Isacco B. Labigalini

Publicado 14/12/2016 por lcs2308

Isacco B. Labigalini, nasceu em 1886, em Vobarno, na Itália. Filho Maria Rizzardini Labigalini e Giovanni Labigalini.

Irmão de Luigi (1895), Giovanni (Joanin–1897), Palmira (1900), Narcisa (1902), Marietta (1905) e Giuseppe (1912).

 

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Em 1904, aos 18 anos, emigrou para os Estados Unidos (Massachusetts), onde tinha parentes. Naquela época, nesse país já se vendia cerveja em latinhas de alumínio. Ficou morando nesse país por 2 anos. Retornou para a Itália e casou-se em 1910, com sua prima, Aurélia Tiboni (+01.02.1914), filha de Maria Labigalini e Giovanni Battista Tiboni e não tiveram filhos.

 

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Registro de casamento

 

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Registro de óbito de Aurélia Tiboni Labigalini.

 

Seu espírito aventureiro o levou a tentar a vida sozinho, na Argentina (1915). Seu objetivo era que, assim que estivesse estabilizado, sua esposa viria para junto dele. Meses depois ela faleceu na Itália.

A economia da Argentina estava em crise e ele ficou sem trabalho e resolveu emigrar para o Brasil, onde tinha parentes aqui, residindo no Bairro Barão Ataliba Nogueira, município de Itapira. Conseguiu emprego numa ferraria, onde aprendeu o ofício de ferrar cavalos. Aprendeu também a profissão de serralheiro.

Em 1920, retornou para a Itália, onde casou-se com Teresa Tonnelli e tiveram 2 filhos : Regina , nascida em 1922 e João Gottardo, em 1923.

Em junho de 1924, Isacco e a família vieram para o Brasil, indo morar no sítio do Sartorelli, em Itapira. Posteriormente conseguiu emprego na Prefeitura. A família foi aumentando com o nascimento de mais filhos: Maria Tereza, Ana Maria, Paschoalina, Judith e Antonio David.

Em 1930, Isacco foi trabalhar na Estrada de ferro Mogyana, como ferroviário. Foi transferido para Santos Dumont (perto de Ribeirão Preto) e posteriormente para Guedes e Furtado, no Estado de São Paulo. O salário nesta companhia era baixo e mal dava para alimentação da família. As roupas da família de Isacco ficavam com muitos remendos e a situação financeira não estava nada fácil. Numa das viagens de trem com a família, seus filhos estavam com fome e ele estava sem dinheiro. No trem havia vendedores de pastel. As crianças ficavam com água na boca, com vontade de comê-los. Um dos passageiros comprou-os e mandou entregar às crianças. Isacco quis saber quem foi essa pessoa de coração generoso, para lhe agradecer, mas não ficou sabendo.

Trabalhou em Amparo de 1932 a 1940, ainda como ferroviário. Pediu transferência para Campinas pois queria que seus filhos estudassem e trabalhassem numa cidade de futuro (naquela época Campinas tinha 50.000 habitantes). Foram morar na Rua Germânia e posteriormente na Rua Rodrigues Alves, no Bairro Do Bonfim.

Isacco faleceu em Campinas, em 1970, com 84 anos.

isaccotempo

Isacco

 

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Carta enviada dos Estados Unidos por Maria Rizzardini Labigalini a seu filho Isacco no Brasil:

 

” Springfield 25 de junho de 1954.

     Caríssimo Isacco e família,
     Espero que sua saúde e a todos da família estejam bem.
     Nós, pela graça de Deus estamos todos bons.
     Caro Isacco, te faço saber que Luigi decidiu ir passear na Itália.
     A sua partida será em 2 de julho e retornará dia 2 ou 4 de agosto. Ele vai de avião porque suas férias é somente de 1 mês e voltará ao trabalho, não poderá faltar.
      Caro Isacco eu venho fazer-lhe uma proposta. Em nome de Luigi, Martina, Palmira e família e todos os parentes e sua velha mãe, gostaríamos de poder ter você aqui conosco por uns tempos, que será bem acolhido por todos. Nunca irá faltar onde dormir, nós estamos numa boa posição financeira.
     Espero que também seus filhos venham passar uns tempos conosco depois de tantos anos sem nos vermos, não é verdade? Assim poderá ver seus sobrinhos.
     Caro Isacco, você  não pode imaginar nosso contentamento se você vier a passear aqui, você vai consolar a sua velha mãe e todos os parentes e também os amigos dos felizes tempos. O marido da Palmira está aposentado e terá tempo de lhe fazer companhia nos dias em que estamos trabalhando. Tenho a esperança que você vai me dar grande consolo. Eu peço que me escreva logo da sua decisão e espero que seja boa.
     Termino desejando-lhe, meu caro, em nome de todos, especialmente de Luigi e Martina e de mim , um beijo quente. Sua mãe,
 Maria Labigalini.
     Dê à sua família nossos votos de muita saúde.
                       Espero poder dizer Adeus ……..
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FONTES

< http://familialabigalini.blogspot.com.br/ >

 

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