Cervejaria Columbia

Publicado 21/05/2014 por lcs2308

  O italiano Ângelo Franceschini, veio da Itália para o Brasil em 1875 e, em 1880 junto com Ângelo Belluomini, seu sócio, fundou sua primeira fábrica de cerveja, a fábrica de Cerveja Guarany, na Rua Cônego Scipião (antiga Rua Vinte e Quatro de Maio), n. 19, prédio que até 1988 ainda resistia ao tempo.

      Em 22 de agosto de 1885, o jornal Gazeta de Campinas, publicou que foi realizada nos salões da Faculdade de Direito, em São Paulo, a Exposição Provincial e que obtiveram prêmios nessa exposição diversos expositores de Campinas. Entre os produtos premiados constava a cerveja branca de A. Franceschini & A. Belluomini.

  Em 1906, através de seu fundador Ângelo Franceschini, a fábrica de cerveja e “Gelo Columbia”, começou a funcionar  no prédio de tijolo da  Avenida Andrade Neves, 103. Esse prédio construí­do em 1873 para abrigar a Cia. MacHardy, primeira fundição de Campinas. Foi comprado pela Columbia quando a Cia. MacHardy enfrentou problemas financeiros no final do século 19 e se transferiu para próximo de sua concorrente, a Fábrica Lidgerwood. 

        O capital empregado foi de 1,727:091$736 (1 milhão, 727 mil, 91 contos e 736 reis), todos os produtos eram elaborados com matéria-prima alemã£. Seus produtos receberam medalhas de ouro e diploma de honra nas exposições de Torino em 1911 e em Roma em 1913. 

        Fabricava entre outras, as cervejas: Franciscana, Duqueza, Colúmbia, Negrita e ainda o Guaraná Cristal.

        A produção anual de cerveja, refrescos, gasosas, água mineral e xaropes eram de 15 mil hectolitros. Seu movimento era de cerca de 1500 contos por ano. A fábrica utilizava 70 empregados e tinha importação anual de 100:000$000 (cem mil contos de reis).

 

Cervejaria Columbia - 1922 1-

 

Cervejaria Columbia - 1922 2-

Cervejaria Columbia - 1922 3-                  Acima o edifício da fábrica na Avenida Andrade Neves, números 80 e 82;

 

Cervejaria Columbia - 1922 4-

        Acima laboratório químico, vendo-se os Srs. Ângelo Franceschini, proprietário; Guido Franceschini, auxiliar; Luiz Helmpel, diretor técnico;

 

Cervejaria Columbia - 1922 5-

            Acima seção de engarrafamento;

 

Cervejaria Columbia - 1922 6-                  Acima a seção de pasteurização, rotulagem e selagem; 

 

Cervejaria Columbia - 1922 7-               Acima seção de fabricação de gelo.
        

 A partir de 1930, foi fabricada uma cerveja preta, criada em homenagem ao cavalo de nome “Mossoró” que ganhou o 1º Grande Prêmio do Brasil, no rótulo da garrafa de cerveja estava estampada a cara do cavalo campeão.

          Em 1957, a fábrica foi incorporada pela Antarctica, transformando o prédio em deposito de sua fábrica que já existia ao lado. Gradativamente os produtos da Columbia deixaram de ser produzidos, a Antarctica ainda produziu por um certo tempo a cerveja preta Mossoró.

 No dia 1 de outubro de 2004, envolvendo a Prefeitura, a Sanasa e a AmBev; O terreno que tem 2.736,30 m2, dos quais 1.691,20 m2 de área construída e que se encontra vazio e abandonado desde 1989, foi desapropriado por decreto, pela Prefeitura. 
     
Cervejaria Columbia, e, 1921. Na foto da esquerda para direita: José Strazzacappa, Arthuro Santucci, Duílio Franceschini e Ângelo Franceschini.
Acervo Nelson Santucci Torres:
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  Cervejaria Columbia. 1- Angelo Franceschini; 2- Artguro Santucci; 3- Orlando Santucci: 

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Theresa Gava Francheschini, Carolina Izabel Franceschini Santucci, Ida Franceschini Strazzacappa, Orestes Franceschini e Ângelo Franceschini (fundador da Cervejaria), por volta de de 1895/96: 

Thereza Gava Francheschini, Ida Franceschini, Carolina Franceschini, Orestes Franceschini e Angelo Franceschini

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8 comentários em “Cervejaria Columbia

  • A Cerveja Preta MOSSORÓ era muito consumida na década de 50/60. Mossoró: preta, boa e gostosa, era o slogan na propaganda. Era também patrocinadora
    do nosso programa da Rádio Brasil de Campinas, da Jornada Esportiva Mossoró, da qual eu era integrante na locução desportiva.
    Gosto muito da cerveja, e como hoje não existe mais, substituo pela Caracú.

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