Dito Colarinho

Publicado 08/01/2015 por lcs2308

Muitas das figuras populares de Campinas ficaram conhecidas na década de 50,  foi o caso de Benedito Vasconcelos Siqueira, conhecido popularmente como “Dito Colarinho”.

Dito Colarinho, em 1954.

Dito Colarinho, em 1954.

Nascido nesta cidade, na Rua Culto à Ciência, 59,  o carroceiro estava sempre vestido de terno e gravata, por isso a alcunha Dito Colarinho.
Era simpático e popular, tanto que, quando seu cavalo morreu, ganhou outro dos populares para continuar seu trabalho de carroceiro. Ficava parado na antiga Estação Fepasa, sempre à espera de carretos.

“Pessoas Importantes

Tempos gostosos que não voltarão mais. Eu, da vida um quase estreante.

Corria o ano de 1947. Eu trabalhava num bar, café e restaurante na Rua Treze de Maio, esquina de Saldanha Marinho. Com meus 13 anos estava atento a tudo o que acontecia, e aprendia muita coisa.

O movimento era enorme. Quanta gente importante. Médicos, delegados de polícia, escriturários, enfim gente de todas as classes sociais de Campinas freqüentava o nosso bar.

Havia o Sr. Domingos, que era dinamarquês e tinha uma marcenaria nas imediações. Toda tardinha ele chegava, sentava em sua cadeira predileta e das 17:30 h até as 19:00 h tomava 6 cervejas sem gelo, depois saia firme e ia jantar. Aos sábados ele chegava com a esposa, que era norueguesa, e no mesmo espaço de tempo bebiam juntos uma dúzia de cervejas, sempre sem gelo. Despediam-se de nós parecendo que tinham tomado apenas um copo de água. A idade deles: Sr. Domingos 68 anos e a Sra. Cristina 67 anos.

Dito. Foto extraída do livro "Tipos Populares - Fisionomias de Uma Cidade", João Lanaro, 1954.

Dito. Foto extraída do livro “Tipos Populares – Fisionomias de Uma Cidade”, João Lanaro, 1954.

Um dos nossos fregueses mais ilustres era o Sr. Dito Colarinho. Ele era um senhor muito negro que parecia até que havia sido pintado desta cor. Sempre usava uma camisa com colarinho imaculadamente branco e uma gravata borboleta preta. O Sr. Dito era o carroceiro mais antigo de Campinas. Era conhecido na cidade inteira, pois fazia carretos da Estação Ferroviária para a cidade toda. Quando ele parou, deixou muita saudade.” – Laércio

Relatos

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