FRANCISCO GLYCÉRIO

 

Francisco Glycério Cerqueira Leite, nasceu em 15 de agosto de 1846, na Fazenda Pau D’Alho, nesta cidade. Era filho  do Tenente Antônio Benedicto de Cerqueira Leite e da  Sra. Maria Zelinda da Conceição.Imagem

 

Tinha como irmãos: Antônia Benedicta, Maria Jacintha, Olegário, Candida Rosa, Jorge Miranda, Maria Pureza, Antonio Benedicto Filho, Júlio César, Leão e Eloy Cerqueira.

Trabalhava como tipógrafo,  professor de primeiras letras e escrevente de cartório. Mas tarde conseguiu o título de advogado provisionado. No Direito, passou a prosperar, mesmo sendo autodidata. Foi fotógrafo também era maçom.

Republicano e abolicionista, ele esteve envolvido na jornada de 15 de novembro de 1889.

Glycério, era a figura que fazia a propaganda da República, em São Paulo. Em conhecimento político outros poderiam superá-lo, mas em carisma e poder de convencimento ele era imbatível. Glycério era a encarnação do Partido Republicano Paulista.

Em 1888, quando Dom Pedro II estava doente na Europa, Glycério leu um manifesto do Diretório de São Paulo, num comício aqui, propondo ao povo que em caso de morte do imperador, todos fossem convocado para decidirem se queriam o 3° Reinado da princesa Isabel, ou um novo regime.

Apesar da mais ampla liberdade de opinião vigente no Segundo Reinado, nunca se havia pensado, antes de 1870, da criação de um Partido Republicano. Somente no ano do término da Guerra do Paraguai, alguns liberais aliados a alguns jovens que ainda não haviam participado de atividades políticas assinaram, em 3 de dezembro de 1870, um manifesto republicano, fundando um clube e um jornal com essa tendência política.

Como o partido, criado em 1870 recebeu adesões nas províncias, especialmente na de São Paulo, onde se realizaram duas convenções em 1873: uma na capital e outra em Itu.

Nas principais províncias crescia o número de adeptos da República: em São Paulo, Francisco Glycério, Américo Brasiliense e dois futuros presidentes, Prudente José de Morais e Manuel Ferraz de Campos Sales; em Minas Gerais, Antônio Olinto dos Santos Pires e João Pinheiro; no Rio Grande do Sul, Júlio de Castilhos e Assis Brasil; em Pernambuco, Martins Junior.

No Rio de Janeiro, dentre os republicanos, salientam-se Quintino Bocaiuva, Silva Jardim e Lopes Trovão, e na Escola Militar tinha adeptos entre seus discípulos o professor positivista Benjamin Constant Botelho de Magalhães.

Em 1890, no Governo Provisório, atingiu o posto de Ministro da Agricultura, deputado federal de 1891 a 1899 e senador da República Velha de 1902 a 1916. Dá nome a diversos logradouros brasileiros, como a Rua General Glycério, no bairro das LaranjeirasRio de Janeiro, e a Av. Francisco Glycério, importante via do Centro desta cidade.

Morreu no Rio de Janeiro, 12 de abril de 1916. Era casado com Adelina Melloni Glycério. Tinha como filhos:  Clotilde Glycerio de Freitas, casada com o dr. Uladisláu Herculano de Freitas Guimarães, deputado estadual,  Dr. Clóvis Glycério, engenheiro industrial, casado com Lucilla Rocha Giycerio, Henriqueta Glycerio, Maria Zelinda Glycerio .

Francisco, com a família. Cerca de 1900:

Imagem

 

Carta  endereçada ao Dr. Heitor Penteado por Francisco Glycério.  Acervo Luiz Heitor Penteado de Almeida Bicudo:Imagem

 

Abaixo a transcrição da carta. Lembrando que 1 ano após (12 de abril de 1916) esta carta; falecia o autor da mesma: 

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 Casa de Francisco Glycério 

   *Abaixo dados publicados em 04 de outubro de 1978.

 

Camila, Marina, Marcello e Guilherme Glycério de Freitas, em 1960.
Camila, Marina, Marcello e Guilherme Glycério de Freitas, em 1960.

 

Clóvis Glycério Gracie de Freitas e Naydina Aranha de Freitas embarcando para a Suécia, em 1958.
Clóvis Glycério Gracie de Freitas e Naydina Aranha de Freitas embarcando para a Suécia, em 1958.

 

Família Glycério, em 31.05.1963  Sentados: Luiz Freitas, Marina Glycério de Freitas, Myriam Martins Bonilha de Freitas, Camila Glycério de Freitas e Marcello Glycério. Em pé: Luiz Glycério Gracie de Freitas, Guilherme Glycério de Freitas e Francisco Glycério Freitas Neto.   Acervo "Marcello Glycério"
Família Glycério, em 31.05.1963
Sentados: Luiz Freitas, Marina Glycério de Freitas, Myriam Martins Bonilha de Freitas, Camila Glycério de Freitas e Marcello Glycério. Em pé: Luiz Glycério Gracie de Freitas, Guilherme Glycério de Freitas e Francisco Glycério Freitas Neto.
Acervo “Marcello Glycério”

 

Luiz Glycerio G. Freitas e Myriam Bonilha.
Luiz Glycerio G. Freitas e Myriam Bonilha.

 

Luiz Glycério Gracie de Freitas e Myriam Martins Bonilha, em 1945.jpg
Luiz Glycério Gracie de Freitas e Myriam Martins Bonilha, em 1945.

 

Luiz Glycerio Gracie de Freitas, campeão sul americano de atletismo saltando no Clube Paulistano, anos 30.

 

Luiz, Francisco, Guilherme, Camila e Marina Glycério.jpg
Luiz, Francisco, Guilherme, Camila e Marina Glycério.

 

Marcello e Myriam Bonilha, em 05.1958.
Marcello e Myriam Bonilha, em 05.1958.

 

Myriam Martins Bonilha e Luiz Glycério Gracie de Freitas, em 21.12.1946
Myriam Martins Bonilha e Luiz Glycério Gracie de Freitas, em 21.12.1946

 

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5 comentários

  1. Alguns “detalhes” como lembrar que era neto de escravos, portanto afrodescendente, também Maçon e explicar de onde saiu o “General” já que ele não desenvolveu carreira militar, teriam maior responsabilidade histórica do que focar nos descendentes já “livres da marca”…

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  2. Caro Juarez Silva, gostaria que confirmasse que o personagem acima citado era neto de escravos com a fonte de sua afirmação, documentos, etc. Como ele era abolicionista, seria interessante confirmar esse detalhe, apenas para fundamentação histórica. Quanto ao título “General”, fineza consultar biografia no site da Universidade Federal de Campina Grande, que explica: “General honorário do Exército, por participar do governo provisório”…link a seguir: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/FrancGCL.html. Mas fiquei com uma dúvida, o que você quis dizer com “focar nos descendentes já livres da marca”?

    Curtido por 1 pessoa

  3. Prezada Mara.
    Descendo de um dos irmãos do General Francisco Glycerio.
    Trata-se do Coronel Júlio Cesar de Cerqueira Leite, casado com Francisca de Andrade Paula Vianna.
    Julio Cesar, como Francisco Glycerio e seus outros irmãos, eram filhos do grande fazendeiro, Antonio Benedicto de Cerqueira Leite que veio a se casar com Maria Zelinda da Conceição.
    Agora, vamos a ela e retroagiremos ainda mais.
    Um nobre português de Braga, Dom José Duarte Correa de Sá, 11o filho de dom Sebastião Correa de Sá, nasceu em 1.759 e, mais tarde, estabeleceu-se em Minas de Nossa Sra. do Rosário de Meia Ponte- goiás e viveu, maritalmente com sua provável mucama, Maria Bárbara da Conceição, com quem tiveram um filho de nome Antonio Remigio Ordonhes em 1.798.
    Logo após, o nascimento, deixa seu companheiro e se muda com o filho para Santa Anna do Sapucahy (Silvianópolis) e passa a viver com José da Silva Barros, com quem teve a Maria Zelinda da Conceição, esta que se casou com o Antonio Benedicto de Cerqueira Leite, pais de Francisco Glycerio.
    Antonio Benedicto era de uma das mais influentes famílias campineiras, dono da Fazenda Pau DÀlho e sua esposa, embora tivesse mãe negra ou mulata, tinha uma educação refinadíssima, foi carinhosa e afetiva com os filhos e recebia em sua casa, a elite política da região e era respeitadíssima.
    Certamente, seu sangue materno, acabou influenciando a formação republicana e abolicionista de todos os seus filhos.
    Cabe dizer que o Antonio Benedicto chamou e amparou muitos dos sobrinhos de sua esposa, filhos de Antonio Remigio Ordonhes que, muito agradecidos, a maior parte adotou o sobrenome do marido da tia, “Cerqueira Leite” que carregam todos até hoje, muito orgulhosos.
    Portanto, tem o sr. Juarez razão em falar das origens afro ascendentes de Francisco Glycerio que, ao contrário de seu irmão Cel Julio Cesar, Francisco tinha nítidos traços de sua ascendência africana.
    A propósito, soube disto apenas recentemente e me senti ainda mais orgulhoso em saber que agora, com estas ainda que poucas gotas de sangue africano, me sinto mais brasileiro que qualquer cidadão.
    E o fato de descender de heróis republicanos . abolicionistas e, no meu caso, heói da guerra do Paraguay, só me faz explodir de orgulho.

    Grato,

    Luiz Carlos Dias Nogueira

    Curtido por 1 pessoa

    • Bravo, Luiz!
      Júlio Cézar e Francisca estão sepultados no Cemitério da Saudade (o túmulo precisa de manutenção) aqui em Campinas, assim, como de Glycério.

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      • Prezado,
        Grato pela informação.
        Como residiam em Itatiba, achei que tivessem sido sepultados por lá.
        Não tenho qualquer informação sobre Francisca. Talvez, no Cemitério da Saudade
        consiga, ao menos, os nomes de seus pais.

        Mais uma vez, grato.

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