Marilucia Nucci Vacchiano

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Ênnio Fabene

Publicado 25/07/2017 por lcs2308

Ascânio Enêa Fabene, ou Ênnio Fabene, nasceu em 07 de fevereiro de 1948, na cidade chinesa de Tien-Tsin. Era filho do marinheiro italiano Donato Fabene (30.04.1913, em Tolve, Itália), filho de Rocco Fabene e Mariantônia Stabile; e da chinesa Maria Ku Fabene (22.07.1919, em Shangai, China), filha de Soong Tsiene Ku e Tcheng-Che Ku, que tinha apenas 18 anos quando conheceu Donato.

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Registro de estrangeiro de sua mãe.

 

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Registro de estrangeiro de seu pai.

 

 

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Registro de estrangeiro de seu tio.

 

Os pais do menino deixaram a China em 1952. Primeiramente foram para a Itália. “Viajamos na classe mais pobre do navio. Eu tinha quatro anos e já mostrava facilidade para aprender línguas. Lembro-me de que eu subia até a primeira classe, passeando pelo navio, brincando com os passageiros”, contou em uma entrevista do Jornal “Correio Popular”.

Em 08 de fevereiro de 1954, a família veio para o Brasil, no Vapor “Conte Grande”. Donato e Maria tiveram quatro filhos, Maria Antônia Rosa (06.01.1942-21.01.2016), Renato Rocco, Silvestro (01.10.1947) e Ascânio.

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Registro de estrangeiro de seu irmão.

 

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Registro de estrangeiro de sua irmã.

 

O pai de Ênnio fez carreira nas Indústrias Matarazzo, em São Paulo, e foi convidado, em 1963, a gerenciar a filial campineira da empresa. Na época, Donato se opunha aos projetos pessoais de Ênnio, que sonhava ser cabeleireiro. Conclusão: o garoto fugiu de casa, aos 17 anos, e conseguiu emprego no Salão Rio, de Yvone Gomes.

Promoters disputavam  sua presença nas festas

Ênnio Fabene tinha uma clientela fiel e uma equipe afinada. Sua presença nas festas era disputada pelas promoters e ele circulava pelos eventos sociais mais badalados. Integrava júris e participava de solenidades importantes. Era referência no mundo da moda. Mesmo assim, os amigos o consideravam uma pessoa reservada, tímida até, uma personalidade marcada pela discrição.

 

Ennio e Dulcita

Ennio e D. Dulcita Vicente.

Ênnio dizia conhecer os “segredos” da sociedade campineira. Ouviu confidências e revelações bombásticas, assistiu a ascenções e quedas sociais. Era amigo de gente famosa, como o ator Lauro Corona, que morreu em 1989, aos 32 anos, também vítima de Aids. E pouco falava de sua vida pessoal.

 

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Ênnio

Admirava os atores Carolina Ferraz e Edson Celulari. Gostava de discoteca e de Mozart. E tinha medo de sapo. Sofreu muitos preconceitos, mas conseguiu seguir a carreira que desejava. Temia que a morte chegasse antes da hora, como de fato chegou. A mãe, Maria, teve câncer, mas ele dizia: “Ela morreu de perda. Perdeu suas raízes e seu passado ao deixar a China, depois perdeu meu pai, seu grande amor”.

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Marilucia Nucci Vacchiano e Ênnio Fabene, estampados na Revista Vogue. Foto José Roberto Hofling.

 

Construiu uma carreira sólida. Penteou artistas famosas, como Maitê Proença, Sandra Bréa, Regina Casé e Angela Maria. Mas pelo seu salão, no Cambuí, passaram também as mulheres mais elegantes de Campinas.

Ênnio Fabene, faleceu em abril de 1996, morreu de pneumonia, consequência da Aids e foi sepultado no Cemitério Parque Flamboyant.  Deu seu nome a uma rua, no Residencial Cosmos, em Campinas.

 

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FRASES

“A primeira pessoa que maquiei e penteei foi uma professora de acordeon. Eu tinha 13 anos, e era tão pequeno que precisei subir em uma cadeira para concluir o trabalho.”

 

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“As feias sempre me atraíram. As bonitas eram chatas. Eu queria criar a beleza. Por isso, sempre me deu prazer transformar as feias em bonitas.”

 

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“No salão, sou cabeleireiro e psicólogo. A beleza está ligada à alma humana. É preciso saber ouvir.”

 

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“Ainda não sei o que é um grande amor. Apenas sonho com ele. Um amor onde duas pessoas são uma, onde o olhar seja palavra, onde o corpo seja uma mensagem.”

 

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Prof. Alberto Krum

Publicado 31/07/2016 por lcs2308

 

O Professor Alberto Krum, nasceu em 22 de julho de 1891 e faleceu em 27 de dezembro de 1952.

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Foi lente de Educação Física, na Escola Normal e no Gymnásio do Estado (Culto à Ciência). Foi também presidente, durante o biênio de 1944/45 do Clube Campineiro de Regatas e Natação (C.C.R.N.). O seu lema, sempre proferido por ele mesmo e que imprimiu em todas as suas realizações e iniciativas, foi: “O esporte deve caminhar a par com a moral”.

Casou-se com Melitta Seiffert Jacoby Krum, nascida em 24 de março de 1901(1904?) e falecida em 25 de março de 1961, filha de Rosa Sidônia Seiffert (*29.07.1872 + 13.09. 1957) e Alfredo Seiffert Jacoby (14.09.1869-23.07.1941);

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Maio de 1939. Recepção à nadadora estrangeira Edith Hempeil (a segunda da esq/dir). Foto tirada em frente a Estação. Ary Rodriguez é o primeiro a direita e o Prof. Alberto Krum aparece a esquerda.

 

Deste matrimônio nasceu:

  • 1- Roland Krum, casado com Ruth Savioli Krum, filha de João Savioli e Ida Purchio Savioli;

 

  • 2- Hertha Krum Nucci (14.11.1922-01.07.2016), casada com Celso Nucci (+26.12.1965), antigo proprietário da loja “A Meia Elegante Magazine”, na Rua Conceição, filho de Nicolina Di Petta Azevedo e Vicente Nucci;
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Herta. Foto: Alex Nucci!

 

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  • 3- Mildred, casada com Oscar Grüm dos Santos, nascido em 29 de janeiro de 1923 e falecido em 24 de junho de 1983.
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