Fúlvia Gonçalves

Profa. Fúlvia Gonçalves, nasceu em 21 de julho de 1937, em Pedreira, SP. Filha de Gutemberg Gonçalves e de Antônia Borri Fabene Gonçalves.

 

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Irmã do ex-prefeito Lauro Péricles Gonçalves;

Estudou Comunicação Visual, na Escola de Artes Plásticas, em Ribeirão Preto, entre 1960 e 1968; Freqüentou o ateliê de Leonello Berti, Bassano Vacarini e Francisco Amêndola.
Atuou como professora da Universidade de Ribeirão Preto e trabalhou com Cinema de Animação, participando do Festival Cinema de Animação, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, MAM/SP, em 1962. Em 1966, teve aulas de ateliê em Comunicação Visual, com Wesley Duke Lee. Nessa mesma universidade, defende tese de doutorado em Artes em 1988.
Fúlvia, mudou-se de Ribeirão Preto para cá, para ser docente na Unicamp, lecionando pintura e gravura em cursos de extensão a partir de 1976. Chefiou o Departamento de Artes Plásticas do Instituto de Artes, nas áreas de Comunicação Visual e Artes Gráficas, participando da criação e implantação dos cursos de graduação e pós-graduação
Citada em dicionários de artes como o “Dicionário Crítico da Pintura no Brasil”, do autor José Roberto Teixeira Leite.
Suas obras podem ser encontradas em acervos nacionais e internacionais, incluindo o de Michel Lacluite, historiador e ex-curador do Museu do Louvre, em Paris. Recebeu em Milão, na Itália, o “Prêmio Presence” no Salão do Museu de Arte, Ciência e Técnica Leonardo da Vinci. Participou de exposições individuais, coletivas e salões nacionais e internacionais, como Bienal, Paço das Artes e SESC em São Paulo, Museu de Arte Moderna (MAM) e FUNARTE no Rio de Janeiro, MARP – Museu de Arte e Galeria de Arte Jardim Contemporâneo em Ribeirão Preto, Museu de Arte Contemporânea e Galeria de Arte da Unicamp em Campinas, Milão na Itália, Genebra e Lausanne na Suíça, Montevidéo no Uruguai e Buenos Aires na Argentina.

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Uma artista com produção intensa, tendo feito várias pinturas, aquarelas, painéis em grandes dimensões como os que constam nos prédios do CAISM – Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher na Unicamp – Universidade Estadual de Campinas, SP, e registrou a sua competência criativa em inúmeras obras, como no livro “Testemunhos do Passado Campineiro” que contou com suas ilustrações e texto de Benedito Barbosa Pupo, pela editora da Unicamp.

 

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Críticas

“(…) Nas pinturas presentes a figura humana ao lado de elementos orgânicos, a representação de uma e dos outros, em escala variada, os mesmos elementos focalizados de pontos diferentes transformam a humanidade num desfile mágico visto de um carrossel e de uma gangorra ao mesmo tempo. Não um quadro, mas a sequência de suas obras introduz tempo e movimento no fruidor. (…) A sala de anatomia ora nos mostra um olho enorme como um globo, ora uma barriga que envolve seu dono, mais adiante de um crânio cortado saem outros crânios e das secções praticadas nos seres, em lugar de sangue, parece um jogo de bonecas russas, brinquedo inesperado, nos salvando à beira do colapso. A repetição parece a coexistência geradora de repulsa e atração que marca e desgasta mas nos mantém vivos. Vivos nos expandimos com os desenhos nas linhas limpas, nas aguadas luminosas, onde grupos humanos redescobrem seu planeta em caminhos ampliados pela dimensão cósmica dos astros que se elevam sobre o horizonte. Cabeças rodam como satélites em volta da estrela vermelha de acrílico, na sugestão de uma nova viagem para a busca de uma visão mais profunda do cosmos que cresce.”
Pedro Manuel

 

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Exposições Individuais

1967 – Ribeirão Preto SP – Primeira individual, na Galeria da Escola de Artes Plásticas;
1968 – Ribeirão Preto SP – Individual, na Galeria Sociedade Recreativa;
1969 – São Paulo SP – Individual, no Sesc;
1976 – Genebra (Suíça) – Desenhos e Pintura, na Galérie du Theatre;
1978 – Montevidéu (Uruguai) – Individual, no Instituto de Cultura Uruguaio-Brasileño;
1979 – Rio de Janeiro RJ – Individual, na Galeria Sérgio Milliet – Funarte;
1982 – Brasília DF – Individual, na Itaú Galeria;
1984 – Campinas SP – Individual, Fases, na Galeria de Arte Unicamp;
1985 – Campinas SP – Entranhas da Vida Vegetal, no MACC;
1988 – Campinas SP – Individual – Tese de Doutorado em Artes – Instalação: Mona Lisa à Luz das Sombras, na Galeria do Instituto de Artes/Unicamp;
1988 – São Paulo SP – Paralela, na Faap;
2010 –
2012- Atibaia – Mostra Humanidades, no Museu Olho Latino, situado no mezanino do Centro de Convenções e Eventos Victor Brecheret;
2014 – Campinas – Sementes e Eternidade, Centro de Linguagem e Comunicação (CLC)/Galeria de Arte da Faculdade de Artes Visuais – Prédio H 7 (CLC) – Campus I;
2016 – Campinas SP – Olhos Latinos, Academia Campinense de Letras, entre outras.

 

Exposições Coletivas

1963 – Araraquara SP – Salão Oficial de Arte – prêmio aquisição;
1965 – Campinas SP – 1º Salão de Arte Contemporânea, no MACC;
1966 – Campinas SP – 2º Salão de Arte Contemporânea, no MACC;
1966 – Jaboticabal SP – 6º Salão de Artes – medalha de prata;
1966 – Ribeirão Preto SP – Mostra, na Galeria 4 Artes;
1970 – Santo André SP – 3º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal;
1974 – Milão (Itália) – Mostra, no Centro Cultural Italobrasiliano;
1974 – Ribeirão Preto SP – Coletiva, na Galeria Teatro Municipal;
1975 – Milão (Itália) – Resegna Internazionale di Pittura – Prêmio Presence, no Museu Leonardo da Vinci;
1975 – Ouro Preto MG – Festival de Inverno de Ouro Preto, na Casa dos Contos;
1976 – São Paulo SP – 8º Bienal Nacional de São Paulo, no MAC;
1976 – Como (Itália) – Salão Oficial – 8º Prêmio Lario Cadorago;
1977 – Lausanne (Suíça) – Coletiva com Antonio Peticov e Anísio Dantas, na Galeria Vieu x Caveau;
1978 – Genebra (Suíça) – 8 Tendências Artísticas, na Avry Galerie;
1978 – São Paulo SP – 13º Salão Portinari;
1979 – Campinas SP – Mostra, com Egas Francisco, na Galeria de Arte Senac;
1979 – Rio de Janeiro RJ – 2º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ;
1980 – Campinas SP – Anacrônicos da Madrugada, MACC;
1980 – Ituiutaba MG – Anacrônicos da Madrugada;
1981 – Altinópolis SP – Anacrônicos da Madrugada;
1981 – Campinas SP – Artistas de Campinas, na Tendência Galeria de Arte;
1981 – Campinas SP – Mostra, no MACC;
1981 – Cravinhos SP – Anacrônicos da Madrugada;
1981 – Matão SP – Anacrônicos da Madrugada;
1981 – Milão, Trieste (Itália) – Mostra, na Galeria Ítalo-Brasiliana;
1981 – São Carlos SP – Anacrônicos da Madrugada, na Itaugaleria;
1982 – Belo Horizonte MG – Anacrônicos da Madrugada, no Itaú Cultural;
1982 – Ribeirão Preto SP – Fúlvia Gonçalves: Vida Oceânica, na Galeria Jardim Contemporâneo;
1982 – Brasília DF – Anacrônicos da Madrugada, na Itaú Galeria;
1983 – Catanduva SP – Anacrônicos da Madrugada, na Itaugaleria ;
1983 – Catanduva SP – Mostra, na Itaugaleria;
1983 – São Paulo SP – Parabienal Ecológica;
1984 – Campinas SP – Arte Contemporânea de Campinas 1958/1978, na Galeria de Arte da Unicamp;
1985 – Calgary (Canadá) – Off Center – Mail Art Exhibition;
1985 – Dallas (Estados Unidos) – Mostra, na Gallery Realism Modern – Mail Art;
1985 – México – 2ª Bienal Internacional Poesia Alternativa – Mail Art;
1985 – Texas (Estados Unidos) – Very Special Arts Armour;
1986 – Roma (Itália) – Brazilians Shapes, na Universidade de Roma;
1987 – Andeville (França) – Happy Birthday Marcel Duchamp – 1887-1987;
1987 – Oslo (Noruega) – First International Mail Art Manifest, na Onstad Art Center;
1987 – São Paulo SP – Arte Postal – A Trama do Gosto, na Fundação Bienal;
1987 – São Paulo SP – Projeto para 6 painéis do conjunto Mater CAISM/Unicamp;
1988 – São Paulo SP – Fúlvia Gonçalves, no MAB/Faap;
1992 – Campinas SP – 1972/1992: O Contemporâneo em Campinas, no Itaú Cultural;
1992 – Ribeirão Preto SP – Modernidade/Experimentalismo: Artes Plásticas em Ribeirão Preto, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP;
1994 – Rosário (Argentina) – 1ª Mostra Latino-americana Miniprint;
1995 – Campinas SP – Panorama Cultural de Campinas, no MACC;
1997 – Campinas SP – Relendo Morandi, na Galeria de Arte da Unicamp;
2010 – Campinas SP – Imagens da poesia de Mallarmé, no Espaço de Arte do Centro de Convenções da Unicamp, com Consuelo Debiagi, entre outras.

 

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Fontes

 

ACERVO Unicamp 1984: arte contemporânea de Campinas 1958-1978. Campinas: Unicamp, 1984.

FÚLVIA Gonçalves: Mona Lisa à luz das sombras. Campinas: Unicamp, 1988.

FÚLVIA Gonçalves: vida oceânica. Apresentação de Pedro Manuel. Ribeirão Preto: Galeria Jardim Contemporâneo, 1982.

FÚLVIA Gonçalves. Apresentação de Bernardo Caro e Teixeire Leite. São Paulo: Museu de Arte Brasileira, 1988.

HELENO Morandi. Campinas: Galeria de Arte Unicamp, 1997.

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