Prefeito Antônio da Costa Santos

Publicado 11/01/2017 por lcs2308

Prefeito Antônio da Costa Santos, conhecido como Toninho, nasceu em 4 de março de 1952, em Campinas. Filho dos portugueses Joaquim da Costa Santos (1918 – 1975), de Póvoa de Varzim; e de Clemência das Neves Nega Santos (1922 – 2013), de Vimioso.

 

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Ficha consular de sua mãe.

 

 

Seu pai decidiu-se mudar para o Brasil durante a Segunda Guerra Mundial, período de enorme turbulência para a Europa e de estagnação particularmente em Portugal. Ficou uns dias na zona portuária, antes de se estabelecer em São Paulo, onde trabalhou como jardineiro e ascensorista.

 

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Logo ele se envolveu em um dos ramos de negócios de tradição da comunidade portuguesa no Brasil, a das padarias. Com uma pequena carroça, passou a distribuir os pães e doces fabricados por algumas panificadoras da Capital. No final da década de 40, Joaquim, mudou para Campinas, onde instalou um pequeno depósito para distribuição de doces em um cômodo na rua Dos Alecrins, no Cambuí. Foi este pequeno depósito que se transformou, nos anos 50, na fábrica de doces Campineira, que viria a ser uma das principais empresas do ramo do Brasil.

 

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Em 1969, Toninho concluiu o Ensino Médio, após estudar no Colégio Ave Maria e nas escolas Carlos Gomes e Ataliba Nogueira.  Toninho, formou-se em Arquitetura, pela USP, em 1975, no ano da morte do seu pai. Teve uma trajetória profissional e biográfica que na prática representa um resgate das raízes históricas, como a preocupação de Toninho com o local exato em que nasceu Campinas, que era bem anterior às pesquisas que realizou para a sua tese de doutorado. A inquietação apareceu um pouco depois, em 1978, quando comprou uma casa, no Jardim Proença. Como fruto de suas pesquisas, descobriu que a casa, era uma das primeiras construídas em Campinas, no final do século 18. É por esse motivo, Toninho pediu o tombamento da própria casa, em 1986 ao Condepacc.

 

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Sua tese de mestrado foi dedicada à urbanização das favelas. Já a tese de doutorado, defendida em 1999, na FAU-USP, mudou a versão sobre o primeiro pouso de tropeiros em Campinas, foi dedicada às grandes obras que mudaram o perfil de Campinas. Para pesquisar a origem de Campinas, Toninho viajou a Portugal, para a região do Conselho de Vila Real, de onde saiu o Morgado de Mateus, o governador da Capitania de S. Paulo que assinou o decreto da fundação de Campinas.

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Também para para subsidiar a tese, reconstituiu com recursos de satélite e fotos aéreas, o Caminho dos Goyases, a rota dos bandeirantes para a região central do Brasil. O caminho passava nas proximidades da casa onde viveu e de onde, na altura do Cambuí, o seu pai fundou a fábrica de doces Campineira.
Em 1991, como vice-prefeito na gestão de Jacó Bittar, conseguiu finalmente tombamento de sua casa pelo Condepacc.

Em meados da década de 70, Toninho uniu-se aos favelados no movimento Assembleia do Povo, tornando-se o arquiteto oficial e o maior aliado no projeto de urbanização das favelas. Ele ficou 15 anos no movimento lutando para trazer melhores condições de moradia ao povo.

 

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Em 1989, foi eleito vice-prefeito de Campinas pela chapa do PT. Nessa época foi também nomeado Secretário de Obras da PMC, período em que denunciou corrupção envolvendo o Prefeito Jacó Bittar, o Governador Quércia e o Presidente Fernando Collor. Em virtude dessas denúncias foi exonerado do cargo de Secretário e banido da Prefeitura.

Em 1996, Toninho concorre às eleições municipais para o cargo de Prefeito, sem qualquer recurso ou apoio da direção nacional do PT, termina em terceiro lugar.

Casou-se com a psicanalista Roseana Moraes Garcia, deste matrimônio nasceu: Marina.

Eleito prefeito de Campinas, em janeiro de 2001, ficou oito meses no cargo, quando foi assassinado a tiros, às 22h15, do dia 10 de setembro de 2001.

 

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5 comentários em “Prefeito Antônio da Costa Santos

  • Olá amigo, tudo bem?! Em primeiro lugar gostaria de parabenizar pelo excelente trabalho realizado nesse blog! É muito legal ver alguém interessado na história da cidade e preservando ela dessa forma tão bacana. Sou colaborador voluntário da Wikipédia desde 2006 e nesses últimos meses venho trabalhando intensamente no projeto, principalmente nos artigos relacionados a cidade de Campinas. Gostaria de convidar você para participar também! Com seu conhecimento poderiam melhorar e muito o artigo sobre o Toninho (https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_da_Costa_Santos). Se você se interessar, tiver dúvidas ou quiser uma ajuda para começar, pode entrar em contato direto comigo! Abraços

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  • Adoro este site que resgata a história de Campinas e informações que temos pouco acesso, já que não temos livros sobre a história de Campinas nas livrarias. Sobre esta biografia do Toninho e gostaria de acrescentar algumas informações: residi na Av. Arlindo Joaquim de Lemos, 1325, onde hoje funciona a imobiliária Provectum, bem em frente à casa de Toninho, nos anos de 1965 a 1967. A biografia diz que Toninho comprou a casa em 1978. Pode até ter comprado da família, já que lá residia desde os anos 60 e ali funcionava a Cafeeira Campineira, de propriedade de seu pai e que beficiava café. Era uma área ampla, tinha até um campinho de futebol onde os funcionário jogavam após o trabalho. Estudei nessa época com o Toninho, na mesma escola, Instituto de Educação Carlos Gomes, e nas mesmas classes e séries: 2º ano ginasial em 1965 e o 3º ano ginasial em 1966. Pegavamos o mesmo onibus no Jardim Proença, no ponto ao lado da Igreja N.Sra. Aparecida e geralmente retornavamos juntos. Já naquela época, Toninho mostrava suas aptidões politicas e era vice presidente do grêmio estudantil, presidido por Olguinha Affonso Ferreira. Minha família se mudou para Sousas em 1967 e nossos destinos se separaram. Revi Toninho muito mais tarde, mais precisamente no ano 2000 quando estava em campanha para a prefeitura.

    Quanto ao local onde morava Toninho no Jardim Proença, na Cafeeira Campineira, foi o primeiro pouso de bandeirantes em nossa cidade, no caminho para Goias. Por coincidência, o bandeirante que fundou esse primeiro pouso, vem a ser meu 8º avô e se chamava Fernão de Camargo, “O Tigre”. Esse ponto de parada recebeu de Fernão de Camargo o nome de “Campinas de Mato Grosso”, por ter sido erguido num desses campos naturais cercados por matas cerradas. Essas paradas eram comuns aos Bandeirantes, que com isso permitiam e facilitavam futuro reabastecimento de suas empreitadas desbravadoras e posteriormente formaram núcleos de moradores onde surgiram os povoados que formaram as vilas e cidades de nossos tempos.

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