Personagens

Todos os posts na categoria Personagens

Família Ribeiro

Publicado 04/04/2017 por lcs2308

LUDGERO (Lídio) RIBEIRO DA SILVA, natural de Caconde-SP, falecido em 24 de setembro de 1969, aos 82 anos, filho de Messias Cândida Ribeiro e do Major João Octaviano Ribeiro da Silva. Pertencia a tradicional família paulista, foi um dos desbravadores da zona araraquarense na década de 10, tendo residido em Pindorama e Catanduva, onde possuía propriedade agrícola.

Casou-se com Maria Cassiana (Mulata) de Andrade Ribeiro, natural de São José do Rio Pardo, nascida em 24 de abril de 1895 e falecida em 09 de junho de 1979, filha de Nabor José de Andrade (18.11.1870-01.01.1937) e de Maria Gabriella D’Avila Ribeiro de Andrade (17.01.1876-23.03.1950). Participou ativamente da Revolução Paulista de 1932, tendo, até, cedido seus automóveis a seus irmãos, pois todos, inclusive seu pai, integraram os batalhões revolucionários da linha de frente (Coluna Romão Gomes). Elegeu-se vereadora em Pindorama, pela legenda do Partido Constitucionalista, já que todos de sua família e à de seu marido eram oriundos do antigo Partido Democrático (mais tarde denominado U.D.N). Ludgero e Maria comemoraram Bodas de Ouro em 27 de junho de 1964.

 

Bodas de Ouro de Ludgero e Maria Cassiana Ribeiro, na Igreja Nossa Senhora das Dores em 27.06.1964

Bodas de Ouro de Ludgero e Maria Cassiana Ribeiro, na Igreja Nossa Senhora das Dores em 27/06/1964.

 

Deste matrimônio nasceu: * José Geraldo Ribeiro, casado com Zulma de Almeida, pais de Kleber e Keula Maria de Almeida Ribeiro;

* Ninita Ribeiro Nogueira, casada com o Prof. Dr. Alfredo Ribeiro Nogueira, pais de Fred e Zizi;

 

Alfredo Ribeiro Nogueira, Ninita e seus filhos Fred e Zizi em 31.08.1948..jpg

Alfredo Ribeiro Nogueira, Ninita e seus filhos, Fred e Zizi em 31/08/1948. Foto: Eurydes Fernandes.

 

2994_570221163003030_2288136_n

Prof. Dr. Alfredo Ribeiro Nogueira, em 1943.

 

* Marina Ribeiro Hernández, casada com o Dr. Lourenço Martin Hernández, falecido em 20 de setembro de 1979, aos 64 anos, filho de Domingos Martin e Izabel Hernández García, pais de Rui Celso Ribeiro Martin, casado com Sônia Carolina Coutinho e de Marisa Teresinha Ribeiro Martin;

*João Octaviano Ribeiro Neto, falecido em 22 de março de 1977, aos 47 anos, casado com Cyrci Campos Graça Ribeiro, filha de José Moacyr Graça (30.05.1910-30.10.1992) e Aracy Campos Graça (26.04.1912-25.02.1974), sobrevivente do desabamento do Cine Rink, pais de Joacyr e Gilson Graça Ribeiro;

Ludgero, cunhado de: * Maria Francisca Ribeiro Ferreira, casada com José Ferreira de Andrade;

*José Ribeiro de Andrade, desquitado de Antônia Mesquita;

* Sebastião Lázaro Ribeiro de Andrade (23.02.1901-19.04.1961), casado com Maria de Oliveira, pais de Celina, Dinah e Lucy de Oliveira Andrade;

*Pedro Ribeiro de Andrade, falecido em 19 de abril 1965, formou-se, em 1931, pela Faculdade Nacional de Medicina do Estado de Guanabara, casado com Elvira Constâncio (Constante), pais de Pedro Filho;

*Antônio Ribeiro de Andrade, falecido em 23 de julho de 1990, casado com Sylvia de Almeida Leite;

*Benedicto (Nino) Ribeiro de Andrade, falecido em 21 de maio de 1981, aos 69 anos, como inscrito acima, participou ativamente com todos seus familiares da Revolução Constitucionalista de 1932, servindo no setor sul (Itararé) sob às ordens do tte. cel. Moraes Pinto, pertencente a Força Pública do Estado de S. Paulo, Assembleia Legislativa do Estado (22/08/1966) conferiu-lhe a Medalha da Constituição, pelos relevantes serviços prestados a Revolução, casado com Marina de Abreu, filha de Mário de Abreu e da Profa. Bibiana Del Nero de Abreu, pais de Nabor Neto.


Agradeço a colaboração de Marisa Ribeiro e Marco Antônio Martin.

Álvaro Ribeiro

Publicado 03/04/2017 por lcs2308

O Prof. Dr. Álvaro Ribeiro, campineiro, nasceu em 17 de fevereiro de 1876 e faleceu em 13 de agosto de 1929. Filho dos portugueses Antônio Joaquim Ribeiro (1841-1910) e Maria Augusta dos Santos Azevedo Ribeiro (1855-1878). Foi Jornalista, escritor e professor.

c3a1lvaroo

Álvaro Ribeiro

Fundou, em 1912, o Diário do Povo: “Com programa combativo e, dirigindo-o pelo espaço de doze anos, fiz dele o jornal de maior circulação dos que se editam no interior do Estado de São Paulo.”. Na imprensa, ele deixou a marca de sua atuação: “Verberando os excessos de autoridades e os abusos administrativos, defendia as causas que me pareciam justas; estimulando as iniciativas úteis e a caridade, protegia os fracos, socorrendo os infelizes e enfermos, ao mesmo tempo em que zelava dos direitos collectivos; propagava os sãos princípios democráticos em parallelo com os preceitos de humanidade.”.

Participando da fundação de outros dois jornais “Cidade de Campinas” e “Commércio de Campinas”;  realizou seu sonho de construir e dirigir um hospital para crianças pobres; e dois colégios, o Cesário Motta e o Ateneu Paulista. Foi vereador por sete legislaturas consecutivas, desde 1906, e escreveu um livro “Falsa Democracia”, denunciando o clientelismo político no Brasil, nos três anos que passou exilado em Portugal, por causa da fracassada revolução de 1924. Jamais recuou: “Em política, adotei, como programa, os princípios básicos da democracia: a moralidade administrativa, a soberania das urnas e a representação das minorias. Na imprensa, como jornalista, nunca a minha pena deixou de obedecer ao meu pensamento.”

A notícia da revolta comandada pelo general Izidoro Dias Lopes em São Paulo, contra o governo do presidente Arthur Bernardes que mantinha os brasileiros sob estado de sítio, chegou a Campinas às nove horas da noite de 5 de Julho de 1924. Um boletim na porta da Casa Mascotte, de Martins Ladeira, que ficava na Rua Barão de Jaguara, alertava que soldados rebeldes haviam cercado o palácio do governo e posto o governador Carlos de Campos para correr. Mais: dizia que, fora da capital paulista, o maior foco de resistência ao movimento era Campinas e que a cidade seria bombardeada.

Nas ruas, comentavam que o prefeito Miguel de Barros Penteado e o delegado regional haviam abandonado a cidade, deixando-a acéfala. Acompanhado de seu secretário Tasso de Magalhães, o então vereador e líder da Oposição Álvaro Ribeiro rumou para a Estação da Companhia Paulista a fim de telefonar para as autoridades militares de Jundiaí. O coronel Mesquita, comandante do Segundo Grupo de Artilharia de Montanha, baseado naquela cidade, confirmou a revolta, deu a entender que havia aderido e sugeriu que o jornalista, como líder da Oposição, assumisse a Prefeitura e se mantivesse neutro. Álvaro Ribeiro aceitou, mas impôs que não houvesse violência em Campinas. O coronel garantiu.

Às onze horas da noite, já estava na Delegacia Regional. O escrivão Jaime Rocha lavrou o termo de nomeação de Pedro Magalhães Júnior como delegado provisório e Álvaro tomou o comando da cidade. Agiu rápido: proibiu a saída de víveres; tabelou o preço dos alimentos; ordenou que o pão fosse vendido a peso e reduziu o preço da carne, cuidando para que uma comissão vigiasse o consumo.

Sua preocupação maior era com os desassistidos: abriu o hospital de isolamento; instalou enfermaria de emergência; dobrou a assistência médica; reativou ambulâncias e providenciou vacinas e remédios, para conter o surto de sarampo e gripe que alcançava a cidade. Reforçou a limpeza urbana e determinou a lavagem e desinfecção diária dos abrigos de refugiados que chegavam da Capital. Removeu os doentes mentais, havia anos internados no porão da delegacia, para o manicômio do distrito de Sousas.

O prefeito Miguel de Barros Penteado reapareceu dois dias depois, para exigir o cargo, alegando não ter abandonado o posto. Álvaro Ribeiro ligou para o coronel Mesquita. O próprio general Izidoro atendeu e mandou que o vereador continuasse no comando da cidade, acrescentando que o prefeito havia dinamitado pontes para dificultar a ação dos revolucionários. Com a revolta sufocada em 17 dias, a Justiça Federal processou Álvaro Ribeiro. Miguel Penteado depôs contra ele no processo e o jornalista, para não ser preso, partiu para o exílio em Portugal, terra de seus pais. Deixou uma Campinas livre da violência e da revolta – nenhum campineiro fora molestado nem detido naquele período.

Como registra o jornalista Eustáquio Gomes, “Álvaro sempre alegou que seus fins eram pacíficos; sua revolução fora principalmente sanitária”.

Em maio de 1924, Álvaro Ribeiro deixou o Diário do Povo “por profunda incompatibilidade” com o sócio. Já cuidava da fundação de outro jornal: “De feição moderna e progressista, sendo o que pretendia dotar minha terra, quando irrompeu a revolução, interrompendo meu trabalho.”.

Voltou três anos depois, em julho de 1927, numa situação inédita na história política do Brasil: reeleito vereador por aclamação popular, quando ainda estava no exílio. Reassumiu o comando do Colégio Ateneu Paulista, acelerou as obras do “Hospital para Crianças Pobres”, que hoje leva seu nome, e, em dois meses, a 4 de setembro, fazia circular em Campinas seu grande sonho: “Um jornal moderno, na altura do seu progresso, e de conformidade com a cultura do seu povo”. O Correio Popular.

O jornalista e historiador campineiro Júlio Mariano registra: “Coube a Álvaro Ribeiro a iniciativa revolucionária no interior de instalar na Princesa D’Oeste a imprensa moderna. Homem público a quem a imprensa era uma necessidade premente, como complemento à sua tribuna política de vereador, Álvaro Ribeiro lançou à publicidade a 4 de setembro de 1927 o Correio Popular, servido desde o seu primeiro número de máquinas linotipos, para a composição, e prelo rotativo para o rodar de suas edições. Contou desde logo com uma redação completa, com um redator próprio para cada uma de suas seções, que eram várias, dando-se ao luxo de possuir mesmo um secretário e um subsecretário e um redator exclusivo para as sociais.

Com Tasso Magalhães respondendo inicialmente pela organização da redação, da qual foi secretário, era impossível o ‘bico’ como atividade aos seus auxiliares, porquanto se exigia a presença dos redatores no jornal mesmo durante o dia, a partir das 13 horas. A César Rocha Brito Ladeira, então jovem, que mais tarde, em São Paulo e no Rio de Janeiro, se revelaria brilhante locutor, coube inaugurar, na moderna folha de Álvaro Ribeiro, a coluna de sociais, escrevendo quotidianamente, para abertura, um poemeto em prosa, que se tornara muito em moda, com Álvaro Moreira, no Rio, e Guilherme de Almeida, na Pauliceia. Como colunista de sociais usava César Ladeira o pseudônimo de Noel Vilaça. A novidade das instalações do Correio Popular, com o seu moderno e caro maquinário e a sua pesada folha de pagamento, como não poderia deixar de acontecer, alvoroçou Campinas.”.

Na edição inaugural do “Correio Popular”, Álvaro Ribeiro definiu no editorial da primeira página “O nosso objectivo”, sempre perseguido e respeitado pelos que fazem o jornal que ele criou para Campinas: “… nos bateremos por todas as causas justas e defensivas, sem preocupações secundárias, para manter conquistas liberaes postergadas por momentâneas conveniências de uma política retrógrada e impatriótica.”.

Retribuía: “A inthensa simpathia pública que rodeou a fundação desta folha é mais um estímulo para o cumprimento integral do nosso dever cívico e social.”. E arrematava: “E tudo fizemos contando exclusivamente com o apoio popular, do qual dependemos, para prosperidade e aperfeiçoamento desta empresa.”.

   ÁLVARO RIBEIRO, em 1929 considerou que a Democracia, estabelecendo a liberdade política, é o governo verdadeiramente nacional, e só admite como Lei aquela que tiver sido formulada de acordo com todas as correntes de opinião. Critica especialmente a ideia da lei poder ser elaborada apenas pelos delegados do partido vencedor.

Atas da câmara ao longo dos anos 20, aparece parcialmente a campanha de Álvaro contra o monopólio da eletricidade em Campinas pela empresa do Byington, que tinha o apoio do Orosimbo Maia, então prefeito e com quem Ribeiro assumiu antagonismo,  numa posição cada vez mais isolada dentro da câmara.

———————————————————————–

“Álvaro Ribeiro dorme seu derradeiro sono de herói” – MOACYR CASTRO

Com essa manchete, o Correio Popular de 14 de Agosto de 1929 noticiava a morte de seu fundador. O editorial “Tristíssima perda”, estampado na primeira página, lamentava: “Nesta hora dolorosa em que a angústia nos invade o peito, sentimo-nos como que petrificados em face do profundo golpe por que acabamos de passar. Desaparece do cenário da vida Álvaro Ribeiro, nosso mestre, amigo e chefe. A mágoa que experimentamos e que toda a sociedade campineira experimenta é bem o dístico simbólico do valor desse homem que nasceu sob a égide do Trabalho e da Honra para defender os interesses do povo e bem servir a coletividade.”.

A notícia biográfica enfatiza o espírito de luta em defesa de sua cidade: “Sua pena esteve sempre ao lado das aspirações nobres e justas, propugnando sempre pela vitória da causa popular. E por isso mesmo, o povo campineiro fez dele seu ídolo, depositando nele a sua confiança e elegendo-o à vereança municipal durante sete legislaturas consecutivas. Todo bom campineiro traz no coração o retrato daqueles momentos angustiosos de ansiedade, em que Álvaro surgia como anjo tutelar de sua terra, zelando pela vida, pela honra, pela segurança e tranqüilidade dos seus contemporâneos.”.

Com a morte de Álvaro Ribeiro, seu secretário e grande amigo Tasso Magalhães assumiu a chefia de redação do jornal, mantendo fidelidade à linha independente e de oposição aos desmandos cometidos contra a cidade pelos governantes do Partido Republicano Paulista, o onipresente PRP, que mandava em tudo, até o advento da Revolução de 30. Houve época em que só Álvaro Ribeiro não pertencia àquele partido na Câmara Municipal. “Naquele tempo, vereador trabalhava pela cidade e não ganhava nada”, destaca a filha Maria José.

Bem lembrado, Zezé… ”

—————————————————————————————————————————————-

“O derradeiro sono do herói” – MOACYR CASTRO

Há 70 anos, a educação, a saúde, a imprensa e Campinas perdiam Álvaro Ribeiro, fundador do “Diário do Povo”, em 1912, e do “Correio Popular”, em 1927, hoje jornais da RAC — Rede Anhanguera de Comunicações.

Suas filhas Maria José, Elisa Augusta e o filho Álvaro Filho não se esquecem do pai nem da tragédia daquela noite, no refeitório do Colégio Ateneu Paulista, fundado por ele. Maria José e Elisa estavam com a mãe, Hermínia de Godoy Ribeiro, no Cine São Carlos. De repente, apareceu na tela um recado escrito à mão numa folha de papel transparente, colocada na frente do projetor: “Alguém da família Álvaro Ribeiro compareça à portaria.” Hermínia saiu apressada com as duas filhas e encontrou na porta do cinema um grupo de alunos e funcionários do Ateneu. “Disseram que papai havia sofrido um mal súbito na escola, mas quando chegamos lá, ele já estava morto”, lembra Maria José. “Ele discutiu com um aluno interno, da cidade de Socorro”, diz Álvaro Ribeiro Filho, mas nem ele nem as irmãs lembram-se do nome.

Maria José diz que alguns internos do Ateneu eram rebeldes, “filhinhos de papai”, de famílias de fazendeiros da região, que gostavam de fazer algazarra na hora do jantar. “Naquela noite, papai entrou no refeitório disposto a acabar com a folia e começou a se sentir mal diante daquela gritaria. Nos contaram que ele só teve tempo de levar as mãos ao peito e lamentar com aqueles garotos: ‘Vocês estão me matando!’. Caiu e morreu”.

O filho Alvarito acrescenta que o pai já não se sentia bem havia algum tempo. “Os médicos diziam que ele não tinha nada”, afirma. “Mas foram os anos de exílio que agravaram sua saúde”, garantem as filhas. Álvaro Ribeiro aderiu à Revolução de 24, comandada pelo general Izidoro Dias Lopes, contra as oligarquias que sustentavam o governo de Arthur Bernardes, quase todo sob estado de sítio. “Ele deve ter sido o primeiro campineiro exilado político”, acredita Elisa Augusta, hoje com 80 anos, morando em São Paulo.

Alvarito era muito pequeno, tinha dois meses quando o pai embarcou para Lisboa, ainda em 1924, e se lembra pouco dele. “Voltei a Campinas com três anos e aprendi a falar Português em Portugal…” Elisa tinha dez anos. Ela conta que o pai alugou uma quinta (chácara) no Estoril e a batizou com seu nome: “Quinta Elisa”. Tempos difíceis.

A mãe, o filho e as filhas viajaram no vapor “Marsília”, numa jornada de quase um mês, da qual eles nada se lembram, de tanto enjôo. “Chovia muito quando chegamos com mamãe, seis meses depois de papai. Ela foi procurar algo para vedar a porta da varanda e o que encontrou foi uma bandeira do Brasil, que ninguém sabe como estava lá. Não me esqueço desse episódio e da emoção do meu pai. Ele me punha no colo e dizia: ‘Veja como o céu daqui é bonito, mas não é mais bonito que o de Campinas. Nem o sol brilha igual…’”. No exílio, Álvaro escreveu o livro “Falsa democracia”, sempre atual, “porque denuncia o abandono dos desfavorecidos e a força dos poderosos contra os oprimidos que já havia no Brasil”, comparam os filhos.

Maria José, a mais velha, 83 anos, vivendo em Petrópolis, ainda fala com horror da Revolução de 24: “Foi pavoroso. O povo fugia dos bombardeios; a comida havia acabado; perseguiam papai, que era o único membro da oposição na cidade. Refugiados chegavam de São Paulo e eram instigados a procurá-lo, como se ele fosse o culpado pela revolta. Campinas ficou uma cidade aberta, entregue à própria sorte, sem meios para abrigar tantos feridos e doentes, muitos com tifo. Entravam em casa armados, buscavam meu pai até debaixo da cama. Um desaforo!”.

Já no exílio, segundo Maria José, Álvaro Ribeiro encontrou-se em Lisboa com Washington Luís, que vinha de Paris, então recém-eleito para suceder a Arthur Bernardes. “O Washington prometeu a papai anistiar a todos os exilados por aquela revolução. Mas a anistia só veio quando papai decidiu voltar, em 1927, e, com um grupo de amigos, e dos primos, donos da famosa Confeitaria Colombo, cobrou a promessa do presidente, no Rio de Janeiro. Sua chegada a Campinas, na Estação da Paulista, foi uma apoteose. O povo o carregou em triunfo até nossa casa, na Rua Doutor Quirino”, lembra Maria José. “A mesma casa que tinha sido do Barão de Jaguara”, emenda Elisa Augusta. Maria José não se esquece daquele momento: “Ele fez um discurso muito bonito, falava bem. Sempre que eu via o Carlos Lacerda discursando, aqui no Rio, me lembrava de papai. Era um homem que enxergava o futuro, conseguia ver o que era invisível para os outros!”.

Outro episódio inesquecível para essa “repórter da família Ribeiro”, como os irmãos a consideram: “Eu tinha seis anos. Papai era vereador, sempre na oposição. Parou na porta de casa um carro luxuoso e desceu uma mulher muito chique. Eu estava no portão, ela me deu um anel de brilhantes e pediu para falar com o Álvaro Ribeiro. Minutos depois, aquela mulher saiu quase escorraçada de casa. A mando de alguém, ela queria o apoio dele para que votasse, na Câmara, o aumento da conta de luz. Sei que a luz não aumentou. A mulher fugiu assustada. Nem tive como devolver o anel. Tenho até hoje, como lembrança daquela história…” Maria José jura que não sabe quem era aquela dona…”

===========================================================================

  Casou-se com Hermínia de Godoy Ribeiro, falecida em 19 de julho de 1956, filha de Lázaro Marcellino de Godoy (16.02.1847-27.05.1930) e de Elizabeth (Elisa) Hucke (24.10.1857-05.02.1941), pais de * Maria José (Zezé), casada com Remy Martins; * Elisa Augusta, casada com José Altino Silveira Brasiliano e * Álvaro Filho, casado com Maria Helena (Léa) de Rocco Ribeiro.

Irmão de: Alberto Ribeiro, casado com Etelvina Fonseca; * Antônio Joaquim Jr, casado com Antônia Fonseca e Maria Augusta.

Cunhado de: Frederico de Godoy, Eduardo de Godoy, Laura de Godoy, Francisca de Godoy Jacob, Maria de Godoy Passos, Alfredo de Godoy, Leonor de Godoy Paranhos, Cyro de Godoy, Irma de Godoy Cardoso e Olívia de Godoy.

Professor Milton de Tolosa

Publicado 03/04/2017 por lcs2308

O Prof. Milton de Tolosa, nasceu em São Luiz do Paraitinga, SP, em 04 de maio de 1895 e faleceu em 14 de julho de 1957. Filho de Luiz Antônio de Tolosa e de Maria Thereza Azevedo Tolosa.

Prof. Milton

Formou-se professor em 1914. Foi de 1940 a 1956 – Delegado Regional de Ensino nesta cidade. Foi também Diretor de Ensino em São Carlos.
Serviu o magistério durante 42 anos, dos quais  16, como Delegado Regional do Ensino. Durante toda sua carreira, Prof. Milton não gozou de licenças, nem férias e nem deu faltas.
thumbnail

19.04.1952

 Casou-se com a Profa. Isabel Stanis de Tolosa, falecida em 08 de janeiro de 1954, filha de Antônio Stanis e Frederica Schmatz Stanis.
thumbnail

09.03.1954

     Em sua homenagem, foi dado seu nome a uma Escola na Rua Maestro Salvador Bueno de Oliveira, no Jardim Leonor e a uma Rua na Vila São Jorge, em Campinas.

Olívio Franceschini

Publicado 01/04/2017 por lcs2308

Olívio Franceschini, nasceu na cidade de Cordeirópolis, em 07 de abril de 1909. Filho de João Franceschini e Amália Demo Franceschini.

Irmão de * Abílio Franceschini, falecido em 26 de outubro de 1952, aos 41 anos, casado com a Profa. Mafalda Smânio (1911-2011); * Deolindo Franceschini, casado com Adelaide Mancini; * Palmiro Franceschini, casado com Ida Duarte; * Leandro Franceschini, casado com Olga Dimarzio e * Waldemar, casado com Irma Frigeri, falecida em 12 de março de 1959, aos 36 anos.
Passou sua infância, na cidade de Limeira, com os pais, que trabalhavam na lavoura de laranja e café. Com o decorrer dos anos mudou-se para a cidade de Sumaré, antiga Rebouças e como lavrador percorreu, posteriormente, os passos de seus pais na cidade de Jacuba (Hortolândia), distrito de Rebouças (Sumaré). Passado algum tempo foram para Hortolândia, onde fincaram as estacas na lavoura com plantação de algodão, milho, etc.
Foi pecuarista, produtor de lei, sendo sempre a sua propriedade que sedia o leite para as crianças das poucas escolas rurais existentes. Olívio Franceschini estava presente para estender as mãos, principalmente, às professoras que desciam na estação ferroviária, antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro em Hortolândia, para serem levadas por uma charrete cedida por ele com um funcionário da fazenda para que chegassem às escolas rurais.
Embora já adoecido, em toda a sua trajetória de vida foi considerado um baluarte para a emancipação de Hortolândia. Olívio sempre esteve ligado aos eventos das poucas igrejas de Hortolândia, independente de religiões, mas com o único intuito de humildemente estender as mãos para os que dele necessitassem.
Casou-se com Yolanda Smânio Franceschini, nascida em 13 de abril de 1908 e falecida em 10 de dezembro de 1991, filha de Luiz Smânio e Maria Paschoalina Brandini Smânio, deste matrimônio nasceu: Licurgo Franceschini, Ana Maria Franceschini e João Smânio Franceschini.
O seu filho João foi vereador por Hortolândia, e duas vezes prefeito de Sumaré quando Hortolândia ainda era distrito de Sumaré. Foi o seu filho, como vereador e, principalmente, como prefeito por duas vezes que trouxe para Hortolândia as grandes indústrias como IBM, Cobrasma, Braseixos, Dow Corning e tantas outras. Além disto, também abriu e asfaltou uma estrada, hoje chamada Avenida da Emancipação, ligando a sede do distrito de Hortolândia à estrada de Monte Mor, hoje SP 101, onde se situa o trevo de entrada para Hortolândia, cujo nome sugerido, por meio da apresentação desta propositura, é o de Olivio Franceschini.
Olívio passou pela vida com honestidade e trabalho sempre trabalhando em prol dos interesses da comunidade. No final de sua vida, devido às doenças que o cercavam foi residir para melhor ser atendido ao lado de sua filha que residia em Campinas, vindo a falecer aos 10 de outubro de 1981.

Família Melloni

Publicado 31/03/2017 por lcs2308

Pedro Melloni, nasceu em 29 de junho de 1877 e faleceu em 21 de setembro de 1956.

Casou-se em primeiras núpcias com Theolinda Alves de Assumpção Melloni, falecida em maio de 1906, em Amparo; em segundas núpcias com Maria Monici Melloni, nascida em 25 de fevereiro de 1890 e falecida em 27 de agosto de 1981.

17458049_1819535601703986_8635097024529494880_n

FAMÍLIA MELLONI.

 

Do primeiro matrimônio teve uma filha, Maria Antonietta (Sinhá) Melloni, nascida em 12 de outubro de 1896 e falecida em 18 de agosto de 1974, casada com Pedro Melloni Sobrinho, nascido em 29 de junho de 1898 e falecido em 29 de janeiro de 1946.

Do segundo matrimônio, os filhos: * Nodgi Melloni (22.02.1909-07.06.1978), casado com Olívia Priori (12.07.1909-21.09.1991);

* Laura Melloni Guidetti, casada com o farmacêutico José Guidetti;

* Maria Melloni Ferreira de Camargo (Dedé – 11.07.1914-05.12.1997), casada com o engenheiro Gilberto Ferreira de Camargo (11.04.1914-20.09.1997), filho de José Ferreira de Camargo Andrade e Anna Egydio Nogueira Aranha;

* Santina Melloni Alves dos Santos (15.08.1915), casada com Mauro Alves dos Santos, filho do ex-prefeito João Alves dos Santos e de Carolina Alves dos Santos;

* Irene Melloni Ziggiatti (29.06.1917-), casou-em 12/12/1940, com o Dr. Arthur Ziggiatti (30.10.1911-05.08.1999), filho de José Luiz Ziggiatti e de Catharina Marotta Ziggiatti;

* Leny Melloni Sbragia, casada com João Sbragia Netto;

* Joanna Melloni Arruda Camargo, casada com Lafayette Arruda Camargo Filho, filho de Lafayette Arruda Camargo e de Esther Moretzhon de Arruda Camargo;

* Helena Melloni Franco de Faria, casada com Carlos Franco de Faria;

* Ernesto Melloni (04.03.1919-17.07.1984), casado com Dilce Salmoiraghi Melloni (04.01.1923-07.03.1982), e,

* José Melloni (20.02.1921-06.04.2009).

Família Erbolato

Publicado 30/03/2017 por lcs2308

VICTÓRIO ERBOLATO, nascido em 1841, em Mira, Veneza, Itália, casou-se em 1866, com ROSA DENTE ERBOLATO, nascida em 1845, em Mira.

 

1625675_586784508071511_1920013813_n

Família Erbolato. Ao centro, o patriarca João Erbolato e sua esposa Emília Matesco Erbolato.

 

Deste matrimônio nasceu: * 1- GIOVANNI (JOÃO) ERBOLATO , nascido em 04 (ou 06?) de agosto de 1867 e falecido em 10 de julho de 1931.

 

14732132_1724816751175872_912116985496357625_n.jpg

Insira uma legenda

João Erbolato, ao se mudar para o Brasil, em 1891, morou por dois anos no Rio de Janeiro, transferindo-se, em seguida para Capital, onde depois, veio para Campinas. Aqui chegando, em 1893, logo fundou a Oficina de Carpintaria, uma das primeiras da cidade, que funcionou por muitos anos na Rua José de Alencar, esquina com a Rua Ferreira Penteado, no Centro. Por ser um competente profissional e um dos pioneiros na área, foi responsável pelos serviços de carpintaria de inúmeros edifícios públicos e particulares no município.
Entre as obras que ajudou a construir estão o prédio do Colégio Progresso, no Cambuí, Liceu Salesiano Nossa Sra. Auxiliadora, Colégio Sagrado Coração de Jesus, o Instituto Profissional “Bento Quirino”, na avenida Orosimbo Maia, o antigo Frontão, Velodromo, Teatro Municipal ‘Carlos Gomes’ e as primeiras instalações da Estações de Tratamento de Água de Campinas.
Com início no Balão do Castelo e término na Vila Militar, a avenida João Erbolato é uma das mais importantes. Inaugurada com denominação de Rua E, seu nome foi dado durante a gestão do prefeito Ruy H. Novaes.
Casou-se em 1888, com Emília Mattesco Erbolato, nascida em 10 de agosto de 1869 e falecida em 28 de fevereiro de 1948, aos 73 anos.

 

14570796_1724817487842465_7186336126279238560_o.jpg

Insira uma legenda

Deste matrimônio nasceu:  ** 1- Victório Erbolato (1889-1947), casou-se em 22 de abril de 1911, com Maria Quintana, filha de João e Trindade Quintana, natural de Granada, Espanha.

Victório Erbolato e Maria Quintana.jpg

Victório Erbolato e Maria Quintana.

Filhos: *** 1- Marina, nascida em 07 de abril de 1917;
—————————————————————————————————————————————–

** 2- Humberto Erbolato (25.04.1891-08.01.1963), casou-se em 14 de julho de 1914, em 1. núpcias com Josephina de Lucca Erbolato (13.07.1895-09.04.1934); e em 2. núpcias com Benedita Outeiro da Silveira.
Filhos: *** 1- Mário de Lucca Erbolato, falecido em 08 de julho de 1990, aos 71 anos, chefe da Assessoria Jurídica da Câmara Municipal e redator da sucursal de Campinas de “O Estado de São Paulo”, casou-se em 05 de março de 1943, com Lucy Franco Camargo, filha de Paulo Franco Camargo, cirurgião-dentista e Íria Rodrigues de Melo;
*** 2- Geraldo Duberto Erbolato (22.03.1929-05.08.1989)
*** 3- Gelma Aparecida;
*** 4- Élcio Benedito.
—————————————————————————————————————————————–** 3- Rosa Teresa Erbolato Beltramelli (14.09.1893, Rio de Janeiro-21.04.1971), casou-se em 14.04.1928, com Francisco Beltramelli;
—————————————————————————————————————————————–
** 4- Luiz Erbolato (11.10.1896, Campinas-14.09.1932), casou-se em 11 de outubro de 1917, com Margarida Velardi, filha de Philomeno Velardi e Rosa Paris.
Filhos: *** 1- João Luís (1918);
—————————————————————————————————————————————–** 5- Manoel Erbolato (18.05.1898, Campinas-11.01.1972), era funcionário municipal, e foi, durante trinta anos, administrador do Teatro Municipal “Carlos Gomes”, e nessas funções tornou-se amigo dos mais importantes artistas brasileiros e estrangeiros que estiveram em Campinas. Apoiava a todos e muitas vezes anonimamente, auxiliou, às suas expensas, pequenos conjuntos ou artistas, a deixarem Campinas, quando do fracasso de suas apresentações. Foi um grande incentivador do teatro amador. Possuía uma coleção completa de todos os folhetos e programas feitos para os espetáculos do Teatro, desde a sua fundação. Foi um dos fundadores e integrantes (como músico) da “Sociedade Symphônica de Campinas”. Participou ativamente da revolução Constitucionalista de 1932. Sobre seu esquife foi colocado um capacete do Movimento Nove de Julho. Casou-se em 22 de maio de 1919, com Izabel Juliana Forster (Folster), falecida em 1975, filha de Guilherme Frederico Folster e Antônia Maria de Campos Folster.

Filhos: *** 1- Romilda, casada com Gian Luigi Gonzatto;
*** 2- Milton;
*** 3- Dirce, casada com Georges Zaouk;
*** 4- Dirceu;
*** 5- Oscar,nascido em 13 de janeiro de 1928 e falecido em 05 de junho de 2008, casou-se em 09 de janeiro de 1949, com Flávia Garcia, nascida em 14 de novembro de 1926 e falecida em 14 de setembro de 1998;
*** 6- Helena, casada com Roberto Gabiatti;
*** 7- Aida (adotiva), casada com Giovanni Furlai.
—————————————————————————————————————————————–** 6- Olga Erbolato de Souza Leite (18.07. 1900-16.10.1977), casou-se em 20 de janeiro de 1921, com Altemiro de Souza Leite, falecido em outubro de 1956, aos 63 anos, alto funcionário do Escritório da Cia. Mogyana.

Filhos: *** 1- Pedro Amaury de Souza Leite;

*** 2- Hilza de Souza Leite Guimarães, falecida em 2009, aos 87 anos, casada com Octávio de Castro Guimarães;

*** 3- Elza de Souza Leite Scatena, casada com Dr. José Scatena, filho de Aurélia Cancian e Ernesto Scatena;

*** 3- Lucy de  Souza Leite, casada com Luiz Carlos de Oliveira;

Avós de: João Pedro e Ana Lúcia Scatena, Vera Lígia de Souza Leite Scatena (04.11.1950), Renato Fairbanks Barbosa, Fernanda Cristina Souza Leite de Oliveira, Marcelo Augusto de Oliveira e Adriana Souza Leite Guimarães.
—————————————————————————————————————————————–** 7- Olympia Erbolato Curcio (17.10.1902-01.07.1982), casou-se com 06 de abril de 1931, com Paschoal Curcio (28.07.1903, em Monte Leone, Calabria, Italy-28.03.1972), filho de Paulo Curcio e Prudência Curciurria Curcio, era funcionário público municipal.

Filhos: *** 1- Cleto Erbolato Curcio (20.03.1932-29.06.1989), casado com Rosamari Fittipaldi Fernandes, filha de Guilherme Hermann Neves Fernandes e Rosinha Fittipaldi;

 

14716325_1724817517842462_2201573398354125390_n.jpg

Insira uma legenda

—————————————————————————————————————————————–** 8- Octávio Erbolato (06.06.1905-02.12.1972), casou-se em 14 de novembro de 1928, com Clementina (Tita) Wohnrath Erbolato (14.11.1905-09.05.1997), filha de Christina de Lucca e Severo Whonrath.

 

15492372_1762209927436554_4943467927495198205_n

Erbolato

 

Filhos: *** 1- Newton Erbolato, casado com Dília Tilli, filha de Anna (Nina) Caprioli e Ferdinando (Fiori) Tilli;

1656016_593477867402175_1674263091_n

Da esquerda para a direita: Octávio Erbolato e Clementina Erbolato (Tita), Newton Erbolato, Dília Tilli Erbolato, Anna Caprioli Tilli (Nina) e Ferdinando Tilli (Seu Fiori).

*** 2- Norberto Erbolato (09.04.1935-25.06.1998).

15622157_1762210097436537_5423526283631906000_n.jpg

Insira uma legenda

 


 

** 9- Prof. Carlos Alberto Erbolato, vereador em S. Carlos, casado com Maria Yolanda Ferraz de Siqueira, filha de Francisco Porto Siqueira e ;
Filhos: *** 1- Profa. Dra. Lélia Erbolato (13.02.1939), casada com…. Melo;
—————————————————————————————————————————————–** 10- Walter Matesco Erbolato (26.06.1910-15.03.1975), casado com Maria Mion Jeremias (01.06.1913-18.11.1989).
Filhos: *** 1- Sérgio Walter (10.04.1936-26.05.2015), casado com Julmar Boccaletti, filha de Maria Lulu e Júlio Boccaletti, pais de José Arthur, Alexandra, José Augusto e Andréa;
*** 2- Flávio, casado com Maria Sílvia Freitas Munia;

*** 3- Eduardo Erbolato (29.11.1944-15.01.1945)

14716090_1724817657842448_6153599645019594395_n.jpg

Insira uma legenda

—————————————————————————————————————————————–* 11- Dr. Dante Erbolato (04.06.1914-23.04.1974), casado com Aracy Bueno de Mello;
Filhos: *** Carmen Sílvia (1941), casada com Caio Queiróz Guimarães;
*** José Roberto, casado com Raquel Krum;
—————————————————————————————————————————————–
* 2- ELISA ERBOLATO BALDAN, nascida em 1869 e casada com Antônio Baldan (Bordon?);

==========================================================================

 

record-image_3QS7-89W2-TL18

Registro de casamento de Giovanni Battista e Catterina Gasparini

 

record-image_3QS7-89W2-TG7L

Registro de casamento de Antônio Bordon e Rosa Orbolato???

 

Francisco de Almeida Lopes

Publicado 29/03/2017 por lcs2308
Francisco de Almeida Lopes, conhecido como “Chiquinho”, nasceu em 1909, em Valinhos. Filho de José Pereira de Almeida Lopes, administrador de fazenda, tenente da Guarda Nacional e subdelegado e de Maria das Dores Godoy de Lima.
Francisco de Almeida Lopes, no Largo do Pará, na década de 30.

Francisco de Almeida Lopes, no Largo do Pará, na década de 30.

Chiquinho era o caçula do casal. Com 10 anos de idade ficou órfão, indo morar com sua tia materna Faustina Godoy de Lima Carvalho que não tinha filhos e que acabou praticamente criando vários sobrinhos e sobrinhas, em Campinas. Na casa de Fausta, Chiquinho conviveu com o garoto Airton Rodrigues, mais tarde famoso produtor e apresentador de TV, também criado por ela.
Família-Devienne-Carlos

Carlos Eduardo Devienne, a mãe Anselma Godoy de Lima Devienne, a segunda esposa Avelina Almeida e os filhos. Foto Frederico Hahn

Desde criança era fascinado por cinema, arte que conheceu já em Campinas. Possuía uma caligrafia impecável e adorava desenhar. Era a veia artística brotando desde cedo. Por volta da metade dos anos 1920, Chiquinho juntou-se aos primos Carlos Eduardo e Alfredo Devienne  e o marido de uma prima, Benedicto Monteiro, que pretendiam ir para Ourinhos, município na divisa com o Norte do Paraná, a fim de trabalharem na Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, mantida por capitais ingleses, e com sede naquela cidade. Chiquinho nela ingressou como aprendiz, em 1928, lá trabalhando até aposentar em 1963.
Outra paixão que despertou cedo no jovem Chiquinho foi a fotografia. Aos vinte anos já tinha sua primeira máquina fotográfica, instrumento que o acompanharia até adoecer, em 1984. Sua máquina fotográfica nunca esteve sem filme, sendo utilizada para captar instantâneos de familiares, amigos, amigas e dos locais que conheceu. Foi o primeiro a fotografar desfiles em Ourinhos, ainda nos anos 1930. Amigo próximo de todos os fotógrafos profissionais da cidade, colaborou com vária gerações . Desse modo, a cidade que o acolheu e que tanto amou foi objeto do carinho de sua objetiva ao longo de 60 anos.
   Casou-se em 08 de julho de 1943, com Amélia das Neves Lopes (1923-2010), filha de José das Neves Júnior e pais do Prof. José Carlos.
Casamento

Casamento de Amélia das Neves e Francisco de Almeida Lopes, em 8/7/1943. Autoria Frederico Hahn, o original contém uma dedicatória de Frederico. O vestido de noiva foi confeccionado por Maria Petronilha.

 

colorida1.jpg

Amélia Neves Lopes e o filho José Carlos.

Amélia-1949

Amélia em 1949

Gostava muito  de viajar e de ler sobre ficção científica, cinema e fotografia. Assinava uma revista mensal sobre fotografia por meio da qual pode aperfeiçoar a sua arte.  Foi um mestre na foto preto e branco, experimentando, a partir dos anos 1950, o slide colorido e mais tarde a foto colorida. Nas três foi capaz de produzir trabalhos excelentes. Pretendia, com as fotos em slide, despertar o interesse dos fabricantes de cartões postais. As fotos eram tão boas que nunca os entusiasmaram. Outra arte inata que desenvolveu foi o trabalho de colorir fotos de pessoas. Trabalho meticuloso que lhe consumia muitas horas.
A pintura de paisagens em folhas de duratex foi também objeto de seu trabalho nos últimos anos de vida.
   Chiquinho faleceu em 1987.
FONTES
http://almeidalopes.blogspot.com.br/
%d blogueiros gostam disto: