Orlando Carpino

Orlando Carpino, campineiro, nasceu no dia 10 de março de 1910. Filho do comerciante  Francisco Carpino e de Rosa Gagliardi Carpino. Foi Jrnalista, Poeta e Escritor.

Orlando Carpino
Orlando Carpino.

 

Tinha como irmãos: Luiz; Vicente; Oswaldo Ernesto; Álvaro; Profa. Yolanda; Profa. Leontina; Odette e Marieta Carpino Caricchio. Sobrinho de: Miguel; Pedro; Anna; Januário; Loreta e João Gagliardi.

Primo de: Vicente; Angelino; Aristides Carpino; Francisco; Humberto; Mário Octacílio; Maria; Rosa (que tentou se suicidar em um açougue na Av.  Dr. Moraes Salles); Ermelinda e Genny Gagliardi.

Orlando Carpino, com o pseudônimo de “Ruy Blaz” e com outros, foi um assíduo e brilhante colaborador da seções literárias dos jornais locais, paulistanos e cariocas. Desde logo, tornou-se um orientador entre os jovens que se entregavam às letras e, em fins de 1929, fundava o “Centro Literário Bento Quirino”, que se transformou posteriormente em “Centro Campineiro de Letras”.

Ingressando para o Jornalismo, lançou o periódico “Campinas”.  Poeta, deixou no prelo um volume de poesias “Potestade”, publicado em 1932, no qual Orlando Carpino exalça soberbamente as belezas divinais dos voos das andorinhas admiradas de Ruy Barbosa e a meiguice das palmeiras imperiais em devaneios pelo ventos suaves das manhãs e das tardes campineiras.

Morreu, no dia 11 de maio de 1935, sábado, às 22h30, cercado pelo carinho da família, encontrava-se em sua residência na Av. Dr. Campos Salles, 112, vitimado por insidiosa e inexorável moléstia. Causou verdadeira consternação, não só em Campinas, como em muitas cidades do Estado. Foi enterrado no dia seguinte, às 16h00, saindo o feretro de sua residência. Figuras representativas acompanharam os restos mortais do grande poeta, a sua última morada, na necrópole do Cemitério da Saudade. Inúmeras coroas de flores e “corbeilles” com sentidas lembranças ficaram o significado a grande perda sofrida pelos parentes e amigos.

O jornalista, Paulo do Amaral Pompeu, em nome dos companheiros de jornada de Orlando Carpino, referiu, à beira da sepultura perpetua, a comoção e a mágoa pelo prematuro desaparecimento do inteligente colega, lembrando sua obra jornalística e intelectual, norteada pelo amor extremado à terra que o recebia em seu seio eterno e profundo. Não sabia dizer – terminou o orador – ” Se expressar ao morto querido, adeus ou até logo, porque ele estaria sempre ao lado dos que o estimaram e compreenderam o seu grande valor”.

Foi de fato um “Enamorado de Campinas” porque a ela devotou sua inteligência a até sua própria vida.

Em sua homenagem deu se nome a uma Escola, no Jardim Ouro Branco e a rua no Bairro Chapadão.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s