Henrique Telles de Barcellos

Nasceu no dia 26 de fevereiro de 1854, na Ilha do Fayal, Portugal. Filho do Sr. Alexandre Barcellos e da Sra. Augusta Noronha Telles de Barcellos.
Tinha como irmãos: * Luiz, falecido em agosto de 1887 e Maria Henriqueta, falecida em 1887, em Lisboa.
Foi um jornalista de têmpera, combativo e um defensor intransigente dos interesses do povo. Veio para Campinas em 1873, dedicando-se à carreira do comércio.

Sua vocação todavia, era para o jornalismo, tendo ingressado na imprensa por intermédio de um pequeno jornal “A Sensitiva”. Em 1874, Barcellos, ao lado de José Gonçalves Pinheiro, Antônio Moraes Sarmento, fez circular o primeiro número de “A Mocidade”, fundando mais tarde, em 1875, o “Diário de Campinas”, do qual foi diretor durante 10 anos, saindo em 11 de julho de 1884.

Deixando esta folha logo depois, Barcellos, funda o “Correio de Campinas”, do qual se afasta mais tarde em virtude de ter sido nomeado em 1898 diretor do Gymnásio do Estado(Culto à Ciência), em cujo estabelecimento ocupava a cátedra de Português.
Em 27.07.1884, no edifício do Club Ginástico Português, alguns de seus amigos lhe ofereceu um jantar em sua homenagem.

Em 1885, os campineiros, nomeou uma comissão composta por: Barcellos, Francisco Glycério, Carlos Augusto Ferreira, Antônio Sarmento, Augusto Cézar e Mathias de Castro, afim de solicitar aos citados o fechamento das portas dos estabelecimentos, aos domingos e dias santificados, ao meio-dia em diante.

Casou-se em 07 de junho de 1885, com Adelaíde Toledo, falecida em 30 de maio de 1934, filha de José Theodoro da Silva Machado e Maria do Carmo Toledo.
Deste matrimônio nasceu: * 1- Profa. Violante, nascida em 12.03.1886 e batizada em 20 de julho de 1886;
* 2- Luiz Eugênio, nascido em 10 de outubro de 1890 e falecido em 14 de agosto de 1939, casou-se em 12.02.1914, com Diva Branco Videiro, filha de Antônio Videiro e Eulina Branco Videiro, falecida em 1926;
* 3- Jayme;
* 4- Henrique;
Era seus netos: * Walter,* Wanda, * Wilma, casada com Jaime Vélez(filho do escultor Marcelino Vélez), * Walkíria, *Siomara, falecida em 05.02.1916;

Mais tarde, ao deixar o cargo de diretor do Colégio Culto à Ciência, Barcellos teve as vistas voltadas novamente para o comércio. Assim estabeleceu-se, mas cedo verificou que praticará um erro. Em de novo, abandona a carreira que vinha tentando, para a qual não revelava tendência alguma. Retorna então à imprensa e com o seu retorno surgiu o “Comércio de Campinas”.
Foi também Cronista, Escritor, Dramaturgo e Poeta.
Algumas de suas obras a citar:* ‘A Communhão das Nações’, peça 1884, 4 atos; * ‘A Itália’, poesia de sua lavra; * ‘Vida Boêmia’, peça escrita por Barcellos e Mário Bulcão, nela retratava os costumes do Rio de Janeiro; * ‘Apuros de um Jornalista’, peça; * ‘Os Dois Pagens’, 1884, 4 atos, música de Sant’Anna Gomes(irmão do Maestro Carlos Gomes), essa peça foi encenada no mesmo ano por um Grupo da Sociedade Luís de Camões; * ‘ Os Amores de Antão’, opereta, 1901, etc…
Em abril de 1898, Barcellos, Dr. César Bierrenbach, Alberto Moraes Sarmento, preparam uma soirée(reunião) artística em benefício da família do Poeta Cruz e Sousa( *24 de novembro de 1861 + 19 de março de 1898).
Em 1908, dirigiu uma carta ao Dr. Gelásio Pimenta(fundador da Revista ‘A Cigarra), louvando entusiasticamente a feliz iniciativa de um monumento a Carlos Gomes em São Paulo.

Faleceu no dia 02/09/1911 e foi sepultado do Cemitério do Santíssimo Sacramento(Cem. da Saudade).


Em sua homenagem foi denominada a antiga Rua do Jatahy de Henrique de Barcellos.

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