FRANCISCO OSCAR PENTEADO STEVENSON

O Tenente Francisco Oscar Penteado Stevenson, nasceu nesta cidade, em 21 de março de 1900. Filho do engenheiro Carlos William Stevenson e Rita Nogueira Penteado Stevenson.

Acompanhando os deslocamentos a trabalho de seu pai, viveu e cresceu entre as cidades de Campinas, Recife, Caxambú e Rio de Janeiro, onde foi aluno do Colégio Pedro II. Concluiu o ensino médio no Gymnasio do Estado(Culto à Ciência) em 1919.

Casou-se em 1925 com Lourdes Penteado Stevenson com quem teve apenas uma filha: Eunice Penteado Stevenson. Residiu por muitos anos na cidade e no depois bairro de Santo Amaro.

Carreira Acadêmica

Ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo na qual se graduou como primeiro colocado da Turma nº 93 em 1924 recebendo pelo mérito o prêmio “Duarte de Azevedo”.

Além de advogado renomado, foi professor de história e português no Mackenzie College, no Gymnasio Nacional Rio Branco, no Gymnasio Oswaldo Cruz e na Escola de Comércio de Comércio Alvares Penteado. Foi professor de etnologia e etnogenia na Faculdade de Filosofia de São Paulo. Foi professor de criminologia e técnica policial na antiga Escola de Polícia de São Paulo. Livre docente em Direito Penal pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Foi catedrático da Faculdade Nacional de Direito, por onde se aposentou. Possui diversas obras publicadas, entre elas: “Disciplina Social”, “Do Crime Falimentar”, “Direito Penal Comum”, “Fatores do Crime”, etc. Foi o redator do anteprojeto do primeiro Código Penitenciário nacional em 1957.

Carreira Política

Ocupou diversos cargos públicos, alguns por nomeação outros por eleição. Merecem destaque os de vereador do Município de Santo Amaro até 1930,  quando foi secretário da mesa diretora da casa; membro do Conselho Consultivo do Estado em 1932 durante o Governo Revolucionário de Pedro de Toledo; membro do Conselho Consultivo de Santo Amaro; Vice-Presidente da Federação dos Voluntários de São Paulo; Deputado Federal pelo Partido Constitucionalista de São Paulo e Secretário Municipal dos Negócios Jurídicos da Prefeitura de São Paulo nos anos 50.

Revolução de 1932

Durante a Revolução ocupou papel de destaque ajudando na organização e integrando o agrupamento de voluntários da cidade de Santo Amaro que partiu para o front sul-litorâneo do Estado: CIESA (Companhia Isolada do Exército de Santo Amaro). Recebeu do comandante do setor, coronel Mello Mattos, o posto comissionado de 2º tenente.

Em 25 de abril de 1935 foi homenageado por sua participação na Revolução com jantar servido no Clube Português de São Paulo. Na ocasião recebeu de seus ex-comandados, entre outros mimos, um álbum de fotografias com registros da campanha santamarense na Epopeia de 32.

Faleceu em 2001 aos 101 anos de idade na cidade do Rio de Janeiro.

Referências

Caldeira, João Netto. “Álbum de Santo Amaro: A História dos Santamarenses”. Ed. Bentivenga e Netto, 1935

Jornal Correio Popular de Campinas, edição de 1º de novembro de 1973

www.arcadas.org.br – acesso em 16/10/2015

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