José Ferraz de Campos Filho

Jornal Diário do Povo, edição de domingo, dia 30 de novembro de 1975, onde foi entrevistado ‘seu’ Zé. Segue foto da reportagem e entrevista: 

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“Sem Retoque” (a sessão do Especial, o suplemento do Jornal Diário do Povo, na edição dos domingos) costuma descer ou subir no que se costuma denominar escala social, mas sua escala de valores pessoais tende sempre a seguir a mesma linha: focalizar pessoas que fazem, agem, sentem, entendem. E hoje, com o devido respeito ao cidadão José Ferraz de Campos Filho nascido aos 23 de dezembro de 1923, em Pedreira(SP), vamos tratá-lo carinhosamente de “seu Zé”, pois é assim que todos o conhecem, fregueses e amigos ao mesmo tempo da Casa das Vitaminas, em funcionamento há quinze anos na General Osório.

Característica principal: uma bondade emanente, aquela que atinge de forma tal que, de imediato consideramos a pessoa a simpatia personificada e sabemos que deforma alguma ela irá desmerecer um gesto ou um sorriso amigo. Agora, deixo com vocês, seu Zé, em suas próprias simples palavras. 

“Até os 25 anos tive um trabalho árduo na lavoura. Quando vim pra Campinas já estava casado e pai de três filhos. Trabalhei então como motorista de táxi até o ano de 1959. Depois desta época achei que seria melhor mudar de atividade e juntamente com minha esposa Terezinha fundamos a Casa das Vitaminas. 
Este foi e continua sendo o serviço que mais me realiza, porque é um ramo de que sempre gostei muito, mantendo sempre um contato com pessoas que aos poucos vão se tornando amigos. Terezinha e eu somos felizes por podermos desenvolver nosso trabalho juntos em todos estes anos”. (Seu Zé)

  O “pinga-fogo” do repórter e as respostas do “Seu Zé”:

Qual é a melhor arma pra destruir um inimigo? – Rezar por sua intenção. 

O que um verdadeiro político deve pensar em primeiro lugar? – Nos seus deveres para com a Pátria. 

“A bolsa ou a vida”…você reagiria? – Não. Todo o dinheiro não vale uma vida. 

Morte, início de uma nova vida ou fim de tudo? – Início de uma nova vida. 

Qual a renúncia que lhe doeu mais? – Estudar. 

Qual seria o seu último desejo? – Na hora da morte um padre para a confissão. 

O que lhe pesa mais na escala de valores? – O caráter. 

Em que você é superior aos outros? – Todos somos iguais. 

O essencial é invisível aos olhos? – Sim. 

Confiar ou desconfiar? – Confiar sempre. 

Qual a pergunta que você gostaria que fosse feita para o próximo entrevistado? – Sou esportista, gosto dos dois times de Campinas. Deve haver rivalidade ou não?

* Acervo: Hamilton Pires

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