Jorge Alves de Lima

O Dr. Jorge Alves de Lima, nasceu em Joaquim Távora, no Paraná, aos 04 de agosto de 1937. Filho do farmacêutico limeirense, Lauro de Andrade Lima e de Maria Alves Domingues de Lima (16.11.1908+?). É Advogado, Escritor, Pesquisador e Historiador.

 

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Foto: Dominique Torquato!

 

Neto paterno de: João Baptista de Lima, falecido em 1961, aos 89 anos e Escolástica de Andrade Lima (10.04.1879-02.10.1943);

Sobrinho paterno de: *João Aparício, casado com Ema Graciani Lima;

* Nelson, casado com Anunciata Bertoni;

* Fioravante, casado com Rosa Mello;

* Aparecida, casada com Guilherme Rossler, falecido em 1956, aos 67 anos, filho de Frederico e Rosina Rossler;

* Matias (+21.04.1971), casado com Ana Miranda (20.07.1924-26.07.1986);

* Mauro, casado com Maria;

* Escolástica, casada com Agenor Oliveira e Silva (12.06.1904-14.08.1988);

* Geraldo;

* Maria Aparecida, casada com João França (13.07.1920-06.04.1973);

* Maria de Lourdes, falecida em 2014, aos 98 anos, casada com Trajano Gonçalves dos Santos Diniz;

* Plínio;

* Benedicta;

* Luiz, casado com Joana de Andrade Lima.

 

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Tem uma ligação forte com Campinas, desde a infância, quando ouvia as histórias do pai, sua avó paterna, Escolástica, era prima-irmã do poeta Guilherme de Almeida. Essa relação se fortaleceu  em 1956, quando ele deixou o Colégio Cristo Rei, em Jacarezinho (PR), e veio a Campinas para estudar, seu intuito era ficar aqui por apenas dois anos e ir pra Curitiba, mas chegando aqui se apaixonou.

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Concluiu o Colégio Ateneu Paulista, prestou vestibular para Direito (Ciências Jurídicas e Sociais) na PUC-Campinas ingressando em 1959, se formou em 1963 e colando grau em 1964. Ainda em 1963, foi convidado para integrar o gabinete do prefeito Ruy Novaes. É no dia 01 de janeiro de 1964, na posse do prefeito Ruy Hellmeister Novaes, foi admitido em seu gabinete, sendo a primeiro portaria que ele assinou, ficando até 1968. Indo para a Secretária de Negócios Jurídicos, lá construiu sua carreira como procurador e consultor-geral, permanecendo até setembro de 1995, quando se aposentou. Trabalhou também uma época como assessor jurídico da Ceasa, por duas vezes.

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Foi candidato a prefeito em 1982.

“A PUNHALADA E O TROCO

Luiz Roberto Saviani Rey

É curiosa a história do “santinho” de campanha eleitoral abaixo. Encerra um episódio oculto da história política de Campinas que vale a pena ser relatado. O advogado campineiro Jorge Alves de Lima,  tem um histórico e uma trajetória de vida dos mais interessantes. Esteve presente na política-administrativa de Campinas por décadas, atuando como uma espécie de muro de arrimo, de pedreiro e construtor. Assessor de vários prefeitos, entre eles Ruy Novaes e Orestes Quércia, nos anos 1970, especialmente, auxiliou sobremaneira na consolidação do partido de oposição à ARENA, a agremiação dos políticos favoráveis à ditadura militar. Com paciência, estruturou e fortaleceu por primeiro o diretório municipal do MDB em Campinas, escolhendo a dedo seus dirigentes, buscando não apenas renome como competências. Deu sustentação à ascensão política ao então jovem prefeito de Campinas, erigiu inúmeros diretórios no interior de São Paulo, alicerçando a sigla e o nome de Quércia, de quem foi fiel escudeiro de forma incansável e dedicada. Homem probo, batalhador, levantou a bandeira da oposição e com ela a candidatura de Quércia ao Senado, após um período de quatro anos no Palácio dos Jequitibás. Seu trabalho sempre foi reconhecido e aplaudido dentro e fora da sigla. Era o homem dos tijolos e do cimento, um carregador de pianos. Em 1980, com a mudança de nome, a sigla passou a se chamar PMDB e o advogado foi o primeiro presidente do Diretório Municipal. Além dessa luta partidária, foi dezenas de vezes aos porões libertar os presos políticos do partido, reprimidos pelo regime militar. Mas chegara a eleição municipal de 1982 e o Dr. Jorge Alves de Lima ponderou ao Diretório Municipal que era uma oportunidade para ele, Jorge, disputar a Prefeitura de Campinas, já que à época a legislação eleitoral permitia um candidato central e duas sublegendas por partido. Jorge não queria nada, pleiteava apenas uma dessas sublegendas do PMDB para prefeito. Queria testar seu nome e trabalho. Era muito querido e respeitado. Sabidamente, o candidato mais forte era o então vice-prefeito de Chico Amaral, o dentista José Roberto Magalhães Teixeira, que acabou eleito. Contudo, depois de anos de trabalho árduo em prol do MDB e agora do PMDB, Jorge recebeu a machadada pelas costas: O Diretório estadual entregou uma das sublegendas ao então vereador José Paulo Piccolotto Naccarato, que se elegera em 1975 e se construíra dentro e como homem da ARENA, defensor do regime militar, e que se passara, oportunisticamente, para o MDB. A outra sublegenda ficara com o médico Sebastião de Moraes, então secretário municipal de Saúde. Entristecido, mas não abatido, com o menosprezo e a traição, o Dr. Jorge entabulou conversas com o PTB campineiro e foi convidado para se candidatar pela agremiação. Em síntese: concorreu e superou em muito o número de votos somados dos dois subcandidatos do PMDB (Nacaratto e Sebastião), surpreendendo e assombrando os meios campineiros com a demonstração de seu vigor político e do prestígio que gozava nos meios sociais e políticos da cidade. Sem dúvida uma boa história!”

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Mesmo antes de se aposentar, ele começou a escrever crônicas para o Correio Popular.

É presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas, diretor do Centro de Ciências, Letras e Arte de Campinas (CCLA), membro da Academia Campinense de Letras (ACL), do Conselho Científico da Unicamp e membro da Academia Paulista de História (cadeira 31).

Foi condecorado em 09 de julho de 2016, com a Medalha Samuel Lisman de Letras, da Academia Campineira de Letras e Artes, pelo trabalho de pesquisa sobre o compositor e músico Carlos Gomes.

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Casou-se com Maria Sílvia Maselli Alves de Lima, filha do ex-prefeito, José Nicolau Ludgero Maselli (26.03.1908-16.08.1996) e da pianista Lídia Bencardini Maselli (26.10.1914-03.07.2008).

Deste matrimônio nasceu: Jorge Júnior, Luís Fernando e Fábio Alves de Lima. Avô de Gustavo Henrique e Pedro Augusto.

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OBRAS

Crônicas de Campinas: séculos 19 e 20 (2011);

O Ovo da Serpente: Campinas 1889 (2013), sobre a febre amarela que assolou a cidade;

O Retorno da Serpente: Campinas 1890 (2014), idem;

“CARLOS GOMES” SOU E SEMPRE SEREI: O TONICO DE CAMPINAS (2016) .

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