Florêncio Caruso

Florêncio (Fioravante) Caruso, nasceu em 06 de fevereiro de 1884, filho dos calabreses Vincenzo e Anna Maria Provenzano Caruso.

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Irmão de Júlio Caruso, casado com Júlia Maria Pacheco Caruso;

Menino, ainda, com nove anos de idade, Florêncio foi trabalhar como auxiliar de telegrafista na Ferrovia.
Numa tarde qualquer, Florêncio chegou todo eufórico em sua casa e apresentou ao pai o quadro que havia pintado – na verdade a pintura de uma paisagem, feita sobre papel de embrulho com tinta de parede. A reação de Vincenzo diante da “obra-prima” do filho foi surpreendente para um homem simples e iletrado como ele era: olhou para a pintura com um sorriso de satisfação nos olhos brilhantes, pregou-a na parede e começou a chamar pessoas que passavam na rua para virem apreciar o que o seu “figliolo” havia feito. A intuição de Vincenzo foi o grande estímulo para Florêncio desenvolver-se na pintura e transmitir depois aos seus filhos o talento artístico.

 

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Florêncio continuou a trabalhar na Companhia Paulista, até se aposentar por volta de 1927, aproveitando as horas vagas para aperfeiçoar os seus dotes artísticos.

Seu primeiro grande feito no campo das artes plásticas foi uma exposição em 1910, aqui em Campinas. O resultado da mostra foi espetacular: todos os quadros foram vendidos e a receita financeira alcançou em 10$000, dez contos de réis. Com esse dinheiro, Florêncio comprou um sítio em Rebouças, hoje Sumaré (SP).

 

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Natureza Morta”, data de 1939.

Por volta de 1927, depois de uma desventurosa experiência no ramo tipográfico, aposentou-se da Companhia Paulista e veio morar em São Paulo, estabelecendo-se com um pequeno atelier para reprodução, ampliação e restauração de fotografias antigas. Mas nunca deixou de pintar.

 

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“Beco”de 1959.
 Casou-se com Tereza Andreoli Caruso (1889-1961), e deste matrimônio nasceu nove filhos (Salvador, José, Vicente, Waldemar, Maria de Lourdes, Laércio, Lígia, e Rubens), dos quais sete seguiram os passos do pai enveredando pela carreira artística na pintura. Os outros dois seguiram caminhos diferentes: Júlia, exímia pianista e concertista e Rubens Caruso (1928-2008), escritor e jornalista.
     Sogros de Fausta Pellegrino, Carmen Pereira, Lídia, Nair Ultramare, Orlando Allegretti, Frederico Vendemiatti, Tereza Carvalinho, Rozélis Guidi e Marcelo Faria Alvim.
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“Ao Calvoso, offerece F. Caruso – 11-927”, é a dedicatória que Florêncio Caruso colocou na obra, em homenagem ao amigo ferroviário, João Calvoso, no ano da aposentadoria do pintor, quando passou a dedicar-se exclusivamente à arte. A obra hoje está com Sérgio Calvoso, neto do João.
  Ao falecer, em 02 de agosto de 1962, Florêncio deixou centenas de obras, que decoram as paredes de muitas casas em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e muitas outras cidades brasileiras.
Felizmente, o talento artístico de Florêncio Caruso não morreu com ele. Seus filhos souberam ser dignos da herança que haviam recebido e também deixaram um legado artístico de valor reconhecido pela crítica.
FONTES
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