Dr. Jerônymo Geraldo de Campos Freire

 

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O Dr. Jerônimo Geraldo de Campos Freire, nasceu nesta cidade, em 11 de agosto de 1910, e foi batizado em 29 de setembro de 1910. Era filho do Dr. Norberto de Campos Freire e de D. Balbina Augusta de Moraes Sampaio(filha de Joaquim Fernandes de Sampaio e de Anna Miquelina Rodrigues). Tinha como irmãos:

  • Joanna de Sampaio Freire (Joannita), passou a chamar-se Joanna Freire Braga depois de casar-se em 19 de março de 1912, nesta terra, com Guilherme Dias Braga Junior, escriturário da Companhia Mogyana, batizado em 08 de zembro de  1886, na Basílica de N. Sra. do Carmo, filho do Dr. Guilherme Dias Braga e de Dona Lucinda Cândida Teives Braga;
  • Norberto de Campos Freire Júnior, falecido em 1970, aos 80 anos, cc. Alayde(Vida) Fagundes Corrêa Freire, falecida em 23 de março de 1957;
  • Joaquim de Campos Freire, cc. Esmeralda Fagundes Corrêa(irmã de Alayde);
  • José de Sampaio Freire;
  • Luiz Sampaio Freire, cc. Maria Moraes Prado;
  • Anna Maria(Losica) Sampaio Freire, falecida em 23 de dezembro de 1978, a0s 83 anos;
  • Balbina(Neny) Sampaio Freire.

Aos 03 anos, Jerônimo Geraldo perdeu o pai em decorrência de infecção  pulmonar, e foi criado por sua mãe e irmãos.

Casou-se com Amélia Porto de Campos Freire, falecida em 19 de novembro de 1951, aos 35 anos. Deste matrimônio nasceu: *1- Sônia Maria e Geraldo de Campos Freire.

Viúvo casou em Mogi-Mirim/SP, aos 30-12-1954, aos 44 anos , com Myrian Aparecida Fagundes.
Veja abaixo no link o Batistério dele:

BATISTÉRIO DE JERÔNYMO
Fonte: https://familysearch.org/pal:/MM9.3.1/TH-1-14057-52021-9?cc=2177299&wc=M5J7-6T5:371872201,371868902,372620401
Brasil, São Paulo, Regist…greja Católica, 1640-2012Campinas Nossa Senhora da Conceição Batismos 1910, Abr-Nov Imagem 88 de 104. Pagina do livro 84 verso e 85.

– Jeronymo – Aos vinte e nove de Setembro de mil novecentos e dez, nesta Cathedral de Campinas, o Revmo. Conego Manoel Ribas D’Avila baptizou solenemente a Jeronymo, nascido no dia onze de agosto do corrente anno, filho legitimo do Dr. Norberto de Campos Freire e Balbina Augusta de Sampaio Freire. Foram padrinhos: Jeronymo de Campos Freire e Anna Pinto Freire. Para constar, fiz este assentamento, que assigno. O Coadjutor Pe. Caetano ou Otavio? Chaves de Miranda.

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Estudou  tanto o curso primário, como o secundário, este no Gymnásio do Estado(Culto à Ciência); Ingressou em seguida em 1926, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo(USP), diplomando-se em 1931, ajudando sua família escrevendo apostilas. Em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, foi convocado para, durante dois anos, chefiar a enfermaria de Urologia do Hospital Militar de São Paulo, na qualidade de oficial médico.
Empenhou-se em seguida em conquistar títulos que valorizasse sua carreira. Trabalhou em São Paulo até 1944, quando, após exame, foi o primeiro colocado em concurso para chefiar o Serviço de Urologia do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.

No Rio, trabalhou com iminentes urologistas, como Alberto Gentile, fundador da primeira Revista Brasileira de Urologia. Na época, CAMPOS FREIRE já produzia trabalhos respeitados pelos colegas do RIO e de SÃO PAULO, destacando-se os de cirurgia prostática. Em 1951, prestou concurso de livre docência na Universidade de São Paulo, conquistando o título e passando a exercer a urologia no Hospital das Clínicas da USP. Ali continuou a desenvolver pesquisas que, já na época, tinham repercussão internacional. Em 1953, competindo em concurso com quatro ilustres urologistas paulistas, conquistou o primeiro lugar, tornando-se professor catedrático de urologia da USP.

Formou uma equipe que o admirava profundamente, e desenvolveu as primeiras grandes cirurgias urológicas: emprego de alças intestinais para substituir a via urinária, cirurgia das glândulas suprarrenais e até o primeiro autotransplante de rim do mundo. Trazendo para seu grupo jovens nevrologistas e após várias viagens ao exterior, conseguiu realizar em 21 de janeiro de 1965 o primeiro transplante renal com doador vivo voluntário do BRASIL. Apesar de algumas tentativas malsucedidas dessa intervenção, seu trabalho sempre foi considerado, por revistas especializadas, como pioneiro no BRASIL.

Seu pioneirismo foi tão marcante que, após a realização da cirurgia, apesar da repercussão favorável na mídia e nos meios científicos brasileiros, CAMPOS FREIRE chegou a ser chamado pela Diretoria Clínica do Hospital das Clínicas, que severamente o advertiu quanto à iniciativa pioneira de retirar um órgão de uma pessoa normal para doação. Na época, bem como nos 30 anos que se sucederam, seu mérito jamais foi contestado. Iniciava-se então a era dos transplantes de órgãos no BRASIL, metodologia que hoje beneficia milhares de pacientes. A classe médica brasileira deve ao Professor CAMPOS FREIRE o mérito de ser fundador de uma das melhores escolas urológicas do BRASIL, cujos discípulos, até hoje, brilham no cenário nacional e internacional.

Dr. Jerônymo Geraldo de Campos Freire, foi o pioneiro dos transplantes renais na Americana Latina. O primeiro deles realizou-se em São Paulo, em Maio de 1968, acompanhado de intensa expectativa. A paciente, professora Maria Ely, de São Carlos, recebia o implante renal. Três minutos após, o órgão funcionava normalmente. A operação coroava-se de êxito. O Hospital das Clínicas r de São Paulo vivia um dia de intenso júbilo.562

Desde então a equipe do Dr. Campos Freire “realizou 260 transplantes renais, dos quais 71 utilizando rins de cadáver, dos quais dois simultaneamente com transplante de coração e de fígado pela equipe de cirurgia cardíaca.
Dr. Campos Freire visitou várias Universidades estrangeiras, sendo recebido como professor, tais como: Duke University of North Carolina, Harvard University, no Peter Bent Hospital, proferindo conferencias sobre transplantes renais; Universidade de Barcelona, proferindo também duas conferências em um curso de Urologia para graduados; Universidade de Lisboa; Universidade do Porto. Nos Estados Unidos, em Saint Louis, Missouri, apresentou, no Congresso da American Association of Genito-Urinary Surgeons, o trabalho: “Urological and vascular complications in 240 kidney transplantations”.
O serviço do professor Campos Freire era integrado por 27 assistentes, 20 residentes e 6 estagiários nacionais e estrangeiros, e comportava 65 leitos.

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No seu serviço desenvolveram-se numerosos trabalhos, sendo que mais de 200 são de sua autoria ou em colaboração. Inúmeras teses de doutoramento e de docência, se fizeram sob sua direta orientação, além de se distinguir pela chefia de uma grande equipe de especialistas por ele formados e orientados. Esta mesma equipe, após a data de seu inesperado falecimento, em 2 de janeiro de 1975, continuou sua obra, visto que a firme estruturação por ele constituída, encontrou o terreno seguro para prosseguir a gloriosa caminhada por ele dirigida.

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