Vicente Ghilardi

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Um ator que fez sucesso na Semana Santa Vicente Ghilardi foi ator do teatro amador de Campinas e fundador do Grêmio Artístico Bandeirantes (GAB). O amor que tinha pelo teatro pode ser sentido nestas palavras: “Para ser amador era preciso ter abnegação, despender sacrifícios, esquecer os divertimentos quando se assumia a responsabilidade de se apresentar perante uma plateia. Não se falava em remuneração, tudo era arranjado pelo esforço de cada um, com sacrifício dos seus bolsos.” Nascido em 6 de dezembro de 1902. Ghilardi participou de diversos espetáculos e, em 1945, para comemorar os 14 anos do GAB, montou a peça sacra O Mártir do Calvário, de Eduardo Garrido, no Municipal de Campinas, em duas sessões diárias. Ele interpretava Jesus Cristo. “Sempre procurei fazê-lo com carinho, dando o máximo de meu esforço”, disse na época. Muita gente achava loucura a montagem ter duas sessões durante sete dias. No Domingo de Ramos, como contou o ator, “conseguimos apanhar meia casa nas duas sessões”. Já nos dias que se seguiram o cenário foi diferente. “Era incrível a multidão que se dirigia ao Teatro Municipal. As filas que circundavam o teatro deixavam todos admirados. Nas Semanas Santas de 1946, 1947 e 1948, a peça continuou a manter seu recorde de representações e bilheteria”, informou. Ghilardi também foi locutor da Rádio Educadora de Campinas (PRC-9), além de fundador e primeiro diretor artístico de radioteatro. Escreveu: “E assim, em 2 de julho de 1941, pela primeira vez, Campinas ouviu o seu elenco de radioteatro, que estreou auspiciosamente com a peça O Rosário”. Posteriormente, dirigiu o teatro de novelas, que foi ao ar a partir de 1948, com o fim do radioteatro. Ainda apresentava o Carnaval de rua de Campinas, no tempo em que os desfiles aconteciam na Avenida Andrade Neves. Ficava no palanque principal no comando da folia, sempre animadíssimo. NOME DE RUA Vicente Ghilardi atuou em um filme produzido em Campinas entre 1955 e 1957, A Lei do Sertão, hoje parte do acervo do Museu da Imagem e do Som (MIS) da cidade. Ele teve quatro filhos: Cícero, Benedicto (1927-2006) e José (1927-1978), gêmeos e Marco Antônio (1943-1986), todos falecidos. Marco Antônio trilhou seu caminho no teatro de Campinas, mas morreu aos 43 anos, em 1986. Vicente casou-se duas vezes – a primeira com D. Maria Bueno Ghilardi, que morreu aos 27 anos, em 1932, mãe de seus três primeiros filhos: * Cícero, casado com Yolanda Purchio, * Benedicto, casado com Benedicta Moser e José; a segunda com D. Regina da Conceição Pires Ghilardi, (1904-1986), mãe de Marco Antônio. Vicente morreu em 29 de setembro de 1959. A Rua Vicente Ghilardi fica no Jardim Chapadão.

 

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Túmulo dos Ghilardi!

 

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