Carlito Maia

Publicado 30/07/2014 por lcs2308

   Antônio Carlos Maia, nasceu em 29 de julho de 1903. Filho do Dr. Orosimbo e de Maria Maurício Maia.

 

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Carlito

 

 Formou-se em medicina, no Rio de Janeiro, em 1930, tendo se especializado em anestesia e trabalhado na área por mais de 20 anos, no Hospital ‘Beneficência Portuguesa’.

Carlito Maia e sua sobrinha Otávia Pagano, em 1946. Acervo 'Otávia(Tita) Pagano Muraro';

Carlito Maia e sua sobrinha, Otávia Pagano, em 1946. Acervo ‘Otávia (Tita) Pagano Mêo Muraro’;

   

   Artista múltiplo, Carlito Maia, destacou-se em diversos campos. Como pintor, ele realizou algumas exposições, todas muito bem sucedidas. Pintava especialmente pássaros e flores, mas obteve sucesso excepcional em uma exposição de pintura em biombos.  Ator dos tempos de Procópio Ferreira, de quem era amigo pessoal, foi no meio teatral que ganhou a alcunha de “Carlito” Maia. Quando estudava no Rio, integrou o “cast” de novelas da Rádio Nacional. O Rio de Janeiro teve um papel central na vida de Carlos Maia, sobretudo os bailes de carnaval cariocas, que por muitos anos contaram com a sua presença e com uma das facetas de sua arte: a confecção de luxuosas fantasias que ele próprio exibia. Também trabalhou um tempo na Rádio Nacional no Rio de Janeiro.

 

Grêmio Artístico Luso-Brasileiro, em 25/12/1937. Carlito está na primeira fileira de terno branco.

Grêmio Artístico Luso-Brasileiro, em 25/12/1937. Carlito está na primeira fileira de terno branco.

 

Carlito costumava contar que interpretou Jesus Cristo no teatro mais de 300 vezes, sendo a primeira aos dois anos de idade, na peça “Pastoral” de Coelho Neto, encenada por um grupo de intelectuais que se reunia na “Casa Livro Azul”, tradicional propriedade de Antônio Benedicto Castro Mendes. Carlos Maia se dizia um meteur en scene, porque além de atuar, dirigia e cuidava dos cenários de suas apresentações.

Em entrevistas à imprensa, Carlito enfatiza sua relação visceral com a arte: o médico tinha o hábito de recitar poesias ao anestesiar um paciente. Mas talvez o meio artístico que mais fascínio exerceu sobre Carlito tenha sido o Carnaval. Em concursos carnavalescos, em especial no Tênis Clube, suas fantasias eram sempre as mais esperadas, e cujos prêmios, o levaram a Europa por duas vezes.

Nomeado Assistente de Arte da Prefeitura Municipal de Campinas, Carlito promoveu uma série de eventos culturais na cidade, além de ministrar cursos de teatro. Sendo um nome de destaque no meio artístico campineiro e muito famoso por suas fantasias carnavalescas e pelos bailes que promovia na cidade, acredita-se que Carlito, com sua sensibilidade e talentos artísticos – que constituíam uma faceta importante de sua personalidade e, de certa forma, eram complementares – buscava na arte uma espécie de “válvula de escape” à um exercício profissional que exigia responsabilidade, atenção e convívio com a morte. Dessa forma, Carlito Maia, além de médico, marcou também a cena artística campineira da primeira metade do século passado, introduzindo criatividade e ousadia numa cidade onde a religiosidade e o decoro haviam sido marcas significativas no século XIX. Ele dizia: “Meu filho estão colocando flores no defunto (dizendo que agora que ele tinha dinheiro, recebendo um salário decente, ele já não tinha saúde, juventude para usufruir deste dinheiro)”.

Da esquerda para a direita: José Nunes, ex-prefeito Lauro Péricles Gonçalves, Carlito Maia e Dener Plamplona de Arreu, década de 1970. Coleção João Caetano Monteiro.

 Era solteiro, faleceu em Campinas, no dia 12 de junho de 1977, aos 73 anos. Recebeu diversas homenagens entre elas da nome a avenida no Jardim Centenário e no teatro do Bosque dos Jequitibás.

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Carlito Maia.

Carlito

Carlito Maia, em da peça - 1950.

Carlito Maia, em apresentação da peça ‘Aladdin e a lâmpada maravilhosa’, em 1950.

Carlito Maia, em apresentação da peça  Aladdin e a lâmpada maravilhosa, em 1950.

Carlito Maia, em apresentação da peça ‘Aladdin e a lâmpada maravilhosa’, em 1950.

Carlito Maia, em 1950.

Carlito Maia, em apresentação da peça ‘Aladdin e a lâmpada maravilhosa’, em 1950.

Carlito Maia no Grupo de Teatro no qual participava.

Carlito Maia no Grupo de Teatro no qual participava.

Bibliografia

– VILAGELLIN, Arthur. “Dossiê Rua Carlos Maia” in Série: Ruas e Praças de Campinas, Fundo Arthur Pereira Vilagellin. Arquivos Históricos, Centro de Memória – UNICAMP.

 Patrícia Xavier Leonardo, historiadora.

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5 comentários em “Carlito Maia

  • Participei da peça Paixão de Cristo com ele (personagem de Cristo) e eu como Nicodemo, Pilatos Marcos Guilhardi, Maria – Mariluci Lopes e um grande elenco, no começo dos anos 70 no Teatro Castro Mendes.

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  • Conheci o Sr. Dr. Carlito, em 1966, na Praça |Carlos Gomes, defronte ao Edifício Agulhas Negras, onde ele morava, apresentado pela minha namorada, depois esposa, sua vizinha.

    Curtido por 1 pessoa

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