Cel. Manoel de Moraes

O Cel. Manoel de Moraes Bueno, campineiro, nasceu em 17 de março de 1857, filho de Domingos (Mimi) Francisco de Moraes (1830-1913) e de Antônia Joaquina da Silva Teixeira Bueno de Moraes, descendentes de Barreto Leme, fundador de Campinas.

13900197_1677210585936489_1974066562942062076_n

 

Neto paterno de: Manuel Joaquim de Moraes e de sua primeira mulher, Maria Barbosa de Camargo, filha do Sargento-mor Domingos da Costa Machado (filho de Barreto Leme) e sua primeira mulher, Manuela de Camargo Penteado,

Neto materno de: Capitão Cândido José Leite Bueno da Silveira, filho de Salvador Bueno da Silveira e Maria Francisca de Arruda e de Anna Esméria da Silva, filha de Joaquim Ferreira da Silva e Maria Ângela Teixeiramoradores de Rio Claro em 1846.

O Cel. Manoel de Moraes, foi figura de prol, fazendeiro de café, chefe político, Diretor-Presidente da Companhia Mogyana de Estradas de Ferro, construída com contribuições dos capitalistas, que percebiam claramente a importância da vias de comunicação, como caminhos de progresso e vias de escoamento de seus produtos agrícolas; tendo seu nome ligado aos movimentos políticos, filantrópicos e sociais de sua época.

 

Casou-se em 22 de abril de 1876, em 1. núpcias, com Amélia de Souza Moraes, nascida em 06 de julho de 1858 e falecida em 10 de novembro de 1884, filha de Manoel Mendes de Souza e Cândida Carolina de Souza.

thumbnail.jpg

 

Deste matrimônio nasceu:

Antonieta, batizada em 24 de março de 1877 e falecida em 19 de junho de 1878;

Cícero de Souza Moraes, casou-se em 1908, com Eudóxia Soares de Toledo, filha dos Barões de Paranapanema, falecida em setembro de 1954;

Domingos de Souza Moraes, batizado em 29 de setembro de 1883, casado com Alzira de Paula Souza Moraes;

 

 Casou-se em 2. núpcias com Gertrudes Maria de Sousa Toledo Moraes (1861-1935), filha de Antão de Paula Sousa e Gertrudes Maria de Sousa .

Deste matrimônio nasceu:

Dr. Manoel de Sousa Moraes (03.11.1891-09.12.1974)

Albertina, falecida em 19 de junho de 1893;

Gertrudes, falecida em 27 de fevereiro de 1898;

Nair de Souza Moraes (16.01.1909-23.06.1987);

Othília de Souza Moraes, nascida em 24 de julho de  1890, batizada em 08 de setembro de 1890 e falecida em 07 de outubro de 1970;

Ezilda Souza de Moraes Siqueira, nascida em 19 de outubro de 1894 e falecida em 23 de novembro de 1979, casou-se em 21 de novembro de 1916, com Pedro Estevam de Siqueira, nascido em 24 de abril de 1890 e falecido em 21 de maio de 1977;

Bento de Sousa Moraes, casou-se em 11 de fevereiro de 1926, com Mathilde Penteado Guedes, filha de José Alves Guedes e Siomara Penteado Guedes;

Alberto de Souza Moraes, casado com Olívia Guedes;

Plínio de Souza Moraes, casado com Gertrudes (Tita) Nogueira, faleceu no dia 24 de dezembro de 1979, aos 90 anos;

Antão de Souza Moraes, nascido em 25 de junho de 1887, batizado em 03 de julho de 1887, casado com Eliza Lobo de Souza Moraes, filha de Antônio Álvares Lobo e Guilhermina Freitas;

Zuleika de Moraes Daunt, falecida em 1913, casada com Rodrigo O’Connor Daunt;

Maria Antonieta de Moraes Campos, casada com Cel. João de Souza Campos, nascido em 12 de julho de 1877 e faleceu em 30 de novembro de 1954, filho de João de Souza Campos e Maria Isabel de Mello e Souza;

Lúcia de Souza Moraes (Madre Lúcia Maria de Jesus Crucificado), falecida em 27 de janeiro de 1959;

Antônia de Souza Moraes (17.05.1886-22.03.1963);

Gertrudes (Nenê) de Souza Moraes Filha (12.08.1907-10.03.1986);

 

FAZENDEIRO DE CAFÉ

Ainda está por ser escrita a saga dos fazendeiros de café paulistas, autênticos desbravadores de ínvios sertões, plantadores da rubiácea, donos de propriedades extensas, pessoas afeitas a administração das propriedades rurais, apegados a terra, gente de muita altivez e coragem, vivendo em uma época em que “um fio de barba, valia mais do que recibo firmado em cartório”.

O Coronel era um deles, de porte atlético, olhos penetrantes, cabelos cortados à escovinha, bigodes e pequena pera; não usava cavanhaque como o irmão Antonio Carlos, que no fim da vida era sósia perfeita de Washington Luís. Vestia-se muito bem, usava corrente de ouro com berloque atravessando o colete; fumava cigarros de palha, e era de uma honradez e distinção proverbiais.

Possuía além da propriedade rural (Fazenda Bomfim e Boa União), grande casa na Barreto Leme, atrás da Matriz Velha (Basílica N. Sra. do Carmo).

Dispondo de terras férteis soube delas fazer uma grande fazenda, regada com o suor de seu trabalho e iluminada pelo seu natural bom senso e aguda visão. Governava sua fazenda com sensatez e visão. A casa-sede era enorme, com terraço e jardim; o mobiliário de estilo colonial, exceto o piano que viera da Alemanha. Em torno, os grandes terreiros de café, as benfeitorias, as invernadas, os bosques, os lagos, que o povo chamava de “tanques” e onde havia jacarés.

Com as colheitas de café, ele sustentou a família numerosa, fazendo os filhos estudar no Colégio São Bento, e as filhas no Colégio N. Sra. do Patrocínio, em Itu. Eram tempos de fartura, de religiosidade, de obediência mais perfeita e mais sincera à palavra dada, à honestidade e a finura de maneiras. Distinguia-se também pela operosidade, pelos costumes rígidos, pelo respeito a religião.

INFLUÊNCIA POLÍTICA

Foi presidente do Diretório do P.R.P, na época em que as despesas corriam por conta dos membros do Diretório.

HOMEM DE BEM 

Todas as instituições de benemerência da época, em nossa cidade, trazem a marca de sua presença inconfundível.

Foi, por largos anos, Provedor da Santa Casa de Misericórdia e seu retrato ainda se conserva no salão nobre desta instituição. A saudação oficial de agradecimento por essa honraria, foi proferida pelo seu ilustre filho, o Desembargador Antão de Souza Moraes.

A Santa Casa tem sua vida ligada ao trabalho de grandes campineiros, que se orgulhavam de servi-la em vida, e a cumulavam de dotações em seus testamentos.

Ainda fundou e ajudou na manutenção do Asylo dos Inválidos (Lar dos Velhinhos) e da Maternidade, entre tantas obras assistenciais.

ERAM SEUS IRMÃOS

Alberto de Moraes Bueno, casou-se em 29 de novembro de 1884, com Francisco de Oliveira Camargo Moraes, filha Agostinho Rodrigues de Camargo e Francisca Amália de Oliveira Camargo.

Antonio Carlos de Moraes Bueno, batizado em 17 de agosto de 1862 e falecido em 16 de novembro de 1926, casado com Maria Leopoldina Leite, filha de Bernardo José de Sampaio e de Maria Leopoldina Leite de Sampaio, sobrinha do vereador Antão de Paula Sousa; Antônio Carlos também foi vereador em Amparo nos primeiros anos da República, eleito em 2/7/1893. Antônio Carlos era estudante do Colégio Morton, em São Paulo em 1881. Em 1903, era capitão-ajudante do 22º Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional, de Amparo. Foi dono de terras no Sertãozinho, que permutou por partes de uma fazenda em Campinas. Comprou dos herdeiros de Antão de Paula Sousa uma propriedade agrícola em 1904, pelo elevado preço de 300 contos de réis (presumo que seja a atual Fazenda Imigrantes, de propriedade da família Beira). Foi dos maiores contribuintes de impostos sobre a produção rural de Amparo, por volta de 1910;

Urbano de Moraes Bueno, casado com Jenny Queiroz Telles Moraes;

Cândido de Moraes Bueno, falecido em 1919, casado com Jessia Queiroz  Telles, falecida em 12 de julho de 1926;

Carlos de Moraes Bueno, batizado em 19 de maio de 1868, casado com  Hercília Queiroz Telles;

Olívia de Mores Bueno Florence, batizada em 20 de outubro de 1866 e falecida em 1924, casada com Ataliba Florence;

Maria de Moraes Bueno, batizada em 26 de dezembro de 1853;

Anna de Moraes Bueno, batizada em 16 de julho de 1855;

  AMIGOS

Teve numerosos amigos, cujos nomes hoje figuram nas páginas da História: Bento Quirino dos Santos, que também era seu compadre; Campos Salles, Francisco Glycério de Cerqueira Leite; Carlos William Stevenson; Castro Mendes; José Paulino Nogueira; Antônio Álvares Lobo; Joaquim Teixeira Nogueira; Horácio Antônio Costa; Austero e Severo Penteado; Raphael de Andrade Duarte; Celso da Silveira Rezende, os Barões de Paranapanema, e tantos mais.

Faleceu em 27 de março de 1927, aos 70 anos e dez dias.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s