PELAS ÓRFÃS DA FEBRE AMARELA

Publicado 07/07/2017 por lcs2308

Em 29 de setembro de 1889, às 15h30, num belo domingo de primavera, em trens especiais, afluíram muitas famílias da capital do Estado e das cidades circunvizinhas, tornando o cenário urbano festivo e reflorescido dando início na cidade de Campinas uma QUERMESSE EM PROL DAS OBRAS DO ASILO DE ÓRFÃS, no antigo Jardim Público.
O evento foi organizado por uma comissão composta por destacados cidadãos da sociedade campineira e dos três jornais da cidade. As damas da sociedade campineira, promotoras da quermesse, fizeram o trabalho de “sensibilizar as almas” caridosas para todo o tipo de ajuda com o fim de conseguir o melhor resultado em prol do Asilo de Órfãs e desenvolveram gigantesca campanha financeira, abrangendo vários segmentos da cidade e região. O resultado financeiro ultrapassou o esperado, com o qual foi possível finalizar as obras para que o Asilo de Órfãs pudesse funcionar como internato, abrigando também as meninas que ficaram órfãs na ocorrência da epidemia da febre amarela que assolou a cidade em 1889.
A quermesse que teve festivo remate no dia 13 de outubro de 1889, foi uma das mais brilhantes e frutíferas festas que até então Campinas já presenciara, perdurando por muito tempo na memória de todos os que dela participaram, ficando a representação do ressurgimento de uma cidade vitimada pela febre amarela, e também um verdadeiro processo de revitalização de compromisso com a filantropia.
As obras do Asilo foram concluídas em julho de 1890. Àquele tempo, o asilo mantinha 212 meninas pobres no externato e 20 internas. A inauguração do internato foi feita em 15 de agosto de 1890, dia da festa da padroeira da Santa Casa (N.S. da Boa Morte).

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Pelo texto jornalístico, flui a grandiosidade do evento de benemerência, como elemento de poder de persuasão sobre a sociedade, envolvendo, na comunhão da causa, as pessoas pelo emocional, como denota a estratégia: “Em cada entrada do jardim está atravessado um arco de illuminação a gaz com distico Asylo de Orphans e, além destes, outros arcos no interior do jardim, perfazendo a conta de 12 arcos”. Para isso, foi preciso o aparato apelativo, no sentido de atrair e garantir a presença da população, num verdadeiro exercício de sedução e encanto, através das imagens e símbolos criados: bandeiras de cada país, a réplica da Torre Eiffel, forração de seda no Pavilhão Ramos de Azevedo, flores, enfeites, arquiteturas em formas de navio ou em estilo oriental, … (texto extraído da publicação de Ana Maria Negrão -Infância, Educação e Direitos Sociais: “Asilo de Órfãs”

 

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Sobre o Chalet ou Pavilhão Lidgerwood: “….. Está sendo edificado pelos empregados da casa Lidgerwood, que pretendem realizar ali a extração de uma loteria, organizada do modo seguinte: serão vendidos mil bilhetes a rasão de dois mil reis cada um produzindo 2:000$, destes tirarse- há 1:000$ que se dividirá em premios, sendo: 1 de 500$, 1 de 80$, 2 de 35$, 5 de 20$, 10 de 10$ e 30 de 5 $, ficando um conto de réis para a Kermesse.” Fonte: Infância, Educação e Direitos Sociais: “Asilo de Órfãs” (1870 – 1960) de Ana Maria Negrão

 

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A casa Notre Dame de Paris se esmerou em seu pavilhão, como encontramos no livro de A.M.M.Negrão: “Face da Rua Augusto Cesar (Torre Eiffel) Logo a entrada ergue-se magestosamente um fac-símile da Torre Eiffel. Tem 20 metros de altura, é dividida em 4 planos; sendo o primeiro, ocupado por um pequeno restaurant, o segundo, dedicado à imprensa fluminense, onde se hasteará uma bandeira proposital e na cupula, será collocado um intenso fóco de luz elétrica. Além desta illuminação terá ainda a de grande número de copinhos de cores variadas. No tope da Torre será erguida a bandeira franceza.” Fonte: Infância, Educação e Direitos Sociais: “Asilo de Órfãs” – Ana Maria Negrão Nota: a rua Augusto César é a atual Avenida Julio de Mesquita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Fontes:
Texto: Asilo de Órfãs-A.M.M.Negrão e Caridade e Poder-L.A.Rocha.
Imagens: Biblioteca Nacional Luso-Brasileira)

RODRIGUES DE CASTRO

Publicado 06/07/2017 por lcs2308

 

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JOSÉ MANOEL DE CASTRO, nascido em 29 de abril de 1820 e falecido em 15 de agosto de 1897.

 

Casou-se com AMÉLIA MARIANNA DE PAULA RODRIGUES CASTRO, nascida em Diamantina, em 23 de agosto de 1834 e falecida em 19 de junho de 1888.

 

Deste matrimônio nasceu:

1- MARIANNA AMÉLIA, nascida em 01/12/1849 e batizada em 11/12/1849, casada com Francisco Rodrigues do Prado, nascido em 26/04/1842 + 18/10/1889, pais de:

** 1- Antônio, batizado em 09/07/1864.

——————————————————* 2- GABRIEL, nascido em 06/10/1851, batizado em 15/10/1851 e falecido em 07/09/1900, casado com Joaquina (Sinharinha) Moreira Lima, pais de:

** 1- Antônio Galvão, foi diretor da Cia. Cafeeira de S. Paulo, casou-se 14/03/1905, com Carolina Leite de Barros, falecida em 09/12/1938, filha de Ladislau Leite de Barros e Augusta Santos, pais de:

*** 1- Dirceu, cc. com Lúcia de Oliveira;

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*** 2- Alaysa, cc. com Francisco de Lima Oliveira, filho de Antônio Custódio de Oliveira e Clementina (Sinhá) Lima;

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*** 3- Jarbas, cc. com Lolla Hinker;

——

*** 4- Dayse, cc. com José Duarte Leite, filho de José Nogueira Leite e Maria da Conceição;

—–

*** 5- Albery, cc. com Genny Campos;

——

*** 6- Naur, cc. com Iole Adele Ophélia de Gennaro;

——

*** 7- Carolina;

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*** 8- José;

——

** 2-  Constança, falecida em 06/02/1961, casou-se em 19/12/1916, com Cândido Ulhôa Cintra Coelho, falecido em 09/11/1956, filho de Cândido Gomes da Silva Coelho e Leonor Pinheiro da Ulhôa Cintra, pais de:

*** 1- Geraldo, cc. com Maria de Paula Leite;

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*** 2- Maria Aparecida;

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*** 3- Aglaê;

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*** 4- José Erthezo;

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*** 5- José Carlos;

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*** 6- Fábio;

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** 3- Gabriel, casado com Natalina Pontes;

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** 4- Profa. Noêmia, casada com Alaor Custódio de Oliveira, filho de Antônio Custódio e Clementina Lima Oliveira, pais de:

*** 1- Gabriel;

—–

*** 2- João Martim Felipe, cc. com Zaira Duarte;

—-

*** 3- José Roberto, cc. com Beatriz Schmitt Camargo Aranha;

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*** 4- Antônio Neto, cc. com Neuza de Lima;

*** 5- Maria Aparecida, cc. com Paulo Eduardo de Toledo Thompson;

*** 6- Maria de Lourdes;

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** 5- Arnaldo, foi funcionário da Agência da Caixa Econômica, cc. em 29/05/1909, com Maria Antonietta de Sousa Campos, filha de Olympia Leopoldina Leite e João de Sousa Campos, pais de:

*** 1- Murillo, advogado, cc. com Dalmácia Leitão, filha de Elisa Simões e Arthur de Freitas Leitão;

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*** 2-  Apparecida, cc. com José Odilon Marchini, filho de Nicolao e Amália Marchini;

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*** 3-  José, cc. com Ana (Maria?) Legar (Legaz?);

—–

*** 4- Hermosira, cc. com Henrique Marchini;

—–

*** 5- Arnaldo;

—–

*** 6- Roberto;

——

*** 7- Prof. João Gabriel, cc. com Maria José Anderson Schreiner;

—–

*** 8- Maria do Carmo;

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*** 9- Maria Antonietta;

——————————————————* 3- ANTÔNIO, batizado em 10/09/1853, casado com Elisiária Rodrigues do Prado.

——————————————————* 4-  ARTÚRIA, batizada em 18/02/1856.

——————————————————* 5- URBANA AMÉLIA, batizada em 28/01/1858 e falecida em 1887, casada com José de Araújo Roso, pais de:

** 1- Lafayette, falecido em 1957, cc. em 25/09/1902, com Maria Luíza Martins Ferreira, falecida em 03/02/1967, filha de João Pedro e Cherubina Martins Ferreira, pais de:

*** 1- Armando, cc. com Alina Ladeira;

——

*** 2- Adhemar;

—-

*** 3-  Maria Apparecida;

——

*** 4- Mary;

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** 2- Leonor, cc. em 01/02/1910, com Antônio Maurício Ladeira, filho de Antônio Maurício e Maria do Carmo Martins Ladeira, pais de:

*** 1- Maria de Lourdes, cc. com Heitor Paulino, filho de Domingos Eugênio Paulino e Ursulina Pinheiro;

———

*** 2- Cecília;

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** 3- Washington, cc. em 01/03/1906, com Luíza Neves Marcondes Machado, filha de Octávio Marcondes Machado e Maria Corinna Neves, falecida em 16/11/1952, pais de:

*** 1- Washington;

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*** 2- Euvaldo, cc. com Cléo Ribeiro de Barros, filha de João de Barros Júnior;

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*** 3- Ivette, cc. com Antenor Santisi, falecido em 23/04/1981, filho de João Santisi e Angelina Gallo;

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*** 4- Heloísa, cc. com …. Tollendal Pacheco;

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*** 5- José;

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*** 6- Haroldo, falecido em 11/11/19191919, com 5 meses, vitimado por alrepsia;

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*** 7- Nilton;

——–

** 4- José, batizado em 14/01/1886;

——————————————————* 6- EUCLYDIA BRÁULIA, nascida em 10/10/1860 e falecida em 02/06/1943.

——————————————————* 7- PROFA. MARIA AMÉLIA, batizada em 20/11/1867 e falecida em 15/07/1946, cc. com Luiz de Campos Serra, nascido em 14/04/1860 e falecido em 26/08/1842, filho de Cândido José da Silva Serra e Maria Eleutéria de Campos, pais de:

** 1- Alberto, cc. com Ester Castro Corrêa, pais de:

*** 1- Otto, cc. com Maria José Corrêa, filha do Prof. Geraldo Alves Corrêa e Luíza das Chagas;

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*** 2- Edina;

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*** 3- Zélia;

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** 2- Albertina, falecida em 10/10/1919, cc. em 06/10/1910, com Cândido Penteado Serra, falecido em 31/06/1947, filho de Antônio de Campos Serra e Cândida Penteado, pais de:

*** 1- Roberto;

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*** 2- Cássio, cc. com Natalina Felice, filha de Salvador Felice e Emília Ferrari;

——

*** 3- Ruth Aparecida;

——–

** 3- Maria Amélia;

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** 4- Múcio;

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** 5- Prof. Leônidas, foi diretor do Colégio “Cesário Motta”, cc. em 18/02/1915, em 1. núpcias com Ophélia Barbosa de Azevedo, filha de Francisco Cesário de Azevedo e Anna Barbosa; e em 2. núpcias com Altina Lapa;

———

** 6- Prof. Sebastião, cc. com Geni Fares;

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** 7- Trajano, cc. com Lícia Mortari;

——————————————————* 8- MARIA JOSÉ, cc. com o Coronel José Vicente de Queiróz Ferreira, filho de Francisco Benedicto Ferreira e Escholástica Jacintha de Queiróz, pais de:

** 1- Amélia, falecida em 04/09/1968;

——

** 2- Sylvio, falecido em 08/05/1958, cc. com Conceição Fleury, falecida em 1960, filha de Roberto Pires Fleury e Adelina Assumpção, pais de:

*** 1- Sílvia, cc. com Edwin Benedito Montenegro;

—–

*** 2- Roberto;

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** 3- Francisco Benedicto, falecido em 03/02/1954, cc. com Sophia Souza, filha de José de Souza Queiróz e Gisela Braun, pais de:

*** 1- José Edgard, cc. com Elay Mendes, filha de Arthur Teixeira Mendes e Maria Emília da Fonseca;

——-

*** 2- Maria Gisela;

———

** 4- Maria (Nenê), falecida em 20/06/1974, cc. com Luiz de Moura Azevedo, falecido em 08/07/1975, filho de José Ignácio de Moura Azevedo, pais de:

*** 1- Luiz, falecido em 22/04/1989, cc. com Esther Dias da Silva;

——–

*** 2- José Pedro, cc. com Beatriz Conrado do Amaral;

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** 5- Raul, falecido em 1936, cc. com Elsy;

——————————————————* 9- JOSÉ MANOEL, cc. em 27/04/1903, com Anna (Annita) Melchert, filha de Germano Frederico Eduardo Melchert e Anna Eliza, pais de:

** 1- Germano, cc. com Laura Peirão, filha de Quincio dos Anjos e Hermelinda Peirão, pais de:

*** 1- Maria Heloísa;

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*** 2- Carlos Eduardo;

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*** 3-;

——————————————————10- VICTORINO, cc. em 30/04/1904, com Laura Bierrenbach, falecida em 28/08/1962, filha de João Bierrenbach e Francisca Ernestina Bueno dos Reis, pais de:

** 1- Mário, falecido em 13/10/1905, com 8 meses;

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** 2- Jorge, cc. com Marília Brochado, pais de:

*** 1- Sérgio;

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** 3- Octávio, falecido em 15/07/1988, cc. com Lúcia Fonseca Ribeiro, filha de Antônio Joaquim Ribeiro Júnior e Antônia Fonseca, pais de:

*** 1- Elizabeth, cc. com José Carlos Gonçalves de Souza;

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** 4- Victor;

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** 5- Lucília, cc. com Francisco Augusto Ferraz Brochado, pais de:

*** 1- Eduardo;

——

*** 2- Maria Regina;

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*** 3- Maria Cristina;

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** 6- Laura, cc. com Diógenes Pupo Vasconcelos, filho de Gustavo Adolpho da Silveira de Vasconcelos e Anna Virgínia Pupo, pais de:

*** 1- Roberto Luís;

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*** 2- Anna Lúcia;

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*** 3- Gustavo Adolfo;

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*** 4- Vitor Augusto;

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*** 5- Isabel Maria;

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*** 6- Jorge Eduardo;

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** 7- Celso;

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** 8- Décio, cc. com Maria Darcy;

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** 9- Cyro, cc. com Judaiba Maria Contatore;

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** 10- Lúcia, cc. em 1948, com Darcy Paz de Pádua, filho de Antônio dos Santos Pádua e Sophia Paz;

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* 11- ALBERTINA, cc. com Joaquim Ferreira Penteado Netto.

 

Luizinho Torres

Publicado 02/07/2017 por lcs2308

Texto e acervo de Sônia Regina Novaes Ângelo.

Hoje quero falar desse grande amigo que tive aqui em Campinas. O saudoso Luizinho Torres.

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Conheci o Lu, quando eu lecionava Educação Artística na Escola João Lourenço Rodrigues, no Cambuí, na década de 90.O Lu, como todos os chamavam, era filho adotivo da Diretora da escola e era especial. Que grande artista que era esse menino. Começou a desenvolver o gosto artístico com 4 anos de idade, ao amassar papéis e criar seus primeiros bichinhos. Frequentou a escola, mas tinha dificuldades na aprendizagem e partiu então para a coisa que mais gostava de fazer: esculturas.

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Quando o conheci, ele fazia borboletas de latinhas de cerveja e pintava com caneta colorida. E comecei com ele uma linda história, na época eu dirigia as Galerias de Artes do Banco do Brasil, comecei então a divulgar o trabalho dele,e as encomendas foram chegando, passou então a criar também bichinhos de fios metálicos e de cobre.O Lu era fascinado por bichos…até que foi trabalhar na Oficina de Artes do Cândido Ferreira em Sousas. Lá ele criou muitas peças decorativas, que até hoje são vendidas na loja do Cândido, tudo criação dele.

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Acessórios para jardim

 

Aranha..feita no Cândido Ferreira.

 

Que trabalho lindo que ele fazia, nossa quantas exposições fiz dele, ajudei-o a ficar conhecido em Campinas, mas ele não gostava de vender as peças que fazia, cada escultura representava um filho dele, como ele mesmo dizia…mas o material era caro e ele precisava de dinheiro para manter a arte. Esse cavalinho ele me deu de Natal um pouco antes dele falecer.

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Luiz Torres,na primeira exposição que fez na Agencia Centro do Banco do Brasil.

Adoeceu do nada, ficou deprimido e foi indo embora…nossa como senti a partida dele, está sepultado ao lado do túmulo do escravo Toninho no Cemitério da Saudade…Luiz Torres…ficou para sempre no meu coração. Ele era especial em tudo, por isso que foi embora cedo..aos 37 anos.

Borboletas

 

Cavalinho,fios metálicos

Guardo com carinho todas as borboletas que ele me deu de presente….os bichinhos de cobre e a lembrança de ter conhecido um pequeno anjo que passou no meu caminho….deixando muitas, mas muitas saudades.

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Luminária

 

 

 

 

Santinha de Jacuba

Publicado 11/05/2017 por lcs2308
História de Maria Appolonia de Jesus, uma menina de 12 anos de idade que, supostamente, podia fazer milagres e se comunicar com Nossa Senhora Aparecida e, em razão disso, passou a ser chamada de “A Santinha de Jacuba”.
   O povoado de Jacuba (Hortolândia), pertencia ao distrito de Santa Cruz, município de Campinas, foi elevado a distrito de Jacuba, do município de Sumaré, emancipado em 1953.
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PROF. CELSO FERRAZ DE CAMARGO

Publicado 02/05/2017 por lcs2308
17 DE AGOSTO DE 1974:
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Celso Ferraz de Camargo

“Faleceu em Campinas, aos 78 anos, o professor Celso Ferraz de Camargo. O extinto, pertence a tradicional família paulista, durante 38 anos exerceu o magistério secundário e superior naquela cidade. Distinguiu-se como catedrático do Instituto de Educação “Carlos Gomes”, ali instalando o Centro de Estudos Históricos “Euclides da Cunha”, sua biblioteca e seu museu, onde funcionou o respectivo seminário.

Foi um dos fundadores da Associação Campineira de Imprensa e colaborou nos jornais locais. Combatente da Revolução Constitucionalista de 1932, ajudou a organizar em Campinas, o Partido Constitucionalista. Foi diretor, entre outras entidades, do Centro de Ciências Letras e Artes, Associação dos Professores do Ensino Secundário e Normal, Ação Católica, etc. Foi sócio e membro correspondente de numerosos institutos históricos do Brasil e do estrangeiro. Entre suas publicações se conta um Manual de História da Civilização Brasileira.


Filho de Octaviano Ferraz e Gertrudes de Camargo Ferraz.

Casado com D. Luíza (Laly) Sampaio Ferraz, filha de Maria das Dores Correia Sampaio e Carlos Sampaio Peixoto, neta paterna de Antônio Carlos (Sampainho) de Sampaio Peixoto e Anna Carolina da Silva Pontes Sampaio, deixou os filhos: Anna Luíza, casada com Sérgio Torquetti; Octaviano Carlos, casado com Lisette Luz Regina; Maria Helena, casada com Geraldo de Oliveira; Heloísa e Stella Ferraz de Camargo”.
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Celso

 

Família Ribeiro

Publicado 04/04/2017 por lcs2308

LUDGERO (Lídio) RIBEIRO DA SILVA, natural de Caconde-SP, falecido em 24 de setembro de 1969, aos 82 anos, filho de Messias Cândida Ribeiro e do Major João Octaviano Ribeiro da Silva. Pertencia a tradicional família paulista, foi um dos desbravadores da zona araraquarense na década de 10, tendo residido em Pindorama e Catanduva, onde possuía propriedade agrícola.

Casou-se com Maria Cassiana (Mulata) de Andrade Ribeiro, natural de São José do Rio Pardo, nascida em 24 de abril de 1895 e falecida em 09 de junho de 1979, filha de Nabor José de Andrade (18.11.1870-01.01.1937) e de Maria Gabriella D’Avila Ribeiro de Andrade (17.01.1876-23.03.1950). Participou ativamente da Revolução Paulista de 1932, tendo, até, cedido seus automóveis a seus irmãos, pois todos, inclusive seu pai, integraram os batalhões revolucionários da linha de frente (Coluna Romão Gomes). Elegeu-se vereadora em Pindorama, pela legenda do Partido Constitucionalista, já que todos de sua família e à de seu marido eram oriundos do antigo Partido Democrático (mais tarde denominado U.D.N). Ludgero e Maria comemoraram Bodas de Ouro em 27 de junho de 1964.

 

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Bodas de Ouro de Ludgero e Maria Cassiana Ribeiro, na Igreja Nossa Senhora das Dores em 27/06/1964.

 

Deste matrimônio nasceu: * José Geraldo Ribeiro, casado com Zulma de Almeida, pais de Kleber e Keula Maria de Almeida Ribeiro;

* Ninita Ribeiro Nogueira, casada com o Prof. Dr. Alfredo Ribeiro Nogueira, pais de Fred e Zizi;

 

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Alfredo Ribeiro Nogueira, Ninita e seus filhos, Fred e Zizi em 31/08/1948. Foto: Eurydes Fernandes.

 

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Prof. Dr. Alfredo Ribeiro Nogueira, em 1943.

 

* Marina Ribeiro Hernández, casada com o Dr. Lourenço Martin Hernández, falecido em 20 de setembro de 1979, aos 64 anos, filho de Domingos Martin e Izabel Hernández García, pais de Rui Celso Ribeiro Martin, casado com Sônia Carolina Coutinho e de Marisa Teresinha Ribeiro Martin;

*João Octaviano Ribeiro Neto, falecido em 22 de março de 1977, aos 47 anos, casado com Cyrci Campos Graça Ribeiro, filha de José Moacyr Graça (30.05.1910-30.10.1992) e Aracy Campos Graça (26.04.1912-25.02.1974), sobrevivente do desabamento do Cine Rink, pais de Joacyr e Gilson Graça Ribeiro;

Ludgero, cunhado de: * Maria Francisca Ribeiro Ferreira, casada com José Ferreira de Andrade;

*José Ribeiro de Andrade, desquitado de Antônia Mesquita;

* Sebastião Lázaro Ribeiro de Andrade (23.02.1901-19.04.1961), casado com Maria de Oliveira, pais de Celina, Dinah e Lucy de Oliveira Andrade;

*Pedro Ribeiro de Andrade, falecido em 19 de abril 1965, formou-se, em 1931, pela Faculdade Nacional de Medicina do Estado de Guanabara, casado com Elvira Constâncio (Constante), pais de Pedro Filho;

*Antônio Ribeiro de Andrade, falecido em 23 de julho de 1990, casado com Sylvia de Almeida Leite;

*Benedicto (Nino) Ribeiro de Andrade, falecido em 21 de maio de 1981, aos 69 anos, como inscrito acima, participou ativamente com todos seus familiares da Revolução Constitucionalista de 1932, servindo no setor sul (Itararé) sob às ordens do tte. cel. Moraes Pinto, pertencente a Força Pública do Estado de S. Paulo, Assembleia Legislativa do Estado (22/08/1966) conferiu-lhe a Medalha da Constituição, pelos relevantes serviços prestados a Revolução, casado com Marina de Abreu, filha de Mário de Abreu e da Profa. Bibiana Del Nero de Abreu, pais de Nabor Neto.


Agradeço a colaboração de Marisa Ribeiro e Marco Antônio Martin.

Álvaro Ribeiro

Publicado 03/04/2017 por lcs2308

O Prof. Dr. Álvaro Ribeiro, campineiro, nasceu em 17 de fevereiro de 1876 e faleceu em 13 de agosto de 1929. Filho dos portugueses Antônio Joaquim Ribeiro (1841-1910) e Maria Augusta dos Santos Azevedo Ribeiro (1855-1878). Foi Jornalista, escritor e professor.

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Álvaro Ribeiro

Fundou, em 1912, o Diário do Povo: “Com programa combativo e, dirigindo-o pelo espaço de doze anos, fiz dele o jornal de maior circulação dos que se editam no interior do Estado de São Paulo.”. Na imprensa, ele deixou a marca de sua atuação: “Verberando os excessos de autoridades e os abusos administrativos, defendia as causas que me pareciam justas; estimulando as iniciativas úteis e a caridade, protegia os fracos, socorrendo os infelizes e enfermos, ao mesmo tempo em que zelava dos direitos collectivos; propagava os sãos princípios democráticos em parallelo com os preceitos de humanidade.”.

Participando da fundação de outros dois jornais “Cidade de Campinas” e “Commércio de Campinas”;  realizou seu sonho de construir e dirigir um hospital para crianças pobres; e dois colégios, o Cesário Motta e o Ateneu Paulista. Foi vereador por sete legislaturas consecutivas, desde 1906, e escreveu um livro “Falsa Democracia”, denunciando o clientelismo político no Brasil, nos três anos que passou exilado em Portugal, por causa da fracassada revolução de 1924. Jamais recuou: “Em política, adotei, como programa, os princípios básicos da democracia: a moralidade administrativa, a soberania das urnas e a representação das minorias. Na imprensa, como jornalista, nunca a minha pena deixou de obedecer ao meu pensamento.”

A notícia da revolta comandada pelo general Izidoro Dias Lopes em São Paulo, contra o governo do presidente Arthur Bernardes que mantinha os brasileiros sob estado de sítio, chegou a Campinas às nove horas da noite de 5 de Julho de 1924. Um boletim na porta da Casa Mascotte, de Martins Ladeira, que ficava na Rua Barão de Jaguara, alertava que soldados rebeldes haviam cercado o palácio do governo e posto o governador Carlos de Campos para correr. Mais: dizia que, fora da capital paulista, o maior foco de resistência ao movimento era Campinas e que a cidade seria bombardeada.

Nas ruas, comentavam que o prefeito Miguel de Barros Penteado e o delegado regional haviam abandonado a cidade, deixando-a acéfala. Acompanhado de seu secretário Tasso de Magalhães, o então vereador e líder da Oposição Álvaro Ribeiro rumou para a Estação da Companhia Paulista a fim de telefonar para as autoridades militares de Jundiaí. O coronel Mesquita, comandante do Segundo Grupo de Artilharia de Montanha, baseado naquela cidade, confirmou a revolta, deu a entender que havia aderido e sugeriu que o jornalista, como líder da Oposição, assumisse a Prefeitura e se mantivesse neutro. Álvaro Ribeiro aceitou, mas impôs que não houvesse violência em Campinas. O coronel garantiu.

Às onze horas da noite, já estava na Delegacia Regional. O escrivão Jaime Rocha lavrou o termo de nomeação de Pedro Magalhães Júnior como delegado provisório e Álvaro tomou o comando da cidade. Agiu rápido: proibiu a saída de víveres; tabelou o preço dos alimentos; ordenou que o pão fosse vendido a peso e reduziu o preço da carne, cuidando para que uma comissão vigiasse o consumo.

Sua preocupação maior era com os desassistidos: abriu o hospital de isolamento; instalou enfermaria de emergência; dobrou a assistência médica; reativou ambulâncias e providenciou vacinas e remédios, para conter o surto de sarampo e gripe que alcançava a cidade. Reforçou a limpeza urbana e determinou a lavagem e desinfecção diária dos abrigos de refugiados que chegavam da Capital. Removeu os doentes mentais, havia anos internados no porão da delegacia, para o manicômio do distrito de Sousas.

O prefeito Miguel de Barros Penteado reapareceu dois dias depois, para exigir o cargo, alegando não ter abandonado o posto. Álvaro Ribeiro ligou para o coronel Mesquita. O próprio general Izidoro atendeu e mandou que o vereador continuasse no comando da cidade, acrescentando que o prefeito havia dinamitado pontes para dificultar a ação dos revolucionários. Com a revolta sufocada em 17 dias, a Justiça Federal processou Álvaro Ribeiro. Miguel Penteado depôs contra ele no processo e o jornalista, para não ser preso, partiu para o exílio em Portugal, terra de seus pais. Deixou uma Campinas livre da violência e da revolta – nenhum campineiro fora molestado nem detido naquele período.

Como registra o jornalista Eustáquio Gomes, “Álvaro sempre alegou que seus fins eram pacíficos; sua revolução fora principalmente sanitária”.

Em maio de 1924, Álvaro Ribeiro deixou o Diário do Povo “por profunda incompatibilidade” com o sócio. Já cuidava da fundação de outro jornal: “De feição moderna e progressista, sendo o que pretendia dotar minha terra, quando irrompeu a revolução, interrompendo meu trabalho.”.

Voltou três anos depois, em julho de 1927, numa situação inédita na história política do Brasil: reeleito vereador por aclamação popular, quando ainda estava no exílio. Reassumiu o comando do Colégio Ateneu Paulista, acelerou as obras do “Hospital para Crianças Pobres”, que hoje leva seu nome, e, em dois meses, a 4 de setembro, fazia circular em Campinas seu grande sonho: “Um jornal moderno, na altura do seu progresso, e de conformidade com a cultura do seu povo”. O Correio Popular.

O jornalista e historiador campineiro Júlio Mariano registra: “Coube a Álvaro Ribeiro a iniciativa revolucionária no interior de instalar na Princesa D’Oeste a imprensa moderna. Homem público a quem a imprensa era uma necessidade premente, como complemento à sua tribuna política de vereador, Álvaro Ribeiro lançou à publicidade a 4 de setembro de 1927 o Correio Popular, servido desde o seu primeiro número de máquinas linotipos, para a composição, e prelo rotativo para o rodar de suas edições. Contou desde logo com uma redação completa, com um redator próprio para cada uma de suas seções, que eram várias, dando-se ao luxo de possuir mesmo um secretário e um subsecretário e um redator exclusivo para as sociais.

Com Tasso Magalhães respondendo inicialmente pela organização da redação, da qual foi secretário, era impossível o ‘bico’ como atividade aos seus auxiliares, porquanto se exigia a presença dos redatores no jornal mesmo durante o dia, a partir das 13 horas. A César Rocha Brito Ladeira, então jovem, que mais tarde, em São Paulo e no Rio de Janeiro, se revelaria brilhante locutor, coube inaugurar, na moderna folha de Álvaro Ribeiro, a coluna de sociais, escrevendo quotidianamente, para abertura, um poemeto em prosa, que se tornara muito em moda, com Álvaro Moreira, no Rio, e Guilherme de Almeida, na Pauliceia. Como colunista de sociais usava César Ladeira o pseudônimo de Noel Vilaça. A novidade das instalações do Correio Popular, com o seu moderno e caro maquinário e a sua pesada folha de pagamento, como não poderia deixar de acontecer, alvoroçou Campinas.”.

Na edição inaugural do “Correio Popular”, Álvaro Ribeiro definiu no editorial da primeira página “O nosso objectivo”, sempre perseguido e respeitado pelos que fazem o jornal que ele criou para Campinas: “… nos bateremos por todas as causas justas e defensivas, sem preocupações secundárias, para manter conquistas liberaes postergadas por momentâneas conveniências de uma política retrógrada e impatriótica.”.

Retribuía: “A inthensa simpathia pública que rodeou a fundação desta folha é mais um estímulo para o cumprimento integral do nosso dever cívico e social.”. E arrematava: “E tudo fizemos contando exclusivamente com o apoio popular, do qual dependemos, para prosperidade e aperfeiçoamento desta empresa.”.

   ÁLVARO RIBEIRO, em 1929 considerou que a Democracia, estabelecendo a liberdade política, é o governo verdadeiramente nacional, e só admite como Lei aquela que tiver sido formulada de acordo com todas as correntes de opinião. Critica especialmente a ideia da lei poder ser elaborada apenas pelos delegados do partido vencedor.

Atas da câmara ao longo dos anos 20, aparece parcialmente a campanha de Álvaro contra o monopólio da eletricidade em Campinas pela empresa do Byington, que tinha o apoio do Orosimbo Maia, então prefeito e com quem Ribeiro assumiu antagonismo,  numa posição cada vez mais isolada dentro da câmara.

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“Álvaro Ribeiro dorme seu derradeiro sono de herói” – MOACYR CASTRO

Com essa manchete, o Correio Popular de 14 de Agosto de 1929 noticiava a morte de seu fundador. O editorial “Tristíssima perda”, estampado na primeira página, lamentava: “Nesta hora dolorosa em que a angústia nos invade o peito, sentimo-nos como que petrificados em face do profundo golpe por que acabamos de passar. Desaparece do cenário da vida Álvaro Ribeiro, nosso mestre, amigo e chefe. A mágoa que experimentamos e que toda a sociedade campineira experimenta é bem o dístico simbólico do valor desse homem que nasceu sob a égide do Trabalho e da Honra para defender os interesses do povo e bem servir a coletividade.”.

A notícia biográfica enfatiza o espírito de luta em defesa de sua cidade: “Sua pena esteve sempre ao lado das aspirações nobres e justas, propugnando sempre pela vitória da causa popular. E por isso mesmo, o povo campineiro fez dele seu ídolo, depositando nele a sua confiança e elegendo-o à vereança municipal durante sete legislaturas consecutivas. Todo bom campineiro traz no coração o retrato daqueles momentos angustiosos de ansiedade, em que Álvaro surgia como anjo tutelar de sua terra, zelando pela vida, pela honra, pela segurança e tranqüilidade dos seus contemporâneos.”.

Com a morte de Álvaro Ribeiro, seu secretário e grande amigo Tasso Magalhães assumiu a chefia de redação do jornal, mantendo fidelidade à linha independente e de oposição aos desmandos cometidos contra a cidade pelos governantes do Partido Republicano Paulista, o onipresente PRP, que mandava em tudo, até o advento da Revolução de 30. Houve época em que só Álvaro Ribeiro não pertencia àquele partido na Câmara Municipal. “Naquele tempo, vereador trabalhava pela cidade e não ganhava nada”, destaca a filha Maria José.

Bem lembrado, Zezé… ”

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“O derradeiro sono do herói” – MOACYR CASTRO

Há 70 anos, a educação, a saúde, a imprensa e Campinas perdiam Álvaro Ribeiro, fundador do “Diário do Povo”, em 1912, e do “Correio Popular”, em 1927, hoje jornais da RAC — Rede Anhanguera de Comunicações.

Suas filhas Maria José, Elisa Augusta e o filho Álvaro Filho não se esquecem do pai nem da tragédia daquela noite, no refeitório do Colégio Ateneu Paulista, fundado por ele. Maria José e Elisa estavam com a mãe, Hermínia de Godoy Ribeiro, no Cine São Carlos. De repente, apareceu na tela um recado escrito à mão numa folha de papel transparente, colocada na frente do projetor: “Alguém da família Álvaro Ribeiro compareça à portaria.” Hermínia saiu apressada com as duas filhas e encontrou na porta do cinema um grupo de alunos e funcionários do Ateneu. “Disseram que papai havia sofrido um mal súbito na escola, mas quando chegamos lá, ele já estava morto”, lembra Maria José. “Ele discutiu com um aluno interno, da cidade de Socorro”, diz Álvaro Ribeiro Filho, mas nem ele nem as irmãs lembram-se do nome.

Maria José diz que alguns internos do Ateneu eram rebeldes, “filhinhos de papai”, de famílias de fazendeiros da região, que gostavam de fazer algazarra na hora do jantar. “Naquela noite, papai entrou no refeitório disposto a acabar com a folia e começou a se sentir mal diante daquela gritaria. Nos contaram que ele só teve tempo de levar as mãos ao peito e lamentar com aqueles garotos: ‘Vocês estão me matando!’. Caiu e morreu”.

O filho Alvarito acrescenta que o pai já não se sentia bem havia algum tempo. “Os médicos diziam que ele não tinha nada”, afirma. “Mas foram os anos de exílio que agravaram sua saúde”, garantem as filhas. Álvaro Ribeiro aderiu à Revolução de 24, comandada pelo general Izidoro Dias Lopes, contra as oligarquias que sustentavam o governo de Arthur Bernardes, quase todo sob estado de sítio. “Ele deve ter sido o primeiro campineiro exilado político”, acredita Elisa Augusta, hoje com 80 anos, morando em São Paulo.

Alvarito era muito pequeno, tinha dois meses quando o pai embarcou para Lisboa, ainda em 1924, e se lembra pouco dele. “Voltei a Campinas com três anos e aprendi a falar Português em Portugal…” Elisa tinha dez anos. Ela conta que o pai alugou uma quinta (chácara) no Estoril e a batizou com seu nome: “Quinta Elisa”. Tempos difíceis.

A mãe, o filho e as filhas viajaram no vapor “Marsília”, numa jornada de quase um mês, da qual eles nada se lembram, de tanto enjôo. “Chovia muito quando chegamos com mamãe, seis meses depois de papai. Ela foi procurar algo para vedar a porta da varanda e o que encontrou foi uma bandeira do Brasil, que ninguém sabe como estava lá. Não me esqueço desse episódio e da emoção do meu pai. Ele me punha no colo e dizia: ‘Veja como o céu daqui é bonito, mas não é mais bonito que o de Campinas. Nem o sol brilha igual…’”. No exílio, Álvaro escreveu o livro “Falsa democracia”, sempre atual, “porque denuncia o abandono dos desfavorecidos e a força dos poderosos contra os oprimidos que já havia no Brasil”, comparam os filhos.

Maria José, a mais velha, 83 anos, vivendo em Petrópolis, ainda fala com horror da Revolução de 24: “Foi pavoroso. O povo fugia dos bombardeios; a comida havia acabado; perseguiam papai, que era o único membro da oposição na cidade. Refugiados chegavam de São Paulo e eram instigados a procurá-lo, como se ele fosse o culpado pela revolta. Campinas ficou uma cidade aberta, entregue à própria sorte, sem meios para abrigar tantos feridos e doentes, muitos com tifo. Entravam em casa armados, buscavam meu pai até debaixo da cama. Um desaforo!”.

Já no exílio, segundo Maria José, Álvaro Ribeiro encontrou-se em Lisboa com Washington Luís, que vinha de Paris, então recém-eleito para suceder a Arthur Bernardes. “O Washington prometeu a papai anistiar a todos os exilados por aquela revolução. Mas a anistia só veio quando papai decidiu voltar, em 1927, e, com um grupo de amigos, e dos primos, donos da famosa Confeitaria Colombo, cobrou a promessa do presidente, no Rio de Janeiro. Sua chegada a Campinas, na Estação da Paulista, foi uma apoteose. O povo o carregou em triunfo até nossa casa, na Rua Doutor Quirino”, lembra Maria José. “A mesma casa que tinha sido do Barão de Jaguara”, emenda Elisa Augusta. Maria José não se esquece daquele momento: “Ele fez um discurso muito bonito, falava bem. Sempre que eu via o Carlos Lacerda discursando, aqui no Rio, me lembrava de papai. Era um homem que enxergava o futuro, conseguia ver o que era invisível para os outros!”.

Outro episódio inesquecível para essa “repórter da família Ribeiro”, como os irmãos a consideram: “Eu tinha seis anos. Papai era vereador, sempre na oposição. Parou na porta de casa um carro luxuoso e desceu uma mulher muito chique. Eu estava no portão, ela me deu um anel de brilhantes e pediu para falar com o Álvaro Ribeiro. Minutos depois, aquela mulher saiu quase escorraçada de casa. A mando de alguém, ela queria o apoio dele para que votasse, na Câmara, o aumento da conta de luz. Sei que a luz não aumentou. A mulher fugiu assustada. Nem tive como devolver o anel. Tenho até hoje, como lembrança daquela história…” Maria José jura que não sabe quem era aquela dona…”

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  Casou-se com Hermínia de Godoy Ribeiro, falecida em 19 de julho de 1956, filha de Lázaro Marcellino de Godoy (16.02.1847-27.05.1930) e de Elizabeth (Elisa) Hucke (24.10.1857-05.02.1941), pais de * Maria José (Zezé), casada com Remy Martins; * Elisa Augusta, casada com José Altino Silveira Brasiliano e * Álvaro Filho, casado com Maria Helena (Léa) de Rocco Ribeiro.

Irmão de: Alberto Ribeiro, casado com Etelvina Fonseca; * Antônio Joaquim Jr, casado com Antônia Fonseca e Maria Augusta.

Cunhado de: Frederico de Godoy, Eduardo de Godoy, Laura de Godoy, Francisca de Godoy Jacob, Maria de Godoy Passos, Alfredo de Godoy, Leonor de Godoy Paranhos, Cyro de Godoy, Irma de Godoy Cardoso e Olívia de Godoy.
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