Cine Colyseu Campineiro

Publicado 05/04/2015 por lcs2308

O Cine Colyseu Campineiro, era situado na Rua César Bierrenbach(Rua do Góes) X Irmã Serafina(Rua Sete de Setembro). Era uma casa de diversões, que começou com atrações de touradas, “circo de touros”, luta romana entre outros. De circo, passou a ser cinema, sendo aproveitada a parte de sua estrutura que a princípio, somente os lados eram forrados de madeira, ficam a parte de cima, coberta de lona, mais tarde também substituída por madeira.

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Praça Carlos Gomes, final dos anos 20. Ao fundo o Colyseu. Coleção V8(Aristides Pedro da Silva)

Sua capacidade era para duas mil pessoas acomodadas, mas muitas vezes, a lotação alcançou mais de três mil espectadores. Até cães, acompanhados de seus donos, ali penetravam. A direção da casa estava a cargo de Luiz Vianna, tinha larga visão quando se tratava de cinema.

05.04.1916

05.04.1916

Costumava alugar um bonde por algumas horas e depois de o forrar com grandes tabuletas, em seus dois lados, e à parte da frente, eram posto trinta músicos, todos com seus devidos instrumentos, e partia pelos bairros campineiros. Os cartazes traziam em letras garrafais os títulos dos filmes que naquele dia seriam exibidos no Colyseu. Era de se ver a alegria da população, quando via os acordes das marchas e dobrados. Não havia uma pessoa que, estando na sua residência ou no próprio local de trabalho, não viesse à rua para ver a banda passar. Também ficavam no bonde, dois garotos um conhecido como “Tatu” e outro de nome “Ferreira”, que distribuíam os programas do dia.4

06.09.1915

06.09.1915

08.01.1916

08.01.1916

11.02.1901

11.02.1901

O Colyseu, tinha duas entradas uma pela César Bierrenbach, e outra pela Irmã Serafina. Eram porteiros: o Sr. Arsênio, “Seu” Machado, Luiz Maiusca e o “Mudinho”. Os meninos, quando tinham dinheiro, procuravam pular o muro que existia no Beco do Rodovalho; Algumas vezes eram pegos em flagrante pelo “Mudinho” e postos pra fora, mas eram persistentes e teimosos e voltavam para o Beco. O Luiz Benatti, mas conhecido como “Gijo”, era o bilheteiro.

11.12.1915

11.12.1915

12.04.1919

12.04.1919

17.01.1916

17.01.1916

17.04.1916

17.04.1916

17.12.1916

17.12.1916

17.12.1916

17.12.1916

20.01.1917

20.01.1917

No palco, atrás da tela, estava a cabine de projeção, está manuseada pelo negro, Otávio, tendo como ajudante o também Otávio Silva, vulgo “Gibi”. “Tatu” e Ferreira, já citados, eram também encarregados de molhar o pano da tela, todas às vezes em que terminavam o rolo de filme na cabine. As luzes eram acesas, em cada passagem de rolo de cada filme e antes de iniciar o novo rolo, eram projetadas na tela propagandas das casas comerciais e de filmes para exibição futura. Na platéia, o baleiro, Miro que percorria o Cinema em busca de fregueses.

21.12.1906

21.12.1906

22.04.1916

22.04.1916

22.08.1918

22.08.1918

Fechou suas portas em 1944, dentro do contexto de remodelação urbana, que estava sendo praticada desde o Plano Prestes Maia. Hoje no local situa-se o Clube Semanal de Cultura Artística.

30.01.1916

30.01.1916

Referências

* Geraldo Sesso Júnior.

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