vida política nacional um lugar de destaque. Propagandista da República e um dos seus fundadores, dedicou de corpo e alma toda a sua vida à felicidade e à grandeza da Pátria. Seus serviços ao Brasil foram enormes; sua dedicação, seu fervor e sua coragem, em prestá-los, foi inexcedível; Numa época em que o culto exclusivo ao bezerro de ouro da popularidade parece haver avassalado os costumes políticos do Brasil, Campos Salles timbrava em cultuar antes de tudo a verdade e os legítimos interesses da nação. É sabido e admirado o sacrifício que ele fez da sua própria glória ao salvamento da Pátria no decurso do seu governo.

Desceu as escadas do poder, pobre, cansado, desiludido dos homens e do povo – mas com a glória escondida e imensa de haver salvado o Brasil.

Ele era bondoso, convicto e inaquânimo. Ao vê-lo tombar assim, do alto de uma velhice gloriosa e ainda cheia de esperanças, quando ainda volviam-se para ele os olhares ansiosos de quantos adivinham a Pátria a pique de terríveis catástrofes – sobem aos lábios aquelas palavras e uma ode célebre de Horácio: “Honra incorruptível, boa fé, irmã da justiça, e tu verdade sem rebuços, quando encontrareis um mortal que o iguale!”: Numa época em que há tão poucas convicções e tão pouco ideal – Campos Salles se distinguia por ser ainda um crente. A pátria está de luto; os nossos grandes homens vão morrendo. Na impossibilidade triste de os substituir, demonstremos que avaliamos ao menos essas perdas insanáveis – choremo-los.

Findo o discurso do dr. Manuel Carlos, o presidente do Tribunal, dr. Gastão de Mesquita, mandou consignar na ata da sessão um voto de profundo pesar pelo falecimento do dr. Campos Salles.

– A Câmara Sindical dos Corretores de S. Paulo, em sinal de profundo pesar pela morte do eminente brasileiro, dr. Campos Salles, suspendeu ontem os seus trabalhos, não tendo funcionado a Bolsa.

– No Fórum Cível, foi hasteado o pavilhão nacional, em funeral, por motivo da morte do dr. Campos Salles, fechando-se os cartórios às duas horas da tarde.

– No Juízo Federal, o sr. dr. Wenceslau de Queiroz, juiz federal em exercício, mandou encerrar o expediente à uma hora da tarde, em sinal de pesar pela morte do senador Campos Salles.

A Academia Prática de Comércio, por deliberação da diretoria, hasteou a bandeira em funeral por oito dias, e nomeou uma comissão para se fazer representar no enterro, composta dos srs. drs. Francisco Reimão Hellmeister, Raphael Figueira, Alvaro Machado Pedrosa e Cyro Mondin, pela congregação e dos srs. Henrique Orciuoli, Mauricio Colpaert, Balthazer Vitale e Ruy Arruda de Oliveira, pelos alunos.

Em sinal de pesar pela morte do dr. Campos Salles, o Ginásio Macedo Soares hasteou a bandeira em funeral, nos dois edifícios das ruas Arouche e Vergueiro, fazendo-se representar, quer no desembarque do corpo, quer no enterro, por uma comissão, composta dos drs. José Eduardo de Macedo Soares, Pedro Doria, Alexandre de Macedo Soares e Eurico Sodré.

– O dr. Luiz Barbosa da Gama Cerqueira recebeu o seguinte telegrama:

Peço representar-me em todas as homenagens fúnebres prestadas ao meu preclaro amigo e eminente brasileiro dr. Campos Salles, e depor uma coroa sobre o féretro em meu nome e no da minha família. Queira apresentar pêsames à família do morto ilustre. – (a) – Pedro de Toledo, ministro da Agricultura“.

As imediações da Igreja, onde ficou o cadáver depositado, achavam-se repletas de povo, que ali aguardava a chegada do cortejo fúnebre.

À entrada do templo, além de várias pessoas da família, representantes do governo e do clero, esperavam o corpo monsenhor dr. Benedicto Rodrigues de Souza, toda a comunidade da Ordem do S. Coração de Maria e meninos de coro.

Às 7 e 15 minutos da noite chegava à porta do templo o féretro, seguido de todo o cortejo.

Retirado o ataúde, foi o mesmo conduzido para o interior do templo pelos srs. drs. Altino Arantes, Padua Salles, Sampaio Vidal, Roberto Moreira, Rubião Junior e Carlos de Campos, indo à frente, de cruz alçada, a comunidade da Ordem, monsenhor Benedicto de Souza e padre Pericles Barbosa, coadjutor da paróquia de Santa Cecília.

O corpo foi colocado no catafalco, armado no centro da nave, em cujos ângulos quatro oficiais da Força Pública faziam guarda, revezando-se de hora em hora.

Os oficiais envergavam o uniforme de grande gala.

O templo, todo decorado, encheu-se rapidamente de cavalheiros e de senhoras.

Monsenhor Benedicto de Souza procedeu então à cerimônia religiosa, que foi solene e acompanhada pelo Coro da Comunidade.

Finda a cerimônia, foi o templo franqueado à visitação pública e durante parte da noite a igreja do Coração de Maria esteve repleta de cavalheiros e de exmas. famílias.

As coroas enviadas por amigos e admiradores do ilustre morto foram dispostas, em ordem, à volta da nave e ouras colocadas junto do catafalco e ao redor das colunas centrais.

– O sr. dr. Rodrigues Alves, presidente do Estado, em resposta ao telegrama de pêsames que enviou à exma. família enlutada, recebeu da veneranda viúva, sra. d. Anna Gabriella de Campos Salles, o seguinte:

Santos, 28 – Eu e meus, sinceramente penhorados, agradecemos as expressões do telegrama de v. exa. e, acatando as deliberações do governo, aceitamos as homenagens do Estado que v. exa. representa“.

Ao sr. presidente do Estado foram ainda dirigidos mais os seguintes telegramas:

Rio, 28 – Apresento a v. exa. e ao Estado de S. Paulo o testemunho do meu mais profundo pesar pelo falecimento do preclaro senador Campos Salles, notável brasileiro a quem a pátria deve os mais relevantes serviços. Ao eminente ex-presidente da República, resolveu o governo federal prestar as merecidas homenagens, encerrando o expediente de todas as repartições públicas, decretando luto nacional por oito dias e oferecendo fazer seus funerais a expensas da República. (a) – Marechal Hermes da Fonseca, presidente da República“.

Rio, 28 – Rogo a v. exa. aceitar as minhas sinceras condolências, pelo falecimento do eminente patrício, o grande estadista brasileiro dr. Campos Salles, a quem a República deve assinalados serviços e cuja vida, cheia de virtudes cívicas e provada,s é mais um exemplo a enriquecer o patrimônio moral do nosso grande Estado, que v. exa. dignamente preside. (a) – Pedro de Toledo, ministro da Agricultura“.

Rio, 28 – Ao Estado de S. Paulo, na pessoa de v. exa., transmito a expressão do meu mais profundo pesar, pela grande perda do eminente estadista da República, que foi Campos Salles. (a). Rivadavia Coreria, ministro do Interior“.

Rio, 28 – Em nome da mesa do Senado Federal, apresento a v. exa. profundas e sinceras condolências pelo falecimento do grande brasileiro e eminente senador por esse Estado, dr. Campos Salles. Cordiais saudações (a) Pinheiro Machado“.

Rio, 28 – Recebemos o telegrama de v. exa., comunicando a morte do dr. Campos Salles.

“A bancada paulista acompanha a v. exa. bem como a todo o Estado nas manifestações de pesar pelo passamento do ilustre patriota (a.a.) – Galeão Carvalhal, Cardoso de Almeida, Agolpho Gordo, Bueno de Andrade, Candido Motta, Palmeira Ripper, Cincinato Braga, Valoris de Castro, Francisco Braga, Arnolpho Azevedo, Rodrigues Alves Filho, Costa Junior, Eloy Chaves, José Lobo, Alvaro de Carvalho“.

Belo Horizonte, 28 – Rogo a v. exa. que se digne de aceitar os sentimentos de profundo pesar, que, em nome do Estado de Minas Gerais, e no meu, lhe transmito, pelo falecimento do grande brasileiro e notável estadista dr. Campos Salles, que, na suprema magistratura do país e em outras posições políticas e administrativas, tantos e tão assinalados serviços prestou à nossa pátria. – (a) – Bueno Brandão“.

– “Curitiba, 28 – Dolorosamente surpreendido pela notícia do falecimento do senador Campos Salles, que tanto honrou, em sua gloriosa vida de propagandista, de constituinte e de homem de governo, à República. A esse grande Estado, apresento a v. exa., em nome do Paraná e no meu próprio, as mais profundas e sinceras condolências. – (a) – Carlos Cavalcanti“.

– “Goiás, 28 – Profundamente consternado pela notícia do falecimento do senador Campos Salles, em meu nome, e no do Estado de Goiás, venho apresentar a v. exa. e ao Estado de São Paulo as expressões de sincero pesar por motivo do lutuoso acontecimento, que privou o Brasil de um dos seus mais ilustres filhos.

“O governo deste Estado, associando-se, de coração, à grande dor por que passa o Estado de S. Paulo, acaba de determinar o fechamento de todas as repartições públicas e o hasteamento da bandeira em funeral. Respeitosas saudações. – (a) Jubé, presidente do Estado“.

Belo Horizonte, 28 – Interpretando o Congresso Mineiro cumprir o seu dever, manifesta a v. exa. o seu profundo pesar, pelo falecimento do eminente brasileiro dr. Campos Salles (a.a.) Eduardo Amaral, presidente; José Alves, Ferreira Carvalho, secretários“.

S. Paulo, 28 – Envio as minhas sinceras expressões de pesar a v. exa., pelo inesperado desaparecimento do ilustre paulista e grande estadista, exmo. sr. senador dr. M. F. de Campos Salles. Cordiais saudações. (a) general Luiz Cardoso“.

Dirigiram mais telegramas de condolências ao sr. presidente do Estado os srs. Cunha Martins, comandante da brigada policial do Rio; tenente Feliciano Sodré, prefeito de Niterói; deputado Baptista Accyoli; a Associação de Agricultores de Santos; os srs. Antonio Carvalho e Silva, delegado da Estatística Federal em S. Paulo; André Ulson, prefeito municipal de Araras; Joaquim G. Batalha, delegado de polícia de Ribeirão Bonito; Pinto Novaes, síndico da Câmara Sindical de Corretores de Santos; Eduardo Cerqueira, do Rio; dr. Costa Carvalho, juiz federal no Paraná; João Bellarmino, pelo diretório político do Amparo; Carlos Luiz de Affonseca, presidente da Câmara Municipal de Santos; dr. Ferreira dos Santos, chefe do distrito telegráfico de S. Paulo; o Centro Agitação Patriótica, de Jundiaí; os srs. Francisco Leal, presidente da Associação omercial do Rio; barão de Ibirocahy, do Rio; Pita & Comp.; J. Lacerda, presidente da Câmara Municipal de Jundiaí; Virgilio Barbosa, ajudante da administração dos correios de S. Paulo, por si, pelo administrador e demais funcionários da mesma repartição; Gabriel Rocha, L. Mattos Baptista Gomes, C. Geraldes e Carneiro Sobrinho, pela Câmara Municipal de Agudos; senador dr. Mello Peixoto, B. Brandão, presidente da Câmara Municipal do Pinhal; dr. J. D. Pinto Ferraz, pelo diretório de Ribeirão Bonito; Câmara Municipal da mesma cidade; E. Passos, pela Câmara Municipal de Caraguatatuba; deputado Theophilo de Andrade, pela municipalidade de Jaboticabal, câmara e diretório de Porto Feliz e outros.

– A exma. viúva, sra. d. Anna Gabriella e Campos Salles, recebeu inúmeros telegramas de pêsames, entre os quais os seguintes:

Aceite v. exa. e sua ilustre família a expressão do nosso profundo pesar.

“A nossa Pátria acaba de perder, na pessoa do eminente homem de Estado dr. Campos Salles, um dos seus mais dignos servidores, o Estado de São Paulo um dos seus mais queridos filhos. Espero que v. exa. consinta que, como última homenagem ao grande estadista, o Estado de São Paulo se incumba de seus funerais. – São Paulo, 28 de junho de 1913 – Rodrigues Alves“.

Consternado pelo inesperado falecimento de nosso saudoso e prezado amigo, senador Campos Salles, e compartilhando de sua intensa mágoa, peço-lhe aceitar os nossos pêsames sinceros. – Rio de Janeiro, 28 de junho de 1913 – Pinheiro Machado e senhora“.

Queira aceitar v. exa. as minhas profundas condolências. – Rio de Janeiro, 28 de junho de 1913. – Sabino Barroso, presidente da Câmara dos Deputados“.

Apresento a v. exa. os mais sinceros sentimentos de pesar, pelo prematuro falecimento do seu digno e honrado marido, o eminente brasileiro senador Campos Salles, a quem o Brasil e o nosso Estado devem inolvidáveis serviços. – São Paulo, 28 de junho de 1913. – Carlos Guimarães“.

Apresento a v. exa. e exma. família os meus profundos sentimentos de pesar, pela grande desgraça que nos feriu. – Rio de Janeiro, 28 de junho de 1913. – Arnolpho Azevedo“.

Profunda e dolorosamente surpreendido com a morte de meu bom e carinhoso amigo, dr. Campos Salles, acompanho a sua dor, acabrunhadíssimo. – São Bartholomeu, 28 de junho de 1913. – Rodolpho Miranda“.

O Centro Paulista envia condolências pela morte do grande repúblico e glorioso filho de São Paulo. – Rio, 28 de junho de 1913. – Major Rocha Lima, secretário“.

Eu e minha família choramos com v. exa. e exma. família o falecimento do dr. Campos Salles, o brasileiro benemérito, que por mais longos e sucessivos anos, com probidade e saber, no Império mais atuou para a fundação da República, e na República o estadista que, com superioridade de vista e rara abnegação, mais atuou para a consolidação e bons créditos das instituições de que foi um dos mais eminentes fundadores. – São Paulo, 28 de junho de 1913. – A. Moreira da Silva“.

– Ao sr. dr. Paulo de Campos Salles foi transmitido o seguinte telegrama:

Sinceros e profundos pêsames. – Rio de Janeiro, 28. – Arnolpho Azevedo“.

Os funerais

Os funerais do dr. Campos Salles, feitos por conta do Estado, serão soleníssimos.

A cerimônia fúnebre está marcada para as 10 horas da manhã. A essa hora será celebrada missa de corpo presente pelo sr. d. Duardte Leopoldo, arcebispo metropolitano, acolitado por monsenhor Benedicto de Souza e padre Pericles Barbosa, auxiliado por padres da comunidade do Sagrado Coração de Maria.

Findas as cerimônias religiosas, formar-se-á o préstito, em demanda do cemitério da Consolação, onde se procederá novamente à encomendação do cadáver. Por ocasião do enterro, e de acordo com as determinações do governo, mandando prestar honras militares iguais às de chefe de Estado, formarão duas seções de lanceiros da cavalaria e a companhia de guerra do primeiro batalhão, envergando todos o uniforme de grande gala.

O primeiro batalhão formará em linha desenvolvida na Rua Jaguaribe, até à saída do caixão mortuário, e o corpo de cavalaria estará formado ao fundo daquela rua.

Na organização do cortejo, os clarins tomarão a frente, seguidos de suas seções da cavalaria, depois a banda e música, devendo a infantaria guarnecer os flancos do préstito, acompanhando-o até ao cemitério.

A ordem do préstito é a seguinte:

I – Clarins da cavalaria;

II – Seções da cavalaria;

III – Coche mortuário;

IV – Coche do Pároco;

V – Coches de coroas;

VI – Carruagens da família;

VII – Carruagem da presidência do Estado;

VIII – Carruagem da vice-presidência;

IX – Comissão do Congresso Federal;

X – Presidente do Senado;

XI – Presidente da Câmara;

XII – Presidente do Tribunal de Justiça;

XIII – Secretário da Justiça e da Segurança Pública;

XIV – Secretário do Interior;

XV – Arcebispo;

XVI – General comandante da 10ª região militar;]

XVII – Coronel chefe da missão francesa;

XVIII – Comando geral da Força Pública;

XIX – Cônsules;

XX – Prefeito do município da capital;

XXI – Seções da cavalaria.

Daí em diante seguirão as carruagens pela ordem de chegada.

De acordo com as medidas resolvidas para o serviço de policiamento, só é permitida a entrada dos veículos pela Avenida Angélica, de onde tomarão a Rua Jaguaribe, até a igreja, onde os condutores de veículos receberão instruções para a colocação que deverão ter na Avenida Angélica, ponto designado para aguardarem a saída do enterro.

O policiamento, dirigido pelo dr. Rudge Ramos, será feito por 200 praças da infantaria, todas com uniforme de grande gala.

No cemitério da Consolação, o policiamento está a cargo dos drs. Franklin Piza e Antonio Nacarato.

O cortejo fúnebre obedecerá o seguinte itinerário: Rua Jaguaribe, Praça Alexandre Herculano, Rua Amaral Gurgel e Rua da Consolação.

Em todas as ruas por onde o cortejo fará o trajeto, os lampiões da iluminação pública conservar-se-ão acesos e envolvidos em crepe.

(N. E.: a reportagem continua na página 6 do jornal de 29/6/1913, com as repercussões em outras cidades do interior paulista e do país):


Imagem: reprodução da página 6 do jornal O Estado de S. Paulo de 29 de junho de 1913

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