Caso Larsen

O sueco, Peter  Jens Larsen(Lassen), nascido em 27 de janeiro de 1844, em Thiset Parish, Condado de Aarhus, Dinamarca.

Casou-se com a dinamarquesa, Ane Cathrine(Anna Cattarina) Larsen, nascida em 1842.

Peter Jens Larsen e Ane Cathrine Larsen - Laurine pai e mae
O casal Ane Cathrine e Peter Larsen. Acervo “Roald Andersen”.

Deste matrimônio nasceu: *1- Laurine(Laurinda) Petrine Larsen, nascida em 3 de novembro de 1871, na Freguesia Fuglslev, Condado de Randers, Dinamarca;

Laurine Petrine Larsen - passaporte - retornando de Campinas 1919
Laurine(Petrine) Larsen, em 1919.

* 2- Johannes, nascido em 1879, morreu solteiro e fazia guarda-chuvas;

*3- Lauritz(Lau), nascido em 1881, foi ferreiro e casou-se com Tervina;

*4- Marcus(Martha?), nascido em  07 de maio de 1883, na Freguesia Tirstrup, Condado de Randers, Dinamarca. Teve várias ocupações, casou-se com a espanhola, Maria. Maria e seus pais tinham uma fábrica que fazia sacas de café.

Toda a família partiu  da Dinamarca, por volta de 22 de fevereiro 1887, para São Paulo em um navio. Chegando no Brasil, no dia 26 de março de 1887, no Vapor “Ohio”, com destino a Valinhos.

– Peter Jens Larsen, com 43 anos, Anna Catterina, com 45 anos e os filhos: Johannes, Lauritz e Marcus(Martha), com 8, 6 e 4 anos, respectivamente.

“É dito na família, que só os pais e os três filhos deixaram a Dinamarca, naquele momento, porque a filha(Laurinda) era muito jovem para viajar, e só temos sido capazes de encontrar documentação para a partida dos pais e os filhos, mas minha suposição é de que a filha viajou junto com o resto da família, como ela era a mais velha das crianças e deve ter ido com cerca de 16 anos de idade.”

A filha de Peter Jens Larsen,  Laurine(Laurinda) Petrine Larsen, casou-se aqui com, Hans Peter Larsen(Pedro Larsen), nascido em 27 de outubro de 1868, em Damsholte Parish, Moen, Condado de Praestoe, Dinamarca. Filho de Jacob e de D. Bodil Larsen.  Viveram por algum tempo na Rua Ferreira Penteado, n. 91, onde Hans Peter Larsen, eventualmente teve um comércio (serralheria/ferraria). Algumas pessoas da família também dizem que tinha uma plantação de café.

Larsen - Casa Rua Ferreira Penteado 91.jpg
Sua oficina, na Rua Ferreira Penteado, 91
Pedro Larsen - Nota Fiscal de Serralheria 1899.jpg
Recibo de 09 de setembro de 1899.

 

Do matrimônio de Pedro e Laurinda, nasceu: *1- Roberto Victor Larsen,  nascido aqui, em 12 de setembro de 1891;

Roberto Victor Larsen
O menino Roberto Victor Larsen.

 

Roberto Larsen - Atestado de Vacinacao 1904
Atestado de vacinação do menino Roberto Victor(31 de dezembro de 1904)

 

*2- Anna Dorothea Larsen,nascida aqui em 1893;

Anna Dorothea Larsen
Laurinda e sua filha, Anna Dorothea. Foto: Nickelsen Ferreira & Comp.

 

*3- Augusta Joanna Larsen, nascida aqui em 23 de agosto de 1896;

 

*4- Eleonora (Elisnora?) Amanda Larsen, nascida aqui em 1898;

 

*5- Pedro Eduardo Larsen, nascido aqui em 13 de novembro de 1900;

Pedro Eduardo

 

*6- Dorthea Bernadine Larsen, nascida aqui em 7 de outubro de 1904.

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Hans Peter Larsen (Pedro Larsen) assassinato, suicídio ou morte natural?

Em nota do dia 12 de novembro de 1908, diz o “Commércio de Campinas”:

“Era muito conhecido nesta cidade, onde vinha residindo há cerca de 18 anos, o operário Sr. Pedro Larsen, de 40 anos de idade, estabelecido com sua Ferraria à Rua Ferreira Penteado, 91.

Após trabalho honesto e perseverante de longos anos, conseguiu conquistar modesta fortuna, possuindo além de sua oficina, alguns prédios. Pedro Larsen vinha a meses premeditando o suicídio, não ocultando a família e amigos a lúgrube ideia de o dominava.

Ontem, à noite, às 9 horas e meia, conseguindo iludir a vigilância de sua família, que se achava nos fundos da casa, encaminhou-se para a sala de visitas, onde….(ilegível)…. Penteado, sub-delegado e Dr. Ponciano Cabral, médico legista, que tomaram conhecimento do fato, arrecadando aquela autoridade a arma de que se servira Larsen para consumar o atentado contra sua vida.

Á meia-noite, dirigimo-nos à casa de Pedro Larsen e vimos sobre seu leito, arquejante sem poder articular palavras, dando poucas esperanças de salvamento. O Sr. Dr. Ponciano Cabral, médico legista e os Drs. Domingos de Azevedo e Clemente de Toffoli que também ali compareceram julgaram inútil qualquer intervenção para salvar o infeliz.

Ignoram-se por completo os motivos que levaram Pedro Larsen a praticar aquele ato de desespero.

Pedro Larsen, faleceu ontem, à 00h50 da noite. O enterro dar-se hoje, às 4 horas da tarde.”

                             CONTROVÉRSIAS 

De acordo com a certidão de óbito emitido em 21 de março 1910 pelo Doutor Clemente de Tóffoli, Hans Peter Larsen, que morreu em 11 de novembro de 1908 de hemorragia cerebral. “Mas na família há duas outras histórias. Alguns dizem, que se suicidou e outros dizem que ele foi morto por alguns homens, que algemaram-no na loja, arrastando-o para fora e na rua, dispararam nele”.

Abaixo um documento contando a morte e sua suposta causa:

Manuscrito do Atestado de Obito 1-2.jpg

Manuscrito do Atestado de Obito 2-2.jpg

 

Nos final dos anos de 1980 um neto, Hans Peter Larsen, viajou para cá, e de acordo com aquilo que foi dito, ele encontrou o túmulo e falou com algumas pessoas mais idosas, que recordaram do incidente e que tinham frequentado a sepultura dele, isto por ser uma pessoa simpática e amistosa. Ele também encontrou a casa da Rua Ferreira Penteado, número 91.

Infelizmente, este neto morreu pouco depois de retornar à Dinamarca. É dito, que após a morte de Hans Peter Larsen, sua viúva(Laurinda Petrine Larsen) e os filhos campineiros “fugiram” de volta para a Dinamarca. Um bilhete do navio “Petrópolis”, de Santos para Hamburgo, na Alemanha, emitido em 14 de maio de 1909, em nome do filho mais novo, Pedro Eduardo Larsen. É dito, que Laurine Petrine Larsen trouxe as algemas, que tinham sido usadas no marido, para a Dinamarca, mas infelizmente as mesmas desapareceram.

Ela pretendia voltar a Campinas depois de um tempo para vender as suas propriedade, mas a Primeira Guerra Mundial estourou e postergou a viagem. Mas, segundo seu passaporte, ela deixou a Dinamarca, em 01 de março de 1919 para viajar para cá. Ela conseguiu vender todos os seus bens, mas de acordo com a família, o Governo do Brasil não permitira que ela tirasse o dinheiro para fora do país, de modo que ela deixou o país novamente de mãos vazias. É dito que ela deixou o Brasil por volta de 23 de maio de 1919 a bordo do navio Inglês chamado “Dresna”. Quando ela e as crianças deixaram Campinas, seus três irmãos ficaram.

Acervo “Roald Andersen”.

 

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